<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248</id><updated>2011-07-28T03:56:51.476-07:00</updated><title type='text'>isca de fígado</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>75</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-3893187557636159874</id><published>2010-10-21T01:54:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T01:55:14.475-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>a única coisa que eu me arrependo na vida é de ter sacaneado aquele paraplégico na sauna!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-3893187557636159874?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/3893187557636159874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=3893187557636159874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3893187557636159874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3893187557636159874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2010/10/unica-coisa-que-eu-me-arrependo-na-vida.html' title=''/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-1903633231224224149</id><published>2010-04-16T14:11:00.001-07:00</published><updated>2010-04-16T14:11:36.260-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>RODADA INTERIOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iraty X Paraná &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Iraty enfrenta o Paraná pensando no calendário para o resto do ano e também para 2011. Uma vitória confirma o Azulão na terceira colocação do paranaense e assegura o direito a uma vaga no campeonato brasileiro da Serie D e na Copa do Brasil do ano que vem, além do premio de 50 mil reais oferecidos pela RPC ao melhor time do interior. “Temos o objetivo de chegar em terceiro colocado e queremos confirmar nossa campanha vitoriosa em casa”, afirma o técnico Gilberto Pereira.  Iraty está invicto neste ano jogando no Emilio Gomes.  Pereira não conta com Rogério, suspenso pelo terceiro amarelo, e espera a recuperação de três titulares lesionados: Ceará, William e Leandro. Dos três, Leandro é quem tem mais chances de enfrentar o Paraná. O provável time do Iraty para domingo é Valter, Airton, Renê, Gilvan e Marquinhos; Bruno, Diogo e Vilson; Leandro, Eydson e Tavares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Operário X Paranavaí&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Operário terá seis mudanças em relação ao time que enfrentou Coritiba no ultimo domingo. Sem o lateral Lisa, Cassiano entra na direita. O atacante Baiano volta e o lateral Gilson, expulso ao impedir um gol do Atlético com a mão, retornam de suspensão.  João Renato aparece no meio no lugar do machucado Serginho Paulitsa. O Operário ainda sonha com a segunda vaga paranaense na serie D.&lt;br /&gt;Hipótese descartada pela diretoria do Paranavaí. Ainda com chances matemáticas, a diretoria do Vermelhinho já anunciou que não terá condições financeiras de disputar a terceira divisão. A preocupação maior é conseguir pagar os salários de maio e abril. O zagueiro Pomarola e o lateral Rogerinho desfalcam o time. Entram Adriano, volante improvisado na lateral esquerda, e Wiliams na defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cascavel X Corinthians- PR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo define quem o ultimo colocado do octogonal final.  O Corinthians Paranaense poupa o time principal ainda acreditando na classificação na Copa do Brasil. Nem mesmo o técnico Lio Evaristo viajou para Cascavel. Em seu lugar, comanda o time o auxiliar Sandro Forner.  Dos titulares apenas  o meia William, e expulso contra o  Vasco, e o zagueiro Elton jogam,   ao lado jogadores da base  e  dos que não vem sendo aproveitados no grupo  principal .&lt;br /&gt;No Cascavel o técnico Eloi Kurger tem problemas para escalar a equipe. O meia Ueverson, um dos destaques da equipe, foi negociado como Comercial do Mato Grosso do Sul. Em seu lugar entra Gilberto. O zagueiro Ciro, suspenso, dá lugar a Felipe Jaques, autor do gol a favor do Paraná.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-1903633231224224149?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/1903633231224224149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=1903633231224224149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1903633231224224149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1903633231224224149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2010/04/rodada-interior-iraty-x-parana-o-iraty.html' title=''/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-6320083238385010758</id><published>2009-12-02T06:06:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T04:33:30.955-08:00</updated><title type='text'>A LONGO PRAZO, ESTAREMOS TODOS MORTOS</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Sxem0Zz7GNI/AAAAAAAAAJ0/WhDrjwphZEM/s1600-h/div_193.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410976896521017554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Sxem0Zz7GNI/AAAAAAAAAJ0/WhDrjwphZEM/s320/div_193.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Torpor e &lt;/em&gt;&lt;em&gt;decadência &lt;/em&gt;&lt;em&gt;numa noite &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;sem preliminares&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de meus encontros com a canadense é fácil diagnosticar que se trata de uma &lt;em&gt;folie a deux&lt;/em&gt; clássica. A psiquiatria criminal assim chama o transtorno marcado pela cumplicidade incontrolável dos casais. Delinquir, fazer coisas que jamais fariam sozinhos. Retroalimentar a loucura um do outro. Explica também o fascínio dos velhos pactos de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mim, se manifesta quando ela tá por perto. Nossos encontro se dão num mundo isolado, onde os outros quase não interessam e o torpor impera. Progressivamente criamos um sistema delirante para legitimar nossas idéias mais perigosas e despropositadas. Por conhecer o caráter ilícito de nosso romance precisava agir rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parti para uma coleta séria de drogas. E vocês sabem (o Duke ensinou) que a tendência é levá-la às ultimas conseqüências. Tomou-me a madrugada de sexta e metade do adiantamento que o editor escorregou por toda a empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom chefe. Cultiva a ilusão de que eu sou o cara que mais entende de música na redação. Talvez por que ele viu um dia minha velha coleção de discos, herdados de um tio doidão. Desde então, uns três anos, eu sou o titular nas coberturas musicais. Viagens, diárias e quetais. Redator de amenidades queixo-me como um sultão por ter prazeres demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei o dinheiro e a passagem na sexta à tarde. O avião zarparia no sábado de manhã. Eu marquei com a canadense num hotel na Paulista, duas da tarde. Bebi a noite inteira e me arrastei pro aeroporto assim que o sol nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ROCK 'N ROLL&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dois festivais da velha música do diabo aconteceriam simultaneamente. O headline de um era o Faith no More de volta ao Brasil, e mais Janes Addiction e não sei mais quem. Do outro, patrocinados por um portal de Internet, Iggy e os Stooges - e também Primal Scream, Sonic Youth e uns menos votados. Era preciso sacrificar um bem menor por outro, sempre em nome do jornalismo. Mais uma vez o editor deixou na minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta ultima escalação é uma curiosa repetição de outro festival em que compareci, anos atrás. Falta de imaginação, venda casada, ação entre amigos? O certo é que a coisa se repetira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas, o show do Faith no More era a pedida certa. Até por que os caras andavam sumidos. Lembro que eles fizeram um show aqui em Cwb no começo dos 90, no pavilhão do Barigui. Marcou minha geração - composta por caras que foram lá ou lembram que foram sem ter muita certeza (como eu). E as meninas se derretem pelo Patton, que é realmente um cara carismático. Lembro que roubei, nas Americanas, o cd Angel Dust – álbum do suicídio profissional dos caras. Enfim, puta show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o negócio é que a canadense estaria na área e não era hora de fazer a coisa certa. Ademais, seria na tal chácara do Jockey, onde há alguns meses assisti grande concerto do Radiohead. Prometi a mim mesmo nunca mais pisar naquele buraco de onde é quase impossível ir embora. Os outros shows eram no Playcenter, com todas as montanhas russas liberadas, perto do centro e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei, fiz o check-in no Íbis, tomei a ducha, uma cerveja e fui fumar na janela planejando as próximas jogadas. A fumaça do cigarro acionou um exaustor no teto e logo telefone tocou. “_ Você está fumando, senhor Sandro? A lei estadual número tal determina que...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porra, a paranóia se instalou pra valer em São Paulo. Nós, como bons jacus, vamos importando-a aos poucos. Mandei o cara à merda e desci aboletar as entradas. Claro que veríamos o Iggy Pop. Obrigatório que se faça antes da morte. Dele e nossa. Todos vamos morrer. Usei uma carteira de estudante falsa para a canadense. Os caras anotam o RG e várias outras coisas no ingresso. Evidentemente, ninguém jamais conferiu porra nenhuma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AUGUSTA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos encontramos finalmente. A folie começou a bater forte. Ela, linda. Falando sem parar com uns amigos viados. Não sei de onde eram. Sei que veriam o outro show – o que me fez ter a certeza de que agi certo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo o mais foi evento preparatório. Demos umas voltas na rua Augusta. A velha calle do pecado, da lumpenprostituição, dos bares e da malandragem malagueta. Virou uma rua de lojas de roupas descoladas para mulheres descoladas. Caso da minha louca canadense que se fartou experimentando sapatos com os viados enquanto eu tentava achar um bar decente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PLAYCENTER&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegamos na hora, na metade do meio caído show do Primal Scream. Bom, pra quem não lembra o Primal Scream é uma velha banda escocesa que sempre alterna bons e maus momentos. Ali eles tavam enganando. Tudo bem. O cenário era propicio. Farsa no velho e decadente parque, com as luzes estilo “pague para entrar, reze para sair”. Meia lotação na platéia, uma área vip desproporcional – há muita gente importante – e garoa paulista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O patrocinador armou um rede de tv que transmitiu tudo pela net. Repórteres bonitinhas bajulando os músicos e enrolando com os “especialistas”. Gente como Kid Vinil, Massari, os velhos caras da MTV. Na real, foi um show basicamente de velharias. Velhos (e bons) músicos, velhos fãs, velhas canções.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fez-me lembrar de um outro senhor. “No rock'n'roll, a diferença de idade entre artista e platéia não é grande. Mas, infelizmente, as pessoas na quarta fila imaginam que aqueles em cima do palco saibam de coisas que elas não sabem. E isso não é verdade”, disse o Lou Reed.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bom, a diferença de idade, entre Iggy ou o Sonic Youth e o público, era significativa. Os caras são bem mais velhos (Iggy nasceu em 1947). E parecem nada desconfortáveis no papel de alguém que sabe muito mais que os fãs. Até por que porque é verdade que saibam, mas já chegamos lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois do primeiro show meus problemas começaram. A canadense quis ir ao banheiro. Acompanhei-a, cavalheiro, até a porta. Elegemos o bar como ponto de reencontro. Acontece que ela não entrou no banheiro. Saiu decidida em direção ao nada e desapareceu. Concluí que ela deveria estar bem louca e não queria mais papo comigo. Deixei ir. Não há nada mais inútil do que um miserável indo atrás de uma mulher que não o quer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei no bar. Matei uma, duas, três Heinekens. Fiz algumas anotações e encontrei conhecidos. Então a demência veio me visitar. Saí puto atrás da canadense. “Porra como é que ela faz isso comigo”, eu pensava até que a encontrei na porta do banheiro, arranhando os braços com umas pedras pontudas. “Você me deixou aqui sozinha” ela soluçava com ódio. A velha folie de dois, a mesma loucura errada compartilhada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para acabar com o mal-entendido fiz minhas cenas. Devoção, automutilação, resignação e todo o meu arsenal de mentiras. Convidei-a para fazer as pazes na montanha russa. Foi, com efeito, uma grande idéia. Todos os loops e viradas bruscas e mudanças de humor da parada chacoalharam o nosso sangue entorpecido. Você acha que a coisa nunca vai parar. Quando parou, ficamos no grau certo, quase amor. Chovia. E Thurston e Ranaldo começaram a espancar duas de suas nove guitarras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SONIC YOUTH&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No mundo pós-punk, onde eu me criei, parecia vigorar a idéia de que o rock não passa de esporro em estado bruto. Barulho, doideira e ponto. Uma banda como o Sonic Youth veio provar-me o contrário. O troço pode ter um significado maior, para além do suor e do headbanging. Foi preciso que caras como Thurston Moore ou Frank Black, aparecessem para me dizer umas verdades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claro que nada é mais intragável do que rock "sério", pretensioso e babaca. O Sonic é outra parada. Tem as guitarras mais nervosas desde o Black Sabbath, longas suítes, cheias de ruídos e microfonias harmônicas que derretem as mentes  fritas. Além das melhores letras, as mais espertas, das melodias mais bonitas. O melhor de muitos mundos em Nova Iorque. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eles lançaram um puta disco em 2009. E o concerto foi basicamente este repertório com algum ou outro clássico de mais de 20 anos. Os caras estão bem velhos também, mas muito elegantes. “&lt;em&gt;Por dios&lt;/em&gt;, isto é o melhor som que se pode tirar de uma guitarra”, eu pensei.  Então passei o braço pelo pescoço da canadense. Chovia. Ambos entramos num transe com os copos de cerveja intermináveis e aí pensei que a vida não fica muito melhor que isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ALGUÉM VENHA SALVAR MINHA ALMA&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às vezes esqueço que preciso explicar as coisas. Esqueço que é jornalismo: a arte de dizer “Lorde Jones está morto” para pessoas que nunca souberam que ele estava vivo. Tem gente que não sabe quem é o Iggy Pop.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Iggy é o mito, o ícone de rockstar completo. Louco, bonito, avassalador, sacana. A música moderna começa com ele e a influência e as implicações do que fez vai durar para sempre. A única coisa errada seria romantizá-lo demais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele também lançou um baita disco em 2009, Preliminaires. Cantando em francês macarrônico algumas &lt;em&gt;chansons&lt;/em&gt; clássicas, umas composições fodas e ate é uma bossanovazinha.&lt;br /&gt;Aqui para nos índios, entretanto, ele não veio cantar em francês. Nem cantar como ele faz de 1980, quando, adolescente,  mudou a voz. Veio cantar com os Stooges, caras que com ele e mais uns,  inventaram o punk. Hoje são senhores gordos e grisalhos. Iggy ainda é o galã &lt;em&gt;kinky&lt;/em&gt;, apesar de arriscar uma barriguinha aos 63 anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O concerto era o repertório do Raw Power, feito há 36 anos. Não me admiro que no Brasil se façam sets repetidos, velhas bandas cantem os mesmos números oitocentas vezes. É disso que a infantil insegurança do nosso povo gosta. Não dá pra falar mal. Ele faz o mesmo show velho para bancar o grande disco novo. Por outro lado, não é de se jogar fora a catarse dos Stooges. E a gente sabeque ele vai fazer mais um strip-tease.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais outra lição de jornalismo. O velho dandi, Tom Wolfe, diz que a diferença entre o profissional e o cururu é a seguinte: o jornalista vai, pisa e olha. Sempre por ângulos corajosos. Necessariamente algo que o cavalheiro comum não veria das tribunas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Digo isto, por que conhecendo o &lt;em&gt;mise-en-scéne&lt;/em&gt; sabia que, uma hora ou outra, Iggy Pop convida a multidão a invadir o palco. A segurança faz um minuto de vista grossa, neguinho mais malandro sobe e a coisa se torna uma adorável zona. Melhor que isso em um show de rock só quando uma mina poe os peitos pra fora. Tentei convencer a canadense.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes de Shake Appeal, ele intimou a galera. “Apenas alguns caras...”. Era a hora. Projetei a canadense pelo alambrado e me joguei também. Invadimos o palco e demos nosso melhor beijo. A verdadeira montanha russa. Um vôo cego. Tarde demais para saltar fora. Você chegou até aqui. Estávamos juntos nessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rock hoje tem história. Os personagens dela, ainda vivos e maltratados, passam por nós. Gritam de um lugar distante, não se dirigem a ninguém. Fazem eco no nosso vazio procurando algum significado. E às vezes encontram. Mas só por uma noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DECADÊNCIA&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Restava-nos pouco tempo. Depois de tudo, cair na boca da na melhor cidade da América. Pra variar perdi a cabeça. Comecei a dar gorjetas, pegar táxis, a viver além das posses. No outro dia fomos comer no terraço Itália. Um salário mínimo por um um pato com laranja com risoto de lagosta. Quem não conhece o bar do lugar não conhece São Paulo. Uma gaiola de vidro de 360 grados, no 41º andar.  Urbe, concreto e decadência. Engarrafamento de helicopteros. Gringos loucos de pó. Uma beleza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela queria fazer um monte de coisas. Ver exposições e bazares. Eu sabia que tudo mudaria de figura assim que viessem os drinques. Ela pediu Kir. Eu um Dry-Martini. A azeitona vinha lancetada por um alfinete de prata. Uma flecha embebida num veneno. Quando eles vieram, usei meu despotismo sem reservas, menino de gênio sobre a alma menos enérgica. “Vamos ficar aqui”. Na verdade era o que ela queria ouvir. “É uma boa garota” eu pensei. E isso é raro e nunca por acaso. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/SxelMYvFgzI/AAAAAAAAAJs/cH3cZMXr-70/s1600-h/div+226.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410975109525898034" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/SxelMYvFgzI/AAAAAAAAAJs/cH3cZMXr-70/s320/div+226.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-6320083238385010758?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/6320083238385010758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=6320083238385010758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6320083238385010758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6320083238385010758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2009/12/longo-prazo-estaremos-todos-mortos.html' title='A LONGO PRAZO, ESTAREMOS TODOS MORTOS'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Sxem0Zz7GNI/AAAAAAAAAJ0/WhDrjwphZEM/s72-c/div_193.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-2973089982472122330</id><published>2009-12-01T03:57:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T03:59:52.472-08:00</updated><title type='text'>As dez mortes mais bizarras da literatura mundial</title><content type='html'>#10 - Ambrose Bierce [1842-1914?] Escritor Americano&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content"&gt;&lt;/a&gt;Desapareceu no México durante uma reportagem sobre a rebelião de Pancho Villa. Provavelmente morto por bandidos. “Vida. Uma conserva espiritual que preserva o corpo da decadencia...”&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content1"&gt;&lt;/a&gt;#09 - Leo Tolstoy [1828-1910] Autor Russo&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content2"&gt;&lt;/a&gt;Depois de torrar toda a sua fortuna, morreu congelado numa estação de trem numa noite fria de inverno."Nosso corpo é uma máquina de viver. É organizado para isso, é a sua natureza. Deixe a vida continuar nele sem impedimentos e deixá-o se defender, ele fará mehor do que se você tentar mais do que se paralisa-lo se empanturrando com remédios”&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content3"&gt;&lt;/a&gt;#08 - Virginia Woolf [1882-1941] Escritora e crítica inglesa&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content4"&gt;&lt;/a&gt;Encheu os bolsos de pedras e afogou-se no rio Ouse.“Se nós não vivermos perigosamente, puxando o bode selvagem pela barba e andando na beira de precipicios, podemos nunca nos deprimir, sem dúvida, mas já seremos decadentes, fatalistas e velhos”&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content5"&gt;&lt;/a&gt;#07 - Euripides [480-406 B.C.] Filosófo grego&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Atacado por uma matilha de cães selvagens pertencentes a Arquelau, rei da Macedônia, segundo a lenda.“O que começa mal, termina mal”.&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content7"&gt;&lt;/a&gt;#06 - Sherwood Anderson [1876-1941] Escritor Americano&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body8"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Complicações de peritonite no Panamá, após a ingestão de um palito de dentes, juntamente com um hors d'oeuvre num coquetel.&lt;br /&gt;“Todos no mundo são Cristos, e todos eles são crucificados”.&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body9"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content9"&gt;&lt;/a&gt;#05 - Hart Crane [1899-1932] Poeta Americano&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body10"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content10"&gt;&lt;/a&gt;Enquanto viajava a New York a bordo do S.S. Orizaba, se jogou no mar do Caribe. No convés teria dito : “Adeus para todos...”" Nós vimos / A lua em becos solitários fazer uma taça de risos das cinzas de uma lata vazia...”&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body11"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content11"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;#04 - Edgar Allan Poe [1809-1849] Escritor Americano&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body12"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content12"&gt;&lt;/a&gt;Morreu de “ aguda congestão cerebral” alguns dias depois de ser descoberto inconsciente, usando roupas esfarradas de outra pessoa, jogado numa rua de Baltimore. “Num instante me senti levitando. Mas já não tinha corpo, presença visivel, audível ou palpável”.&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body13"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content13"&gt;&lt;/a&gt;#03 - Sergei Esenin [1895-1925] Poeta russo&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body14"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content14"&gt;&lt;/a&gt;Cortou os pulsos, escreveu um ultimo poema com sangue (chamado "Do svidania drug moi" ou"Adeus meu amigo") e se enforcou num quarto de hotel em Leningrado."Não acordar do sonho que morre/Não contestar a meta que falhou./A vida me levou muito cedo pra julagamento/O fracasso, a derrota – de que me serviram?"&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body15"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content15"&gt;&lt;/a&gt;#02 - John Berryman [1914-1972] American Poet&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body16"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content16"&gt;&lt;/a&gt;Se jogou de uma ponte sobre o Misissipi; supostamente acenando para os transeuntes nas margens do rio.“ Devemos avançar na direção de nossos medos”&lt;br /&gt;&lt;a name="main-body17"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="content17"&gt;&lt;/a&gt;#01 - Yukio Mishima [1925-1970] Autor Japones&lt;br /&gt;Cometeu sepukku ( também conhecido como hara-kiri) e foi decapitado durante tentativa frustrada de golpe de Estado. “Se nós prezamos tanto a dignidade da vida, como podemos também não valorizar a dignidade da morte? Nenhuma morte pode ser chamada de fútil”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-2973089982472122330?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/2973089982472122330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=2973089982472122330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/2973089982472122330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/2973089982472122330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2009/12/as-dez-mortes-mais-bizarras-da.html' title='As dez mortes mais bizarras da literatura mundial'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-2759839118557744109</id><published>2008-10-10T14:55:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T06:47:47.369-07:00</updated><title type='text'>Alta gastronomia para a juventude</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os três acordes da cozinha punk brasileira – arroz, feijão e bife – são, para o meu gosto, a medida duma boa refeição. Um ovo  em cima, como  Iggy Pop nas mãos da multidão,  é requinte. Não que eu seja de todo um grosseirão, sem modos. Até sei usar os talheres de peixe, (que sempre vomito junto com o vinho branco)   mau menino de família boa que eu sempre fui.&lt;br /&gt;No tempo de menino, e que já vai longe, aliás, todos queriam ser poetas ou guitarristas. Depois vieram os videomakers. Hoje somos todos sofisticados cozinheiros, espertos em vinho, e se  por acaso numa noite dessas, urinares em uma moita, provavelmente o fará por cima de um chef de cozinha internacional  ainda não consagrado. A arte da vez é essa. Reduzir molhos, temperar o arroz &lt;em&gt;“thai jasmine&lt;/em&gt;”, misturar maracujá com barreado - tudo, como desde quando era no principio, agora e para sempre, no intuito de tentar impressionar as menininhas.&lt;br /&gt;O que sempre justifica a situação, é claro. O negócio é que este negócio não me pegou. Criado na copa de bares pé-sujo, de Santa Catarina ao Rio, minha coragem gástrica e paladar sempre penderam pro lado da tradicionalista comida de boteco. Terreno onde quase tudo é permitido, menos a frescura. Estas iguarias mantém vivas nesta terra de meu Deus uma legião de criaturas sem cor, que se enchem de vida todas as noites contando mentiras entorpecidas pelos balcões.&lt;br /&gt;Todo este nariz de cera introduz o relato de uma experiência gastronômica autêntica, visceral e inesquecível que a profissão (a melhor entre as melhores) se me obrigou.&lt;br /&gt;O editor me pediu um pequeno artigo sobre comidas exóticas de bar. Pois, mal sabia que pediu ao homem certo. Como sou da aldeia, conheço os caboclos, saí campo fora na carreira em direção às celebres comidas de macho da praça. A coisa começou no bar Giraldi, no trilho do trem do Cristo Rei.&lt;br /&gt;Já faz uns 20 anos a casa importou do pantanal a afrodisíaca receita do caldinho de piranha, que faz o jacaré nadar de costas e  nego subir em parede lisa de tamanco. Infusão sugestiva, nutritiva, coercitiva e permissiva com um honesto preço de 4 reais. Ideal para o desejum, com duas cervejas claras.&lt;br /&gt;Deve-se então ir andando até a Praça Osório, coração da cidade, onde há 104 anos empilham-se as bolachas no balcão do bar Stuart. Ali entre o &lt;em&gt;chiaroscuro&lt;/em&gt; das tulipas, encara-se a mais ousada libação. Superclássicos “&lt;em&gt;cojones de toro&lt;/em&gt;”. Ensopados ou a milanesa, ora, bolas.&lt;br /&gt;Almas fracas enxergam chifres na poderosa poção, uma espécie de uma perversão homo-zoo-erótica, que só pode nascer de cabeças pra lá de doentias. E faz lembrar a velha piada do cara que chegando em Madrid resolveu encarar uns cojones, e ficou encantado com o sabor e o tamanho das peças. No outro dia voltou e surpreso com a mingua da porção foi hablar ao garçom. Este  explicou: “... é que nem sempre o toro perde”. Não temos touradas por aqui (pararatinbum), mas os testículos de touro sim. Não é pra qualquer um, entretanto, devo admitir.&lt;br /&gt;A digestão se faz com a perigosíssima mistura de batida de limão com amargo (aqui parêntese importante para os jovens: o consumo compulsivo de álcool leva a uma doença grave, que destrói família e carreiras, há que se tomar cuidado...). A partir daí, de um jeito ou de outro, precisa se chegar no São Braz. Uma outra casa que eu vou te contar, meu parceirinho. Na esquina da Toaldo Túlio com a ponte da 277 , na fachada diz em cima que é o lar dos Irmãos Obrzut. Ali dentro, na vitrine exibem-se algumas das mais saborosas comidas da história dos botequins, com o inconfundível bom gosto dos eslavos – polacos ou ucranianos. Diante da larga oferta, eu geralmente fico na dúvida entre o rim suíno ensopado com pão ou o cérebro bovino a milanesa com limão. Acabo encarando os dois – um de cada vez. E a conversa é sobre a primeira divisão, os velhos faroestes, mulher, a segunda divisão, cachaça branca ou amarela, a terceira divisão, o resultado das 18 horas, estas coisas fundamentais.Por que bar bom tem boa conversa.&lt;br /&gt;Mas o melhor ainda é o porvir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após detidas investigações, baseado em indícios e relatos, consegui finalmente chegar a um lugar de sonho. O caminho não é dos mais fáceis – como os que levam às melhores praias. Precisas-se subir, descer, virar à esquerda, à direita, fazer o contorno, tocar em frente, passar a rótula,  o tubo do ligeirinho e depois virar a direita e mais duas a esquerda e pronto. Lanchonete Moraes, no Osternack (perto do zoológico).&lt;br /&gt;A única chance de se comer a verdadeira buchada de bode, receita piauiense, sem precisar tomar um navio um avião ou um caminhão. A mágica se dá sempre, e tão somente, às segundas-feiras. O bar recebe bebuns e gourmets da cidade e região até as duas e meia da manhã. A buchada é uma obra de arte (é óbito) com farofa de cuzcuz e uma pimenta de cheiro que segundo consta, matou o vigia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-2759839118557744109?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/2759839118557744109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=2759839118557744109' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/2759839118557744109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/2759839118557744109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/10/alta-gastronomia-para-juventude.html' title='Alta gastronomia para a juventude'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-34516559440869850</id><published>2008-10-09T16:55:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T06:58:09.864-07:00</updated><title type='text'>Útimas Palavras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Escrever é fácil, o difícil é fazer anotações diz o Ivan Lessa. Confesso que sou um daqueles tipos que anota e guarda pedaços de papel com inicios de sonetos, chaves de ouro, guardanapos de boteco com anotações de toda sorte. Sempre parecem geniais ao sangrar. Frustrantes e ininteligíveis no dia seguinte. Além de toda esta papelada inútil guardo com zelo farto material que envolve gibis antigos, cadernos de tempos passados, revistas que não mais circulam, capas de disco vazias, álbuns de figurinhas incompletos, rótulos de cerveja que ninguém mais se lembra... Ou seja, todas estas coisas fundamentais na vida de um homem.&lt;br /&gt;De quando em quando é bom fazer uma visita a este arquivo X, que guarda tudo o que há de mais sórdido e escondido na alma da gente. O nosso lado bom. Dia destes (hoje, inclusive) dei de cara com anotações recolhidas numa antologia de ultimas palavras. Os derradeiros suspiros comprovadamente pronunciados por figuras de vulto da história, no ultimo leito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por anterioridade e influencia lembre-mo-nos de Sócrates (399 a.C). Do alto de toda a sua sabedoria teria dito ao amigo Crito, segundos antes do ultimo gesto: “Eu devo um galo (o bicho , não a nota de 50) a Eclépio; você vai se lembrar da dívida?” . Simplicidade socrática. Nada como Nero (68 d.C) que, imodestamente, lamentou: “Que grande artista o mundo vai perder” E verdade que as fontes não são lá confiáveis, passados tantos anos. Há outras versões. Como também há duas versões para as ultimas do poeta Rabelais ( 1553): “Desçam as cortinas, a farsa acabou”. E a outra : “ Estou indo para o grande talvez” . Qualquer uma cairia bem. Voltaire (1778) não filosofou no pé da cova. Foi apenas rabugento: “Me deixem morrer em paz”. Seu compatriota Diderot (1784) por sua vez parecia estar numa conferência: “O primeiro passo rumo à filosofia é a incredulidade”, e assim o enciclopedista apagou.&lt;br /&gt;A mais citada e celebre é a de Goethe (1832): “Mais luz”, o alemão pediu antes de descer a treva eterna. Outro alemão genial, Hegel (1831), a segundos de desencarnar foi alemã e pessimista: “Só um homem conseguiu me entender...e ele não me entendeu direito.”. O &lt;em&gt;farewell &lt;/em&gt;de James Joyce(1941) também foi nesta linha niilista “ Será que ninguém entende ?”&lt;br /&gt;Há os que desdenham a indesejada, como o historiador escocês Thomas Carlyle (1881) : "Então morrer é isso? Ora...” e mais não disse, nem lhe perguntaram. Há ainda os que parecem finalmente entender tudo como Henry James (1916) : “ Enfim as coisas distintas...”. Parece que Tolstoi (1910) morreu babando, Hendrix (1967) afogado no próprio vômito e DH Lawrence (1930) chamando a enfermeira. Nada digno de anotação. Contam também que o bruxo do Cosme Velho se mostrou satisfeito aos 45' do segundo tempo. “A vida é boa” teria sussurrado a José Veríssimo, para depois virar pro lado e dormir. Graciliano (1953) foi mais realista que Machado (1908): “Estou acabado”.&lt;br /&gt;Mas em matéria de descer a mansão dos mortos nada como o Isidoro (2004), que bebia ali no Bar do Dante. O adeus me foi  contado em primeira mão pelos amigos que o acudiram, em vão, após o atropelamento. . Seu Isidoro ao ver que o infinito o esperava, e esticar o pernil, ainda fez uma ultima pilhéria : “ Fecha a minha conta...”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A batida de botas de José do Patrocínio (1929), político brilhante e grande gozador, lembrada pelo Sérgio Augusto numa remota edição de Bundas – que se perdeu (a revista) pelo nome. Zé do Patrocínio foi  longe. Transcrevoi o texto que saiu na edição 21: “ ... condenado pelos médicos a tomara leite humano, pois nada mais o apetecia, à primeira demosntração de dificuldade da enfermeira para por uma colherzinha o leite extraído dos alvos e belos seios de uma ama seca, Zeca abriu um olho e sugeriu: _ Doutor, não seria melhor eu mamar? – e nem sequer para mamar abriu mais a boca”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-34516559440869850?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/34516559440869850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=34516559440869850' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/34516559440869850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/34516559440869850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/10/ulimas-palavras.html' title='Útimas Palavras'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-9105893217489843256</id><published>2008-10-09T16:54:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T14:54:30.529-07:00</updated><title type='text'>A COLÔMBIA NÃO É PARA PRINCIPIANTES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No dia em que poderiam ter me matado – o que acabou não se confirmando – encontrei com Don Javier Arena numa redação, num subúrbio de Bogotá. Ele do alto de sua elegância eu daqui mesmo, reconhecemo-nos recíprocas afinidades, mesmo ele num seguro outono e eu no flagrante labirinto, qual general de estrela morta. Com experiência de jornalista decano da boa imprensa de lá, notou que minha aflição nascia da dificuldade em começar o texto que deveria escrever sobre minha visita ao país – o que acabou se confirmando. Então contou-me uma conversa, na sala de redação da agência Prensa Latina, em uma tarde dos anos 60s, com Gabriel Garcia Marquez, seu diretor há época. Arena quis saber como ele conseguia inspiração para as páginas fantásticas que criava. Na resposta, uma verdade que resume o pais contraditório:&lt;br /&gt;– Na Colômbia, a realidade é mais inacreditável que qualquer ficção...&lt;br /&gt;Melhor maneira de entender a “surrealidade” – facil para nós, convenhamos - de um pais que diz querer a paz e vive em guerra permanente há décadas, de um povo cordial e alegre , ao mesmo tão violento desconfiado, de como o pais que abastece o mundo de frutas e flores é também o líder do mercado mundial de drogas ilícitas .&lt;br /&gt;Para se tentar entender todas as complexidades deste realismo fantástico da política colombiana, é preciso primeiro investigar as raízes históricas que produziram o cenário do conflito armado permanente ( que vai sofrendo finalmente a sua mais íngreme distensão).&lt;br /&gt;Ao contrário da violência urbana brasileira, que tem matiz notadamente social (e – por que não dizer? – racial), a origem da violência colombiana é política. Nasceu a partir da insurgência de grupos armados que rebentaram no país em oposição ao federalismo de um governo central que nunca disse há que veio. O poder centralizado nunca foi compromissado com as complicadas idiossincrasias de cada região de um pais que reúne o Caribe, uma costa no Oceano Pacifico, a cordilheira dos Andes, muitas aldeias camponesas e grandes metrópoles num só território.&lt;br /&gt;Isso se não se quiser ir mais longe, buscando na brutal história colonial da Colômbia uma explicação sociológica. Nada parecido com as “três raças tristes” que formaram o povo brasileiro. Pode-se dizer que a cultura colombiana se fundou no encontro de nativos guerreiros com exploradores violentos com sede de ouro, sangue, sal e esmeraldas.&lt;br /&gt;Um seminal estudo sobre o caso da violência na Colômbia, assinado pelos historiadores Gonzalo Sanchez e Donny Merteens, tenta investigar a gênese moderna do problema apresentando aquela que os autores chamam de “a geração da violência” – a que viveu o período de 1945 e 1964.&lt;br /&gt;Nesses tempos de cólera social, irrompeu, em meio a um turbulento cenário político, uma forca armada camponesa – os bandoleros (que guardam muita semelhança com a experiência do cangaço brasileiro). O assalto, a pilhagem e o assassinato apareciam como ferramentas políticas e se tornariam típicos na paisagem colombiana.&lt;br /&gt;Essa forma de revolta popular, que teve no bandoleiro Desquite o seu avatar (mais ou menos o equivalente a Lampião no imaginário colombiano), foi a primeira grande demonstração do porvir violento que esperava os caminhos do país nos próximos anos.&lt;br /&gt;Por ocasião da morte do mitológico bandido, o poeta Gonzalo Arango sustentava que ele [...] “era un malhechor, un poeta de la muerte: hacía del crimen una de las bellas artes. Mataba. Se desquitaba. Lo mataron [...] Lo mataron porque era un bandido y tenía que morir. Merecía morir sin duda, pero no más que los bandidos del poder”. Esse ainda parece ser um sentimento difuso no país. Dizia-se, na época, que se a situação não se alterasse apareceriam outros “desquites”.&lt;br /&gt;A grande alternativa de mudança poderia ter sido ascensão ao poder de Jorge Eliecer Gaitan, caudilho populista que mesclava o paternalismo de um Vargas com a fúria oratória de um Carlos Lacerda. Gaitan poderia ter sido timoneiro de um renascimento democrático colombiano. Não foi. Caiu morto, assassinado a tiros no centro de Bogotá.&lt;br /&gt;Já que falamos de Garcia Marquez, que está com o prestigio baixo em seu país depois de anos de exílio, sucesso e esquerda festiva, lembremos de outra história contada por ele. Agora na sua auto biografia, Viver para contar. Gabbo estaba há poucos quarteirões do lugar onde mataram Gaitán – mais prexcisamente a frente do bar El Gato Preto ( região com grandes salões de sinuca), dia 9 de abril de 1948. A guerra civil na Colômbia estava no forno desde a independência da Espanha. A paz armando-se era com virou bagunça com o garrote, após quatro governos consecutivos, do partido conservador não admitia perder o posto para os liberais. Gaitán. Idolatrado pelo povo hipnotizava o pais com seus discursos. Conta Gabriel Garcia que quando o mataram a tiros na calçada “o povo todo enlouqueceu de ódio”. Viraram bondes, lincharam um suspeito (e Gabriel lembra que poderia muito bem não ser o assassino, porque toda a sinfonia do linchamento foi comandada por um estranho homem de terno cinza, que ninguém conseguiu explicar quem era e podia estar desviando a atenção do verdadeiro suspeito) .O povo molhava os lenços no sangue para guardar de recordação. Até Fidel estava lá neste dia, um líder estudantil de vinte anos, participando de um congresso. Ele e Márquez, mais tarde se tornam amigos Só então ele acorda para o momento político:"Como você pode querer almoçar? Mataram Gaitán!"&lt;br /&gt;A lacuna deixada por Gaitan foi preenchida com a formação de uma “frente nacional”, promiscuo acordo bipartidário que remete à “política do café com leite” da primeira república brasileira ou à subserviência da Arena e do MDB na época da ditadura militar. Os partidos Conservador e Liberal se alternavam no poder (eram os partidos do si e do si, señor) e dançavam conforme a salsa tocada pelos planos de expansão norte-americanos do pós-guerra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;FARC, FRANKENSTEIN E COCAÍNA &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No início dos anos 60s, catalisadas pelo triunfo da revolução cubana e pelo sentimento universal de utopia revolucionária, apareceu no teatro político colombiano um novo protagonista. Uma forca armada, de orientação marxista, como tantas que brotavam na época por toda a América Latina. As táticas foquistas de guerrilha camponesa encontraram no revelo geopolítico do país (selvas, montanhas e instituições corruptas e desacreditadas) o habitat perfeito se reproduzir e crescer. Anos mais tarde, os focos guerrilheiros convergiram para a consolidação das Forças Armadas Revolucionárias da Colombiana (Farc).&lt;br /&gt;O comando das forcas guerrilheiras unidas se ofereceu naturalmente a um homem fatal nesse contexto: o guerrilheiro Manuel Marulanda Velez, apelidado de Tirofijo, por conta de sua perícia invulgar como atirador. Marulanda era, segundo perfil apresentado na revista Semana (que trouxe o histórico furo do anúncio de sua morte na matéria de capa) como o “pai fundador, aquele que orientava a direção do grupo e o dono da última palavra”.&lt;br /&gt;A guerrilha, que pode ter parecido legítima num primeiro momento, todavia se revelou cruel, sanguinária, incontrolável. O recrudescimento das Farc motivou um contragolpe surreal do governo instituído na Colômbia. O Estado, para combatê-las, legitimou a criação de movimentos armados privados, abrindo mão do monopólio da violência, expresso contrato social das repúblicas modernas.&lt;br /&gt;Javier Arena define as contra-insurgências armadas paramilitares como “um Frankenstein colombiano que, como toda boa criatura da literatura de horror, um dia se voltaria contra o criador que lhe deu à luz”.&lt;br /&gt;A institucionalização do paramilitarismo é tão complicada de entender, principalmente para os brasileiros, acostumados com a surobocracia estatal brasileira, como o hábito de comer caldo de costela com batatas e ovos mexidos no café da manha (para o mal no caso das milícias e para o bem no caso dos espetaculares desayunos).&lt;br /&gt;Tudo isso acontecia num momento internacional de fim do romantismo utópico sessentista e uma nova ascensão de um niilismo capitalista no Ocidente. O LSD e a maconha do flower power foram substituídos pela cocaína nos embalos dos sábados setentistas. E o cultivo da coca é perfeito para as férteis terras colombianas. Assim como a sua comercialização em nível internacional caía como um terno de alfaiate nas mãos de grupos armados de hierarquia rígida e métodos violentos como os que se verificam na Colômbia desde a geração dos bandoleros.&lt;br /&gt;Os cartéis de Meddellin e Cali em pouco tempo assumiram a vanguarda do tráfico internacional de entorpecentes. As inacreditáveis quantias de dinheiro envolvidas foram o combustível explosivo que movimentou um período trágico de violência política. Durante um longo tempo, o dinheiro da droga financiou a guerra de “todos contra todos” no cenário colombiano. Tanto as Farc quanto os paramilitares e também o governo central eram bancados pelo inesgotável rendimento da venda do perico, cujo principal comprador eram (e ainda são) os EUA – maior e mais fiel parceiro comercial colombiano.&lt;br /&gt;Foi um período de assassinatos à traição, atentados, seqüestros políticos e extorsivos que só começou a mudar de face quando a inteligência dos “think tanks” americanos escolheram o traficante de drogas sul-americano como o inimigo da vez, no fim dos anos 80s (antes, era o sudeste asiático; hoje, os árabes muçulmanos; amanhã, quem será?). Os cartéis foram desmantelados, seus barões presos ou mortos, mas o negócio não acabou. Mudou de mãos: passou a ser conduzido exatamente pelas Farc e pelos grupos paramilitares.&lt;br /&gt;No final dos anos 90s, pretendeu-se, pela vez primeira, um acordo de paz entre guerrilha e o Estado colombiano. A pretensa bandeira branca que se pretendia desfraldar nos encontros na cidade de Calguan se revelou uma farsa. Na verdade, simulacro engendrado pelas Farc, que deixaram o governo do então presidente com um solene “pincel na mão”. A guerrilha rejuvenesceu, o que impulsionou uma reação de direita responsável pela coalizão que levou ao poder o presidente Álvaro Uribe, com uma proposta política clara de aniquilamento das Farc e desmobilização dos grupos armados paramilitares. Administração que hoje é referendada por expressivos números de aprovação popular.&lt;br /&gt;Este é um raso e pretensioso panorama da política da Colômbia desde meados do século XX. Neste caudalosamente chuvoso inverno de 2008, a política colombiana está enfrentando um momento efervescente e crucial. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;TIROFIJO ESTÁ MORTO &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O anúncio da morte de Manuel Marulanda, aliás, Tirofijo, também teve suas cores surreais. Não se deu com um pronunciamento oficial ou uma entrevista coletiva. Em uma entrevista à revista Semana, o ministro de Defesa “deixou escapar” pelo meio da conversa que o chefe guerrilheiro estava morto. A repórter se assustou e perguntou:&lt;br /&gt;– É verdade? Posso dar o titulo desta matéria como “Tirofijo está morto?”&lt;br /&gt;O ministro, Manuel dos Santos, confirmou:&lt;br /&gt;– Marulanda está no inferno para onde vão todos os criminosos.&lt;br /&gt;Parece que Santos quase se “esquecera” de contar ao país a informação que detinha e que dias depois foi confirmada pelo secretariado das Farc. Como se a alma que descia ao inferno não fosse a de um dos protagonistas de toda a situação colombiana nos últimos 60 anos.&lt;br /&gt;Pelas calles e carreras de Bogotá, enquanto se toma um espetacular “café tinto”, ouvimos esta constatação emblematicamente reveladora: “Só mesmo na Colômbia é possível que um assassino como Tirofijo morra de causas naturais enquanto inúmeros homens de paz morreram assassinados pelas costas”. Marulanda foi um homem peculiar, um camponês que passou mais de 40 anos conflagrado na selva (nunca conheceu Bogotá, por exemplo), causou morte e destruição e nunca conseguiu seu objetivo de tomada do poder .&lt;br /&gt;A morte do guerrilheiro mais velho do mundo na ativa foi apenas mais um dos severos golpes que a guerrilha colombiana sofreu nos últimos tempos, em especial neste ano.&lt;br /&gt;Desde a ação das Forças Armadas Colombianas em território equatoriano que mataram Raul Reyes, herdeiro natural do comando da guerrilha (e criaram um mal-parado incidente internacional), até a traição patrocinada pelo Estado que resultou na morte de outro importante guerrilheiro, Ivan Rios, percebe-se que a estrutura hierárquica das Farc está apodrecendo.&lt;br /&gt;Muitos outros integrantes importantes se entregaram ou foram mortos, e pela primeira vez na historia da Colômbia – assim como costuma falar o presidente de um país vizinho – há um sentimento nacional de que o governo de Uribe e as Forças Armadas encurralaram as Farc.&lt;br /&gt;Por outro lado, Uribe urdiu uma estratégia concreta e aparentemente efetiva de negociação e desmobilização do paramilitarismo, com acordos e deportações dos lideres dos movimentos armados. Se não fosse pouco, o Congresso Colombiano está envolvido até o pescoço num escândalo que a imprensa brasileira facilmente chamaria de “mar de lama”. Há 29 congressistas presos e outros tantos investigados por envolvimento com grupos paramilitares, a maioria esmagadora da base governista.&lt;br /&gt;Um projeto de reforma política está em discussão no momento. Pretende-se coibir a possibilidade de posse dos suplentes dos políticos envolvidos com a “parapolitica”. Se aprovada a reforma, as cadeiras no Congresso que dão sustentação a Uribe ficariam vazias. O presidente perderia a maioria nas casas, o que representaria um entrave para a aprovação de projetos como o que vai propor um referendo popular para definir uma reforma constitucional que lhe permita um terceiro (e talvez um quarto) mandato.&lt;br /&gt;Chama atenção a celeridade na condução dos julgamentos políticos que, por sua natureza extraordinária, não contemplam um duplo grau de jurisdição, princípio básico na maioria dos Estados de Direito modernos. Como já dito, trata-se de um pais que só os iniciados entendem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A PALAVRA QUE NÃO TEM QUEM A ESCREVA &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muito da popularidade de Uribe, triunfalmente exortada pelos órgãos chapa-branca e ironizada pelos meios mais críticos, deve-se ao fato de ele ser um presidente que, bem ou mal, cumpre o que prometeu, algo raro para os políticos do continente. Prometeu o aniquilamento das Farc e o fim do paramilitarismo (com métodos pouco ortodoxos e corrupção na base aliada) e parece estar logrando êxito.&lt;br /&gt;No entanto, paz é uma palavra que não se usa de parte a parte. Há um esgotamento visível do poder das Farc, homiziada em pontos remotos das fronteiras com Venezuela e Equador e cuja última grande carta na manga parece ser o seqüestro de Ingrid Bettancourt *.&lt;br /&gt;Mas quem conhece a história do conflito sabe que nunca se deve subestimar o poder da guerrilha, agora sob nova direção. Os primeiros atos do novo comandante Alfonso Cano parecem mostrar que a intenção do grupo é a de que, se forem cair, cairão atirando.&lt;br /&gt;Nota-se no contato com o povo colombiano um sentimento de fastio, cansaço de tanta turbulência e violência. Questionado sobre se num improvável cenário de paz, com a completa desmobilização dos paras e a rendição das Farc, uma democracia colombiana sem combates e sem inimigos não deixaria um vazio na alma do país, don Javier Arena responde: “Pode ser que sim, e aí teriam que encontrar outros inimigos para lutar. E nunca faltam inimigos quando se quer lutar”.&lt;br /&gt;* Noticias de um Seqüestro&lt;br /&gt;Muita água embaixo da ponte depois da conversa suburbana com Don Arenas. Já de volta ao torrão, onoticiário internacional conta a história da mirabolante ação militar, que teria aplicado o chapéu nas FARC . Cavalo de troa que libertou 15 seqüestrados do cárcere da selva de Guaviare, entre eles, Ingrid Bettancourt..&lt;br /&gt;Libertação anunciada,no mesmo tom triunfalista pelo Ministro da Justiça colombiano , personagem singular - tão linha dura como o General Newton Cruz, tão vaidoso como o Roberto Justus. Idolatrado pela extrema-direita como um Maluf e influente como um Marinho (sua família é acionista principal da maior rede de TV e dos Jornalões do país). Santos se especializou em mostrar o pau (epa!!! ) depois de morta mais uma das cobras do ninho das FARC..&lt;br /&gt;E o ano de 2008 tem sido terrível para a guerrilha colombiana. Morte dos três principais líderes, de casos de capitulação, traição e assassinato entre seus membros.. Como se fosse pouco, os guerrilheiros, que estão fisicamente encurralados na fronteira da Venezuela receberam outro golpe. Declaração de Hugo Chavez, temente pediu a rendição das FARC, classificando as de “anacrônica e injustificável”.&lt;br /&gt;Sem Ingrid há poucas alternativas de negociação. Sem Chavez perdeu-se o o homizio das tropas. A situação está na base do “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Há ainda muitos seqüestrados, algumas centenas deles. Mas o “prendo e arrebento” do contubierno Uribe, já olha estas mortes como estatísticas positivas. A única alternativa das FARC parece ser morrer atirando. A pergunta é: quantos soldados vão ter estomago pra cair por esta causa. Causa que não faz sentido há muito tempo. As FARC são o ultimo sopro do século passado que ainda balança palmeiras nos hoje. Com a sua rendição, talvez o velho vinte possa dormir em paz, morto e enterrado.&lt;br /&gt;Já no vvinte um, assim vai a Colômbia, um país encantador e paradoxal, com uma cultura diversificada e riquíssima e uma tradição de violência. Com indicadores positivos na economia (na medida do que pode ser positivo nas economias latino-americanas), mas, envolvido num conflito político intransponível. Uma nação ferida e, ao mesmo tempo, decidida a continuar lutando para enfrentar seu destino, tão colombianamente incrível como a historia de Cândida Erendira e sua avó desalmada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-9105893217489843256?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/9105893217489843256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=9105893217489843256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/9105893217489843256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/9105893217489843256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/10/colmbia-no-para-principiantes.html' title='A COLÔMBIA NÃO É PARA PRINCIPIANTES'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-747586795692624273</id><published>2008-07-07T13:27:00.000-07:00</published><updated>2008-07-09T07:58:56.441-07:00</updated><title type='text'>O dia em que o Estado Novo vaiou Carmen Miranda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No dia 10 de julho de 1940 uma multidão esperava a chegada do vapor Argentina nas docas da Praça Mauá , Rio de Janeiro. O motivo era a o retorno de Carmen Miranda depois de retumbante sucesso da temporada do musical Streets of Paris, apresentado em várias cidades norte-americanas, e no qual Carmen, sempre ao lado do Bando da Lua, fazia o numero final. Consta (os dados são de Ruy Castro, biografo definitivo da cantora) que ela e o bando fizeram 412 apresentações no primeiro semestre daquele ano, numa média de 2,2 shows por dia. A &lt;em&gt;reentré&lt;/em&gt; de Carmem se transformou num acontecimento oficial do Estado Novo, com cerimônia organizada pessoalmente por Lourival Fontes, há época coordenando o DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda.&lt;br /&gt;Para o extrovertido nacionalismo do regime tratava-se da volta de uma “patrícia” que tinha alcançado a gloria em território estrangeiro, elevando o nome do país. O governo pegava carona no sucesso de Carmen, cobrando a conta pela fato do Itamaraty ter providenciado para o bando da Lua as passagens da ida aos EUA.&lt;br /&gt;Se na sua triunfal temporada de estréia Carmen Miranda tinha recebido o epíteto de &lt;em&gt;brazilian bombshell&lt;/em&gt; (algo como a “granada” brasileira), em 1940, na Europa, outras bombas e granadas explodiam. O exercito nazista que estava passando  o rodo em meio continente. Em 14 de maio caiu Paris e logo começou o bombardeio a Londres.&lt;br /&gt;No Catete, atrás de uma “neutralidade” oficial a face mais nacionalista do Estado Novo mostrava seu sorriso perverso. Num famoso discurso Getúlio celebrou o fim de uma era (a antiga Europa) saudando os novos tempos : “ Passou a época dos liberalismos previdentes”&lt;br /&gt;Neste momento, a Alemanha já era o maior parceiro comercial do Brasil. A metalúrgica Krupp acabara de aceitar os termos para a construção da CSN. A elite brasileira (parte dela, ao menos) não escondia a sua simpatia ao Reich, virtual vencedor do conflito mundial.&lt;br /&gt;Foi neste cenário que Carmen retornou. Seu objetivo - declarado a imprensa logo na escadaria do navio – era rever os amigos e descansar. Ocorre que a primeira dama Alzira Vargas tinha outros planos. Dona Alzira era a coordenadora de um projeto filantrópico (a ser construído na Baixada Fluminense) chamado a Cidade das Meninas. Carmen foi gentilmente “intimada” a estrelar um jantar &lt;em&gt;black-tie &lt;/em&gt;no cassino da Urca em beneficio do tal projeto. Mesmo a contragosto a “pequena notável” topou – o motivo era nobre e as adesões se dariam pelo extravagante preço de 100 mil réis .&lt;br /&gt;Cassino da Urca lotado de fraques e decotes no dia tal 15 de julho de 1940. A famosa orquestra de Carlos Machado no acompanhamento. O &lt;em&gt;speaker&lt;/em&gt; César Ladeira anunciava a épica trajetória de Carmen na América do Norte ( o que já deve ter ferido alguns ouvidos) e a apresentou. A partir daí a coisa não andou bem. Quem conta é Ruy Castro:&lt;br /&gt;“ .. Carmen dirigiu-se a platéia em inglês:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Good Night&lt;/em&gt; ao invés de sua clássica saudação ( e muito mais dela) : _ “Oi, macacada”.&lt;br /&gt;Não houve grande resposta.”&lt;br /&gt;Depois, Carmen e o Bando apresentam os números que tanto faziam sucesso nos EUA. Eram algumas canções satíricas, em inglês macarrônico, com um ritmo diferente dos nossos sambas e marchas (dos quais eles estavam afastados fazia mais de um ano) e que lembravam mais os ritmos caribenhos que compunham o estereótipo latino que consagrou Carmem.&lt;br /&gt;Num primeiro momento houve silencio. Depois, um muxoxo irritado que se transformou numa pequena vaia.&lt;br /&gt;Carmen saiu indignada. Viajar tanto para ser vaiada “em casa”. Na platéia uma única certeza – a cantora que se apresentou não era mais a mesma. Estava “americanizada”. Mas pra quê tanto veneno pra cima de Carmen?&lt;br /&gt;Entre tantos motivos (Carmen estava gripada, não havia ensaiado além da  escolha um tanto infeliz do repertório), o principal era que aquele não era o seu público. Na verdade, Carmen não sabia, mas estava cantando para o Estado-Maior da ditadura Vargas. Pessoas como o interventor do Estado do Rio,  general Ernani Amaral Peixoto. Como o General Dutra, o ministro Gustavo Capanema, o famigerado Capitão Felinto Mueller e toda uma pequena multidão de áulicos e pelegos que os seguia e sustentava. Todos vivendo o auge do flerte com o nazismo e torcendo o nariz para a ascensão americana no teatro da Segunda Guerra. Estas pessoas alugaram roupas e pagaram uma fortuna para assistir o show e colaborar com os propósitos da família do ditador. Acabaram vendo um espetáculo “inimigo”, com a Urca praticamente se transformando num palco do circuito &lt;em&gt;off-Broadway&lt;/em&gt;. E, nesta noite, vaiaram a mais importante artista popular do país.&lt;br /&gt;A questão é que Carmen voltou para a América e para o sucesso mundial, O 3º Reich acabou e logo depois a Ditadura Vargas. A CSN foi implantada com capital americano e o projeto da Cidade das Meninas não saiu do papel. Os EUA “ganharam” a guerra e o prédio do Cassino virou a sede da TV Tupi. Deste estranho episódio ficou apenas o delicioso samba de Assis Valente que nos assegurava que Miss Miranda era brasileira na batata, sim senhor. E que na hora das comidas ela ainda era mais do camarão ensopadinho com chuchu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-747586795692624273?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/747586795692624273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=747586795692624273' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/747586795692624273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/747586795692624273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/07/o-dia-em-que-o-estado-novo-vaiou-carmen.html' title='O dia em que o Estado Novo vaiou Carmen Miranda'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-5360282282766481296</id><published>2008-07-07T12:51:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:20.238-08:00</updated><title type='text'>"O homem tá brabo"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/SHJ1NAA704I/AAAAAAAAAGk/QCKSistg9bI/s1600-h/osÃ³rio.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220363784278496130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/SHJ1NAA704I/AAAAAAAAAGk/QCKSistg9bI/s400/os%C3%B3rio.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Finalmente a Praça Osório recebe o plinto e o busto do patrono da cavalaria &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se não contarmos as seis ninfas de bronze que ficam dentro do chafariz, a Praça Osório tem oito estátuas. Cada qual fincada sobre seu plinto. Todas são bustos em bronze de figuras de vultos da história do Brasil e do Paraná. Como que dando as boas vindas a quem chega pela Rua XV, na face norte há uma estatua sorridente de Tancredo Neves. Perto do plinto do ex-futuro presidente fica uma escultura de concreto, meio escondida entre as arvores na direção do Edifício Garcez. O monumento lembra o comício que deflagrou a campanha pelas eleições diretas. Outras sete estátuas se espalham pela praça, à partir do chafariz. Percebe-se que nenhum plinto fica sem busto na praça mais central de Curitiba. O fato representa uma vantagem nossa sobre uma cidade como, por exemplo, Londres. A praça mais central de lá – a Trafalgar Square - é famosa por contar com quatro plintos e apenas três bustos. Na Praça Osório não. Há um busto para cada plinto (o dicionário Houaiss nos conta que o plinto é a base retangular de uma coluna, supedâneo onde se apóiam as estatuas). Apesar de que de três dos nossos oito bustos - os três que ficam cravados na direção da rua Vicente Machado - se tenham arrancado as placas dos respectivos pedestais. Restaram apenas as cabeças sem nomes por sobre os plintos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Das homenagens identificáveis três saudam poetas locais. Uma lembra de Domingos Nascimento (“eu sou da terra dos urios bravos/que pendem haste por sobre o mar”). Quase no centro da praça, de frente para o Edifício Santa Julia, o plinto homenageia o poeta Raul Messing. Perto do hoje portenizado Bar Stuart há a imagem de Hercules Emiliano Perneta. A oitava estatua foi inaugurada no ultimo dia 06 de maio, numa fria e luminosa manhã de outono.&lt;br /&gt;Em 2008, o Exército Brasileiro está comemorando o Bicentenário de nascimento do Marechal Manoel Luis Osório, o “legendário”. Escolhido como Patrono da Arma de Cavalaria, por “encarnar em vida os ideais de coragem, arrojo e habilidade no combate, se inseriu na história do Brasil como um de seus personagens mais significativo”. Osório já dava nome à praça desde sua inauguração em 1916, mas só agora se providenciou uma imagem sua para o logradouro.&lt;br /&gt;O busto fica quase em frente à entrada dos banheiros públicos, meio que dando de ombros para o de Emiliano Perneta, logo ao lado,  e parece olhar gravemente para o pássaro preto da fonte principal do chafariz. A homenagem, segundo o texto gravado no plinto, tem a intenção de “difundir a vida e os feitos do Marechal, estimulando o culto aos grandes vultos nacionais e reverenciando a data de seu nascimento, assim relembrando a personalidade desse grande militar, exemplo para todas as gerações de nosso país”. A inauguração teve toda a solenidade e a circunstância que a ocasião exigia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os clarins da banda militar&lt;/strong&gt; - Às oito e quarenta da manhã o responsável pelo cerimonial dava orientações à formação que, em circulo, cercava o chafariz:&lt;br /&gt;_ &lt;em&gt;Primeiro o clarim, depois o toque da corneta. Aí é o momento de apresentar armas. Hei vamos prestar atenção...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O busto do Marechal ficava todo o tempo protegido por quatro lanceiros. A Lança foi a arma de guerra “firmemente empunhada pela poderosa destra do patrono da arma ligeira”, e estas traziam em suas pontas a reprodução de seu brasão de armas. A Lança original, a usada pelo marechal no campo de batalha,  está de posse Fundação Parque Histórico Marechal Osório.  Lhe foi doada na Campanha do Uruguai, pelo General Bento Ribeiro que à época teria dito: "Alferes Osório entrego-te minha lança, pois tenho certeza que o senhor a levará mais longe do que eu a levei".&lt;br /&gt;À 5º batalhão de Cavalaria de Guerra coube a honra de apresentar armas a seu patrono. Logo atrás um pequeno destacamento da policia militar. A banda sinfônica do Exército (em versão enxuta), regida pelo maestro Benito Juarez ficou na única parte toda iluminada da ágora principal. A seu lado duas turmas da 4ª série do Colégio Municipal Caramuru. Completando o círculo, alunos do Colégio Militar vestindo blusas de lã bege e boinas azul-claras. Quem passava pela Praça, vindo da Rua XV era orientado a desviar toda o conjunto para só então alcançar o prolongamento da Alameda Cabral. Muitos transeuntes praguejaram o Exercito Brasileiro por aquele desconforto. A área restrita– próxima ao plinto de Osório - estava reservada para as autoridades convidadas. O ensaio prosseguia:&lt;br /&gt;_ &lt;em&gt;Agora o General Araken, o oficial mais antigo da cavalaria do Exército Brasileiro, e o Vice-governador vão depositar a corbelha de flores no pé do busto do Marechal...&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na falta das  autoridades durante o ensaio, dois jovens alunos do colégio militar lhes faziam as vezes . A cena precisou de três repetições até que ficasse perfeita, já sob os olhares de muitos circunstantes. Um dos curiosos (aparentemente embriagado) perguntou: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_ &lt;em&gt;“Este aí é que é o vice-governador&lt;/em&gt;?” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os populares o vaiaram. “&lt;em&gt;Vamos respeitar o Exercito&lt;/em&gt;”, repeliu um senhor de cabelos grisalhos. O vice-governador, em pessoa, só deveria chegar às 10 horas, ainda falavam uns 45 minutos. A tropa permaneceu em posição de sentido durante todo o ensaio. A exceção foi um dos veteranos do batalhão, há quatro anos lotado na Policia do Exército - umpastor alemão de nome Farus. Ele aproveita um facho de sol entre as arvores da praça para se espreguiçar languidamente. Outro que tenta aproveitar o sol é o Tenente Coronel Caffé. O oficial não está formado, apenas prestigia a cerimônia e parece bem disposto e sorridente. Até que encontra o soldado Guilha, usando uma boina verde oliva e seu humor muda:&lt;br /&gt;_&lt;em&gt; O Sr. Está travestido soldado? Onde está a sua boina preta?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O soldado se aproxima e conta baixo, ao pé do ouvido do tenente, a razão do equivoco indumentário. Não se pode ouvir a explicação, apenas a reação indignada do Tenente:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;_ Então “vamo” embora. Onde já se viu cavalaria de boina verde?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O ensaio acaba, o tempo passa e as autoridades não chegam. O mesmo senhor grisalho que pedia respeito agora comenta : “se os homens não chegarem até as dez e meia, eu vou embora”. O destacamento da Policia Militar se anima ao receber barras de cereais cobertas com chocolate, numa espécie de recreio. Ao lado, os alunos da 4ª serie, não recebem nada.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais respeitado do que a Igreja&lt;/strong&gt; - Na hierarquia do Exército Brasileiro o posto mais alto é o de Marechal. No Brasil ele só é preenchido em caso de guerra e quando o seu detentor assume a chefia suprema do Exército. O marechal Osório só foi investido no posto em 1877, um ano antes de sua morte. Na cidade do Rio de Janeiro, a Praça em sua homenagem ainda o chama de General (famoso é o apelido dado à praça por Millor Fernandes, por conta da abreviação do nome no letreiro do bonde –“Gosório”).&lt;br /&gt;Lá pelas dez e vinte da manhã, o tenente Ariel, corpulento e de óculos &lt;em&gt;ray-ban&lt;/em&gt;, aparece escoltando o Vice-Governador e  outros membros do executivo estadual. Agora a coisa é pra valer Ao toque da corneta do soldado Aroldo, todos assumem posição de sentido. Todos menos, Farus, descansado mais uma vez.&lt;br /&gt;O chefe do cerimonial lê o texto com o resumo da biografia do Marechal. Assim o povo fica sabendo que &lt;em&gt;“o primeiro e único Barão, Visconde e Marquês de Herval foi um soldado cuja bravura e audácia arrebatadora entusiasmava seus comandados nos assaltos das campanhas militares&lt;/em&gt;”. Desde que assentou praça na cavalaria, Osório participou de todas as batalhas que o Império travou no Sul do país; contra os revoltosos farroupilhas e contras os cisplatinos e paraguaios. Foi o único oficial a sobreviver a sangrenta batalha de Sarandi entre outras peripécias. O maestro Benito rege a execução do Hino Nacional Brasileiro. Todos cantam emocionados. O povo aplaude a performance da banda. Os militares sabem que não é de bom tom fazê-lo.&lt;br /&gt;Chega o esperadoem que o General Araken, mais velho oficial de Cavalaria e que aparenta ser nonagenário, e o Vice-Governador Orlando Pessuti entregam a &lt;em&gt;corbeille&lt;/em&gt;, a faixa é descerrada. O busto é oficialmente entregue às gerações futuras. Os boinas-pretas podem enfim descansar Alguns bocejam e se espreguiçam. Muitos buscam nos bolsos os celulares e os conferem. A banda ataca o arranjo de Ray Connif para “A aquarela do Brasil”.  A tia da escola Caramuru não sabe bem o que fazer, se deve ir embora ou não. O pessoal da Policia Militar parece enfrentar o mesmo problema.&lt;br /&gt;No plinto do Marechal lê-se: “&lt;em&gt;É fácil a missão de comandar homens livres. Basta mostrar-lhes o caminho do dever”.&lt;/em&gt; O Sargento Medeiros, cioso do seu , arranca com um martelo os pregos que prendiam o pano ao pedestal. Outro soldado retira do chão as faixas amarelas e pretas que marcavam a posição da formação. Tudo é colocado numa sacola plástica com a marca de uma loja de departamentos Forma-se uma roda de velhos oficiais (a maioria usa broches do Exercito e da Maçonaria em suas lapelas) em volta da estatua do marechal. O Gal. Araken encara a expressão austera, hierática e os grandes e solenes bigodes de bronze do Marechal. Por alguns segundos faz-se um silencio curioso. Todos parecem esperar a opinião do velho general . Araken olha pro lado e comenta:&lt;br /&gt;“_ &lt;em&gt;O homem tá brabo, hein?”.&lt;/em&gt; Os outros riem e a conversa segue. Uma senhora pergunta se vão jogar as flores fora. Os soldados dizem que não e levam as flores ao caminhão. Dois PEs - os que se revezaram na guia de Farus - comentam impressionados a beleza da Sargento Lourdes. No púlpito um velho general lembra a frase de Osório “... no campo de luta para a vitória uma estrela guia em horizontes escuros”. Os alunos do Caramuru vão embora marchando - “1, 2, 3, 4”. Os dois últimos alunos comentam: “ &lt;em&gt;Foi mais legal que a aula&lt;/em&gt;”. A corda de proteção é retirada enquanto a banda ataca um ultimo dobrado. As pessoas não precisam mais desviar. A Policia do exército é a ultima a sair. Os soldados se dirigem aos veículos que ficaram estacionados ocupando quase todas as vagas na rua lateral da Praça, até a esquina com a Sen. Alencar Guimarães. Justamente a área de cobertura do guardador de carros Lindomar - longas barbas brancas e muitas cicatrizes. Ao todo, quatro jipes, dois caminhões Mercedes Benz 1418 camuflados e seis motos &lt;em&gt;Honda Walkyrie&lt;/em&gt; de 1300 cilindradas, com o brasão do exercito pintado no tanque de gasolina. As motos saem fazendo barulho, em fila. Perguntado se os militares haviam deixado a tradicional gorjeta, Lindomar responde: “_ &lt;em&gt;Ih, aí demora né? Mas valeu a festa ...”.&lt;/em&gt; diz, resignado.  Na roda ao lado do busto, já não está mais o general Araken. A conversa segue animada, entre outros veteranos: &lt;em&gt;“_ Viram como juntou gente”?&lt;/em&gt;  Todos concordam. Outro ex-oficial observa: &lt;em&gt;“_ Todas as vezes que se fazem levantamentos sobre as instituições mais respeitadas o Exército fica na frente. Nós somos mais respeitados do que a Igreja”.&lt;/em&gt; Mais uma vez todos concordam, satisfeitos. O militar conclui: &lt;em&gt;“_ O povão ainda gosta da gente”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-5360282282766481296?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/5360282282766481296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=5360282282766481296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5360282282766481296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5360282282766481296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/07/o-homem-t-brabo.html' title='&quot;O homem tá brabo&quot;'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/SHJ1NAA704I/AAAAAAAAAGk/QCKSistg9bI/s72-c/os%C3%B3rio.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-8650532836549916950</id><published>2008-07-07T12:49:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T09:19:44.525-07:00</updated><title type='text'>Ladrões de nós mesmos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pergunte a um torcedor da antiga n’algum boteco da cidade. Gente que pegou o futebol profissional já pra valer, depois dos anos 50. Quem foi o melhor jogador que já gramou por aqui? Fora as hienas, os deslumbrados e os nazistas (sempre os há) os que realmente entendem de bola vão dizer: Zé Roberto. Nesta, coxas e atleticanos  concordam. O “gazela foi o mais fino e espetacular jogador de nossa história.&lt;br /&gt;E porque então um craque tão sensacional – diziam que ele voava, tinha olho nas costas , era melhor que o Pelé – não brilhou na seleção, não teve glória e fortuna? Vicente Feola (primeiro técnico campeão mundial com a seleção e treinador do Zé no São Paulo) respondeu contado o apelido com que o chamava:&lt;br /&gt;_ Por que ele era o “Ladrão. Ladrão de si mesmo.”&lt;br /&gt;A melhor definição . Por aqui o “ladrão” foi tratado como um Rei. Num primeiro momento, é claro. Bajulado, protegido (“ele não se atrasa, os outros é que chegam cedo” disse um famoso dirigente). As portas se abriam. Zé Roberto com a insaciável gula dos artilheiros e dos faunos de paisagem de tapete caiu na noite.Drogas, mulheres e muita bebida e aos poucos sua arte murchou. Seu corpo e seu espírito também, os amigos se afastaram, o dinheiro foi rareando e o craque virou apenas um ladrão comum. Um “punguista” de si mesmo.&lt;br /&gt;Como ele dezenas de geniais artistas viram definhar sua arte e suas vidas. Lembrando, rapidamente de alguns craques da bola e da música do século passado - para não irmos muito longe: Garrincha, Ray Charles, Billie Holliday, Hendrix, Reinaldo, Piaf , George Best, Noel, Iggy Pop, Hendrix , Heleno, Charlie Parker, Maradona ... Alguns apagaram cedo. Outros lutaram (ou estão lutando), com suas almas amarfanhadas, a guerra diária de tentar ficar limpo. Todos com pelo menos duas coisas em comum: a obra impecável e a doença implacável.&lt;br /&gt;Precisamos ser cuidadosos ao analisar as semelhanças que os unem. Aquilo que os fez amados, idolatrados e eternos e aquilo que os matou, enlouqueceu e lhes roubou a essência. Muitas vezes atribuímos às pressões sociais, do sucesso, da grande roda-vida que nos empurra a todos – e principalmente àqueles mais inquietos e brilhantes – para momentos de desespero e depressão como culpados de todos os males. Muitos de nós gostaríamos de ver em nossas lápides “Fulano de tal, assassinado pelos “outros”. Os grandes artistas – e as pessoas em geral – seriam empurrados, forçados, antolhados de tal forma que as drogas são uma das únicas formas de resistência e de aplacar as dores de um mundo fútil, ingrato, cruel. E além do mais no auge deste tormento nasce uma centelha brilhante e criativa, um “toque” de um Deus louco e por conta disso, o talento irreverente e auto-destrutivo formam a alquimia – isso é o rock´n roll, afinal, não é baby? , que deu à luz toda esta arte , todas estas obras -primas.&lt;br /&gt;Será isso mesmo? Será que todas estas provações e angustias não são as mesmas de milhões de outros homens– talentosos ou não? Será que as pessoas não bebem ou “mandam” simplesmente por que é bom. Por que tomaram a primeira vez, se sentiram bem e quiseram mais uma, e mais outra e de repente se viram incontrolavelmente dependentes, doentes? E será que elas não fizeram tudo o que fizeram de louco, sublime, eterno e perfeito apesar de toda aquela droga e não por causa dela?&lt;br /&gt;Alguém, neste ponto, deve estar dizendo “ ih, olha só quem ta falando”. Ta certo. Com razão. Quem sou eu mesmo, na ordem deste dia? Mas é que eu não sei não, meu amigo. Aquela história toda do “dez anos a mil do que mil anos a dez” ou aquela do cadáver bonito ou ainda o “porque continuar vivendo aos 25” não me desce mais. Vai ver, talvez, é por que eu já esteja muito velho pra morrer cedo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-8650532836549916950?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/8650532836549916950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=8650532836549916950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8650532836549916950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8650532836549916950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/07/ladres-de-ns-mesmos.html' title='Ladrões de nós mesmos'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-8350716619978408682</id><published>2008-07-07T12:47:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T05:49:02.169-07:00</updated><title type='text'>Onde estão os negros ?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Certos homens possuem o dom especial de tornar incompreensíveis as coisas mais simples deste mundo, como bem observou Breton. Às vezes vale o binômio rodrigueano da “má-fé cínica” aliada a “obtusidade córnea”. Muitas vezes a dificuldade de expressão. Às vezes as duas coisas ao mesmo tempo. Isto me faz pensar em Jean Paul Sartre. Homem contraditório. Tão brilhante e tão acaciano.&lt;br /&gt;Sartre esteve no Brasil , em 1960. Ao lado de sua Simone, e guiados por Jorge Amado, correram o país. Todas as noites lhe arrumavam um púlpito, um palco e uma platéia. Conferencista nato, o homem falava de tudo e de todos – revoluções, amor, metafísica e os cambaus (até teria dado palpites para a recém criada Loteria Esportiva). Não lhe faltava audiência, sempre pronta para o aplauso de pé a cada pigarro mais eloqüente. Numa noite que entrou pra nossa história –foi transformada numa piada fatal - ele fez a celebre pergunta:&lt;br /&gt;“Ou son lês negres ?”&lt;br /&gt;Ao perceber que a claque que o perseguia e adulava era de bem nascidos aspirantes a intelectuais da juventude dourada de Ipanema. Não existia um único e escasso negro entre os existencialistas brasileiros. Dizem que dois representantes da esquerda cervejista cochicharam, com abjeto cinismo: _ Devem estar por aí assaltando algum chauffeur...”&lt;br /&gt;O que o nosso Jean Paul não sabia, nem sequer pressentia, é que os negros estavam no mesmo lugar onde sempre estiveram no Brasil. Fora do esquema, embaixo do tapete, na terceira margem do Rio, no Quilombo. Otto Lara Resende conta, que o francês disse-lhe na ocasião, com alguma surpresa: “Até nos Estados Unidos os negros participam mais”. Taí, o que eu falei. O gênio acaciano.&lt;br /&gt;Talvez Sartre fosse mais um daqueles que esperavam, (ou querem por que querem) forçosamente, encontrar aqui a proverbial democracia racial. Seria realmente ótimo se o Brasil fosse esse paraíso mestiço que os “não-racialistas” (para usar a expressão do momento) apregoam. Nunca foi. Não é. E ainda vai muito longe o dia.. A comparação com os EUA é ilustrativa.&lt;br /&gt;O Brasil está atrasado em pelo menos cinqüenta anos com relação às conquistas sociais do povo negro nos Estados Unidos. E o pior é que aqui nós, herdeiros da mesma barbárie e do descaso que vitimou a sociedade norte-americana , vimos sendo, há mais de 120 anos forçados a acreditar que neste país “alegremente mestiço e desracializado”, nunca houve segregação, perseguição, nem a KKK, que “raça não existe” ... Diz-se, cinicamente, que nossa inferioridade deve-se apenas a problemas econômicos e pode ser zerada com boas escolas e boas merendas para todos e não sei mais o que..&lt;br /&gt;Na sociedade brasileira, salvo umas duas ou três exceções, a real presença do negro e a sua mistura com outras etnias da população só se verifica nos andares de baixos, entre aqueles estratos que não têm acesso à mobilidade social. A condição é, portanto, quase sempre, um fator de perpetuação da exclusão. Certamente por isso é que o conservadorismo e o racismo atuais a defendem.&lt;br /&gt;Principalmente agora com o poderoso exemplo do impertinente candidato democrata norte-americano Barack Obama, que defende em campanha uma democracia racial nos EU. Os homens nunca mentem tanto quanto depois de uma caçada, durante uma campanha política ou para tentar seduzir uma mulher.&lt;br /&gt;No momento nosso Congresso Nacional prepara a votação do Estatuto da Igualdade Racial. Um grupo de intelectuais estouvados e artistas obtusos (e sempre os há) reage, contrário à aprovação do texto. Falam de uma “grave ameaça” na divisão da sociedade brasileira em “negros” e “brancos”. Que não se pode oficializar esta secessão, como se essa divisão, em termos de poder, oportunidade e capital, já não fosse a grande característica da nossa sociedade.&lt;br /&gt;E os “desracializadores” apontam Obama para nós como se fosse o dedo fura-bolo. Como se dissessem: “Olhem só? Ele não exibe a cor da pele como uma arma ou um escudo!”. E aí, vem o jornalista Ivan Martins, da revista Época (Editoras Globo), pergunta, em recente reportagem: “Quanto tempo, porém, será necessário para que se produza um líder como Obama no Brasil?”&lt;br /&gt;Ora, não queimemos etapas, meu caro jornalista. Chegaremos lá. Mas, antes precisamos passar pelo deputado da novela das oito.&lt;br /&gt;Se Sartre baixasse de novo no nosso terreiro, talvez não fizesse a patética indagação. Veria sim alguns negros entre seus apóstolos. Defensor que sou de todo tipo de ação compensatória ou afirmativa que vise, mesmo experimentalmente, à erradicação ou pelo menos a uma melhor compreensão do racismo brasileiro sei que a platéia de acadêmicos hoje comportaria um numero – pequeno – de negros e mestiços. Graças a exatamente este tipo ação afirmativa que o novo-racismo, silenciosamente, tenta combater. Só não percebe mesmo quem tem “má-fé cínica” ou obtusidade córnea”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-8350716619978408682?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/8350716619978408682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=8350716619978408682' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8350716619978408682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8350716619978408682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/07/onde-esto-os-negros.html' title='Onde estão os negros ?'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-990738388534545121</id><published>2008-07-07T12:46:00.001-07:00</published><updated>2008-07-08T05:54:02.332-07:00</updated><title type='text'>Café de Repartição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Difícil lembrar de algum artista brasileiro das letras que não tenha enfrentado a fatalidade da burocracia. Uma tradição, antiga como o próprio país, estabeleceu que uma das funções do Estado seria a de subvencionar o mínimo de conforto e dignidade das nossas melhores cabeças. Sabemos que Machado de Assis foi funcionário. Nem o nosso maior escritor escapou do destino da sinecura. E com ele muitos outros. Podemos lembrar de Drummond, Manuel Bandeira, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos... Até o grande Cartola foi contínuo em um ministério destes - depois de resgatado da obscuridade por Lucio Rangel e Sergio Porto. Dupla de homens de letras que também serviu ao Estado, em algum momento.&lt;br /&gt;Parece-me justo e nobre que assim seja e digo mais; o Estado teria até certa obrigação, como que um escrúpulo resgatado ao prover o ganha pão destas almas que escreveram em papel marca d’água o caminho da inteligencia brasileira. Não um trabalho muito elaborado ou de grande responsabilidade. Algo que permita ao funcionário público imaginar um elefante como Drummond, ou gazetear por toda uma tarde. Sair para ver o mar, encontrar uma mulher, ler um bom livro ou simplesmente flanar pela cidade garimpando uma daquelas crônicas que nós tanto gostamos.&lt;br /&gt;Em outras épocas só não foram cooptados pela mão invisível do Estado aqueles que desde muito cedo encararam para valer a tarimba de um jornal. Mesmo assim desde que acumulassem vários empregos simultâneos. Nelson Rodrigues é um exemplo. Mas no seu caso, além do inegável talento, ajudou o fato de seu pai ser o dono da publicação. Millor Fernandes é outro que entro num jornal de calças curtas para nunca mais sair.&lt;br /&gt;Porém, sempre cheia de saltos é a vida de um homem dedicado a mister tão prosaico e tão inverossímil como este de escrever . Nunca demais a tranqüilidade de um salário e benefícios, por menores que sejam. Dão a possibilidade de seguir em frente, enganar os credores, comprar um sapato novo para acalmar a mulher, de pagar a conta da luz para escrever à noite e, com alguma sorte, até garantir o “uisquinho das crianças”. Oferece a chance e o tempo de tenta seduzir um editor, de que morra uma de insensíveis e renasça uma geração de leitores tolerantes, para que a vida siga seu curso. Muitos escritores tentam convencer vários editores até decidirem escrever para a posteridade. Mas voltemos aos burocratas.&lt;br /&gt;Há funcionários e funcionários. Charles Bukowski foi carteiro (como meu grande amigo, também escritor, Sandro Michaelev). Jorge Luis Borges teve mais sorte – foi diretor da Biblioteca Nacional de Buenos Aires. Não tanta sorte como a de Vinicius, Guimarães Rosa e Manuel Bandeira – entre outros – que integraram o corpo diplomático. Bela carreira. Inclui viagens, grandes jantares protocolares e despesas pagas – tudo muito apropriado para quem tem por oficio primeiro, escrever.&lt;br /&gt;Existe a oportunidade do magistério, da vida acadêmica, professoral. Do mundo dos tratados, das teses e das conferencias. Um caminho algo aborrecido e perigoso. A escola sempre atrapalha a educação das pessoas. Há também o abjeto canto da sereia da televisão. Da mesma maneira, pouco recomendável. Ainda não foi inventado nada como um bom posto, um cargo singelo (“ secretário adjunto da sub-relatoria” por exemplo), para emprestar um pouco de paz a alma amarfanhada de um escritor. Só assim, com o aluguel pago, ele pode se dedicar a esta grande e vazia de sentido abstração que é a vida do escritor.&lt;br /&gt;Do alto da minha pretensa obtusidade devo confessar que também militei algum tempo, na carreira de burocrata menor. Longe de querer me colocar perto dos nomes citados . Mas mentiria por omissão se não contasse que cheguei a delirar. Imaginei-me iniciando uma fulgurante carreira de escritor, as expensas do Erário. Seja municipal, estadual ou federal, já fui empregado nas três esferas administrativas. Com a má-intenção de me entregar ao conto, ao poema, ao romance e à inspiração na maior parte do tempo. Pulei de galho em galho no funcionalismo, durante alguns anos. Trabalhei como continuo carimbador maluco, fiscal, emitindo pareceres e em outras sub-ocupações. Por algum motivo, todavia - imagino ter descoberto hoje e logo revelarei – a minha carreira não decolou.&lt;br /&gt;Mesmo de posse de um crachá, com acesso a maquina de fotocópias, bom repertório de piadas para os momentos de ócio, com as melhores estratégias para burlar o livro ponto, contando com a boa vontade de chefes de seção, telefone, máquina de escrever (sou século passado) e depois computadores à disposição por longas tardes, alguma coisa deu errado.&lt;br /&gt;Acredito, olhando em retrospectiva, que a culpa foi do intragável café de repartição. Aquele indesculpável café - coado e adoçado ao mesmo tempo. Crime hediondo só comparável ao erro de revisão. Impede uma boa metáfora, descompõe qualquer métrica, desfaz o melhor argumento, inibe a figura de linguagem, obnubila a retórica e acaba com o senso de humor o café coado e adoçado simultaneamente.&lt;br /&gt;Eis, portanto, razão de uma promissora carreira ter sido abortada tão cedo. O motivo de tão cedo toda uma obra que se prometia imortal ter “despontado para o anonimato”. Como bom funcionário conseguia engolir muitos sapos. Mas nunca engoli o café doce das repartições públicas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-990738388534545121?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/990738388534545121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=990738388534545121' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/990738388534545121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/990738388534545121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/07/caf-de-repartio.html' title='Café de Repartição'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-5889972150221492465</id><published>2008-07-07T12:44:00.000-07:00</published><updated>2008-07-07T12:45:46.696-07:00</updated><title type='text'>As pernas de Cyd Charisse</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tomava pela manhã um tinto colombiano e lia as folhas como de costume. Estava lá numa daquelas notas ao pé da página. Cyd Charisse morreu, em LA, aos 87 anos. Deve ser bonito ter 87 anos. Eu gostaria de chegar lá. Sei que não vai ser fácil. Por outro lado existem certas idades que não vestem bem certas mulheres. São cruéis e inapropriadas. Vejam o exemplo desta mulher que se faz passar por Brigitte Bardot, falando de lêmures e tartarugas. Uma impostora, bem sabemos, ou então pra que existiria o cinema? Brigitte Bardot vai ter eternamente 21 anos, nua na praia, quando Deus criou a mulher. Sei que o tom parece meio cafajeste. Talvez por que vamos falar um pouco sobre os anos 50. Quando as mulheres ainda não se ofendiam quando sua beleza era reconhecida e os homens se esforçavam para ser ingênuos cafajestes românticos.&lt;br /&gt;Cyd Charisse vai ter para sempre, 31 anos. Idade que ela tinha quando enroscou Gene Kelly – e gerações de homens e meninos – em suas longas pernas, lindas e perfeitas. Esculturais – como se dizia na época. Quem quiser saber do que eu estou falando alimente o vídeo com Cantando na Chuva (1952). Ela renascerá com o auge espantoso da sua beleza. Falávamos de como é cruel “aquela” mulher não existir mais Deve ser pior ainda para uma dançarina de cinema, envelhecendo enquanto morriam os filmes musicais. Tanto que Cyd pendurou as sapatilhas cinco anos mais tarde, enfeitiçando Fred Astaire em Meias de Seda.&lt;br /&gt;Enquanto durou, entretanto, Cyd Charisse foi a mulher mais bonito do seu tempo - na minha polemica opinião . Tinha um rosto de impassível compostura, da mulher que não se abre - que tanto enlouquece os homens. Ouso dizer que nisso ela lembrava e superava Ava Gardner (para Sinatra “o animal mais bonito que já andou sobre a terra”). Nunca será lembrada por seu talento dramático, ou pela formação de bailarina clássica. Cyd é este rosto que descrevi e também as suas pernas “ cujo desenho deve estar perdido em algum escaninho celeste, pois nunca mais foi repetido”segundo Ruy Castro.&lt;br /&gt;Nascida no Texas começou a dançar quase ao mesmo tempo em que aprendeu a engatinhar. Seu pai era um comerciante de jóias entusiasmado por ballets e peças musicais. Como quase todo mundo do seu tempo – algo irreal nos dias de hoje. Seu nome de pia que não ajudava – Tulla Ellice Finklea. E ela tentou uns outros tantos até conhecer  o coreógrafo francês Nico Charisse, com quem se casou e de quem herdou o nome. Antes havia tomado aulas com Bronislava Nijinska, irmã do celebre Nijinski. Depois de fazer a Broadway e a Europa, aportou em Holliwood em 1943.&lt;br /&gt;Foi coadjuvante em inúmeros musicais. Alguns deles muito bons, mas Cyd nunca recebia o melhor numero. Quer dizer, lembro apenas de um belo dueto flamenco com Ricardo Montalben num filme que eu não imagino o nome. Depois sabe-se que ela quebrou uma das lindas pernas nos ensaios de Easter Parade, quando finalmente estrelaria com Astaire. Dois anos depois perdeu o papel da namoradinha de Gene Kelly em Sinfonia de Paris por estar grávida.&lt;br /&gt;Parecia que nada mais aconteceria até que veio Cantando na Chuva. Quem nunca viu a grande seqüência final, meio psicodélica, que mostra o jovem sapateador ingênuo que cai nos braços de uma deslumbrante mulher fatal, num Cabaré? É preciso que se veja.  A mulher despreza o jovem talento, em troca das jóias que um gangster lhe oferece Parece meio prosaico, mas trata-se da uma das cenas mais eletrizantes do cinema. Cyd Charisse de melindrosa verde, colante ao corpo, franjinha preta de cocotte, seduzindo e humilhando Gene Kelly.  Má e destruidora com seu cigarro. Sem falar das pernas...&lt;br /&gt;Que reapareceriam em grande estilo em Roda da Fortuna. Agora finalmente co-estrelando com o grande mestre dos musicais, Fred Astaire.  Dois filmes que, por certo, serão revistos esta semana. O ultimo grande filme de Cyd Charisse é também o meu preferido. Meias de Seda, de novo com Astaire.  Cyd vive o apropriado papel de Ninotchka, a gélida espiã soviética, que já fora interpretada por Greta Garbo nos anos 30.  A grande cena é quando Charisse experimenta deslumbrada, as silkstockings americanas. Tudo ao som de All of you de Cole Porter. Um poema. O filme é uma sátira devastadora a União Soviética, mas Vinicius de Moraes, na época critico de cinema, disse que a cena “ valia uma Terceira Guerra Mundial”. O cinema, os musicais e as mulheres nunca mais foram os mesmos depois dos anos 60. Charysse voltou aos cabarés e clubes noturnos, num numero – que fez sucesso por uns 40 anos - ao lado de seu marido Tony Martin. Martin era um cantor meio vira-lata e charmoso. Espécie de Miele americano. Nunca entendi o que ela viu nele que não viu em mim. E hoje me contaram que ela morreu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-5889972150221492465?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/5889972150221492465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=5889972150221492465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5889972150221492465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5889972150221492465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/07/as-pernas-de-cyd-charisse.html' title='As pernas de Cyd Charisse'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-858658067431829355</id><published>2008-01-19T06:23:00.000-08:00</published><updated>2008-01-19T06:28:57.449-08:00</updated><title type='text'>Para brincar esperando a feijoada</title><content type='html'>Uma das mais interressanes e polemicas brincadeiras de boteco. Dá certo quando não há mistério, como hoje. Necessário perceber que o Atlético joga com 3 zagueiros. Para efeito de comparação o mais justo é emparelhar o "sobra" rubro-negro com o volante mais recuado do Coxa.&lt;br /&gt; Vai lá:&lt;br /&gt;Edson Bastos ou Vinicius ?&lt;br /&gt;Janca ou Gilberto Flores?&lt;br /&gt;Danilo ou Jeci?&lt;br /&gt;Henrique ou Rhodolfo?&lt;br /&gt;Antonio carlos ou Mancha?&lt;br /&gt;Ricardinho ou Michel?&lt;br /&gt;Valencia contra Careca?&lt;br /&gt;Clayton e pedro Ken?&lt;br /&gt;Netinho X Renatinho?&lt;br /&gt;Hugo ou Rodrigão e&lt;br /&gt;Keirrison ou Ferreira ( hahahha)?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-858658067431829355?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/858658067431829355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=858658067431829355' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/858658067431829355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/858658067431829355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/01/para-brincar-esperando-feijoada.html' title='Para brincar esperando a feijoada'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-763914977331511830</id><published>2008-01-18T07:22:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T09:21:20.403-08:00</updated><title type='text'>Rodrigumbabaraúma</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R5DfD9j3rwI/AAAAAAAAAGc/NowTWHCLWko/s1600-h/rrodrigÃ£o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156866832496832258" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R5DfD9j3rwI/AAAAAAAAAGc/NowTWHCLWko/s400/rrodrig%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na esquina da Rua Joaquim Silva com a escadaria do Convento de Santa Tereza, um dos endereços mais nobres da Lapa e por consequencia do país, existem frente a frente, cada qual em seu lado da rua, um hotel para cavalheiros e um bar. O hotel leva o nome do logradouro( ah, se esta rua pudesse falar...) e o bar tem o nome de seu simpático proprietário - o Gatão. Ele foi um famoso garçom na zona sul que busca agora a aposentadoria tranquila gerenciando com muito talento o próprio boteco na nova Lapa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A marca daquelas ruas - e desta em especial e , principalmente ,a esquina - é a eclética e improvavel mistura de pessoas, santos, temperanças , classes e tudo mais que couber na cumbuca. Ali moraram Manuel Bandeira, Di Cavalcanti, aquele pintor japones cujo nome se me escapa, a Carmen Miranda e muitos outros. Por outro lado a fina flor dos cafagestes, rufiões, desocupados, gigolos, travestis se esparrama por ali desde sempre. Além da invasão permanente de todos os bicho-grilos do mundo. É quase um vestibular de malandragem ficar mosqueando (flanando) ali naquela esquina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante muito tempo , em épocas diferentes ,eu me acostei no segundo andar do hotel J. Silva, por sorte sempre no quarto com sacada e ventilador do teto - o mais presidencial da casa, uma verdadeira suíte pois conta até com uma pia interna. A copa e a cozinha eram o bar do Gatão, que tem um cardápio espetacular atendendo a qualquer tipo de necessidade e orçamento. Melhor do que a sopa verde, o File de Peixe completo e a cerveja mais gelada( depois do Bar da Maria) era a possibilidade de sentar numa das mesas - debaixo do ventilador de turbina - e ouvir os um grupo de senhores em sua reunião diária. Todos moradores antigos da area, todos negros e sábios, verdadeiras entidades e todos muito religiosos, inteligentes e afiados em todas as sutilezas da diversidade das culturas africanas de seus ancestrais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu ouvia maravilhado as estórias da "pequena" África, as influências das religiões, cultura e lingua - principalmente o &lt;em&gt;bantu &lt;/em&gt;na formação do Brasil&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;Destas conversas que eu ouvia dissimulando o interesse , com meu faro de reporter , sobraram algumas anotações em um caderno - que veio a tona nesta madrugada de semana de Atletiba . Acreditando na data epigrafada já se vão 3 anos das conversas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A filosofia&lt;em&gt; bantu&lt;/em&gt;, a mais instintiva de certas tribos africanas, foi para mim uma revelação. Eu já pensava e acreditava nela - sem nunca ter sido apresentado formalmente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O senhor mais elegante , e também mais respeitado do grupo, vestido com uma sobria tunica, explicou alguns dos pontos principais . Vou tentar resumir na minha miserável e pretensiosa ignorância. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;estes velos conhecidos nossos que são os seres humanos, por exemplo. Para a filosofia &lt;em&gt;bantu&lt;/em&gt; não podem ser encarados, simplesmente, como seres, como um rebanho de criaturas e sim como forças. Homens são mais que o resultado das suas experiencias e da hereditariedade. Um homem não é só aquilo que se ve, é um pouco mais. Não é apenas a soma de seus desejos, sua memória e personalidade. Integram-se ao homem todas as forças que em algum momento venham habita-lo, vindas das coisas vivas e das mortas. Todo o equilibrio da homem vem da administração dos ecos das gerações passadas e a esta ressonãncia - favorável ou não - se somam as particularidades de cada individuo mais a ação das forças vivas e as mortas. Assim o significado da vida de cada um é mais fácil de encontrar. Cada um faz de sua vida o melhor caminho para viver sob influências destas forças.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sei que é meio estranho estar falando sobre isso agora, mas eu acho que eu tenho um ponto, senhoras e senhores. Acho que sim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num plano ideal, explicava o sacerdote em meio a goles de Itaipava, a busca é pela harmonia de todas estas forças, mas o inicio da sabedoria é enriquecer-se a si próprio. Enriquecer o &lt;em&gt;muntu,&lt;/em&gt; que seria a quantidade de vida presente no ser. O tamanho de cada homem para si mesmo. É mais ou menos a idéia do calvinismo dos escolhidos - que acabou gerando a atual versão do capitalismo - evidenciando que as culturas africanas não sao tão primativas como se pintava. O escolhido é o homem com mais riqueza - fisica e espiritual- com o maior orgulho do auto- enriquecimento, o que consegue equilibrar melhor as forças - boas e más - e transforma-las no ouro das conquistas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por tudo isso , parece óbvio, o escolhido do domingo é o Rodrigão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nosso querido Ney Franco, que parece ser um homem espiritualizado e maconheiro, como os bons mineiros, acena com a possibilidade de preterir o atacante em favor da volta - mais ética no direito dos boleiros - do ex- titular Marcelo Ramos. Acredito que Franco não fará isso - o que deve acontecer só a partir da semana que vem - visto que ele também deve ter entendido os sinais. E eles estão todos aí.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É so olhar a trajetória do Rodrigão, nos ultimos 2 anos. Oportunidade no Atlético e aquele episódio proctológico dos tres gols anulados. Logo depois o anuncio da terrível doença. Neste periodo dificil o Atlético e a sua familia ( sempre lembrando que ele é o "rei" do basquete brasileiro) podiam ter lhe virado as costas. Não aconteceu. Todo o apoio e a chance no Palmeiras. Alguns gols, boas atuações e muito azar e contusões. Uma declaração ao mesmo tempo infeliz e mal explicada, a cura milagrosa e a volta ao Cap.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem um ditado batata que diz " às vezes , da onde a gente menos espera, é que não sai nada mesmo". Isto é o que a unanimidade pensa do Rodrigão no momento. O gol não sai, só a defesa anota. Os "garotos' do adversário são badalados, todos os centroavantes brasileiros resolveram desencantar e o gol dele não sai. A carga das forças do &lt;em&gt;muntu&lt;/em&gt; do nosso bravo camisa 9 estão de tal maneira desequilibradas que parece cristalinamente claro a qualquer um com um pouco de sensibilidade aos tambores da floresta que o enriquecimento pessoal que pruoduzirá a harmonia de sua alma amarfanhada vai ser o gol da vitória no Atletiba de domingo. Não é o que vos parece também, meus amigos?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim como nos jogos de sinuca todas as bolas são passiveis e possiveis de cair em qualquer momento, não existindo a jogada impossível, assim como nas corridas de puro sangues as trifetas e placês já estão prescritos antes dos trotes de apresentação, nos Atletibas os heróis e os vilões já são conhecidos desde a ante-véspera. O nosso - e Xango ilumine a cabeça do Ney Franco - é o Rodrigão "hortencio", com suas munhequeiras brancas, presença na area e a cara de sonso. Saibam os senhores que o homem é um especialista. Quem sabe ele não marca um daqueles seus gols de "vicicleta ( no melhor sotaque lisboeta). Eu tou apostando. Saravá&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-763914977331511830?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/763914977331511830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=763914977331511830' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/763914977331511830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/763914977331511830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/01/na-esquina-da-rua-joaquim-silva-com.html' title='Rodrigumbabaraúma'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R5DfD9j3rwI/AAAAAAAAAGc/NowTWHCLWko/s72-c/rrodrig%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-639546112016183591</id><published>2008-01-17T16:29:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T18:24:42.492-08:00</updated><title type='text'>"Cotejo da Rivalidade"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Amigos , &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pelos becos, esquinas, padarias, botecos, casas lotéricas, estações-tubo, consultórios, filas e linhas de montagem só se fala no clássico. Caravanas se organizam no interior do Estado, famílias antecipam a volta das praias, os executivos cancelam viagens e reuniões. Na segunda-feira registrou-se o incrivel caso de um operário (atleticano, &lt;em&gt;por supuesto&lt;/em&gt;) que levantou do coma no Hospital do Trabalhador- dois meses depois da queda do andaime - pedindo a um colega de obra que comprasse o ingresso para o jogo de domingo. Bilhete que o bravo servente terá que disputar no tapa, amanhã cedo, com milhares de outros fanáticos, visto que apenas 2.500 deles estarão disponíveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além da restrição numérica, o comando da PM alijou os Fanáticos do uso das faixas e bandeiras, da bateria nota 10 e das caveiras numa daquelas "infaíveis" estratégias de segurança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixando de lado os "entretanto" e indo para os "finalmente", o que eu queria dizer do alto da minha experiência, é que a semana do Atletiba é tão importante que alguns rituais são recomendáveis e necessários. Todo cuidado é pouco. Todos os envolvidos podem decidir o destino do &lt;em&gt;derby&lt;/em&gt; - como sabemos, quem ganha ou perde o jogo é a "alma". O vencedor é aquele que cerca o frango por todos os lados e faz ainda um "algo mais" pois os resultados dos Atletibas estão escritos desde muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto quem for do candomblé deve procurar o "pai" Gerônimo e amarrar o que tiver de ser amarrado, os católicos devem visitar a sua paróquia e molhar a mão na água benta. Aqueles que(como o Kaká) forem devotos da Bispa Sonia precisam dobrar o valor da contribuição  conquanto, os satanistas e os &lt;em&gt;rastafaris&lt;/em&gt; são sempre bem-vindos na sede da Caveira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem, como eu, é &lt;em&gt;cartólico agnóstico romantico&lt;/em&gt; e tem a vocação e sina de viver neste velha e estranha cidade precisa lembrar que durante esta semana especial - onde Curitiba finalmente se revela- é preciso levar nossas idiossincrasias e beberagens até as ultimas consequências. Fazer os "programas"( epa!) tipicos das bestas dos pinheirais com tudo o que eles tem de profano, pé-quebrado e esquisito. Nada de inventar moda nesta altura dos acontecimentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me explico: se estiveres escolhendo um restaurante a opção óbvia é o Madalosso. Com tudo o que se deve fazer no &lt;em&gt;maracanã&lt;/em&gt; dos restaurantes. O ideal é começar os trabalhos com o bate-bate de maracujá enquanto se espera a mesa, ( se  acompanhado, sirva à bem amada um &lt;em&gt;alexander&lt;/em&gt; ) de olho ali no mapa da Itália  na parede.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já no salão o grande segredo é aliciar um garçom (entre 3 a 5 reais) . O objetivo é conseguir reposição rápida de cerveja gelada. Estas ,por sua vez, devem ser "coordenadas" com a magnifica especialidade da casa - o "&lt;em&gt;vinho tinto de vergonha&lt;/em&gt;". Depois de servido o  "antepasto" (rúcula  sangrando vinagre com bacon") é hora de finalmente cair de boca nas três principais iguarias do menu:  polenta frita, o famoso risoto " &lt;em&gt;te-direi-quem-és&lt;/em&gt;" e o incomparável frango &lt;em&gt;a passaralho&lt;/em&gt; ( frango a passarinho com alho pra caralho). A digestão (geralmente bem sonora) se faz subindo a Manoel Ribas, dirigindo com prudência, em velocidade de cruzeiro,  sentido bairro centro, até o Bar da Tia Lili. Lá, a sugestão é uma boa lapada de Macieira - truque que recupera o caboclo para mais umas doze cervejas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que eu quero dizer é que o momento pede visitas ao Passeio Público, ao Mueller, ao Armazém Santa Ana . Tradição. Um sorvete no Gaúcho ou no Formiga, um Au-Au.  Comprar discos na Figaro, tomar um submarino no Alemão, andar na Boca , passar no Stuart e essas coisas . Nada de paulistagens e viadagens nesta hora. Respeito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Botecos? Evite-os. Principalmente se o amigo não tem desportividade, paciencia e sangue frio. Ou escolha um que não permita a presença do oponente ( ou que dele exija o silencio) pois sempre vai aparecer um infeliz e a encrenca e o pugilato  nascem nos cafés pequenos e nos rabos de galo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mercearia Stella é o lugar perfeito ( é para lá estarei me dirigindo dentro de minutos).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atletiba é coisa séria. Todos os esforços e cuidados já são poucos. Crenças e manias são livres.Nada pode ser descartado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho uma unica superstição , materialista ecumenico que sou , que reservo apenas aos dias muito especiais. Consiste em conceder-me em jejumum &lt;em&gt;pint&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;Guinnes&lt;/em&gt;, nas manhãs dos grandes jogos. É o famoso "café da manhã dos campeões" e a minha lata preta já está na geladeira. Será bebida enquanto ouço emocionado a narração de gols inesquecíveis na voz insuperável de Lombardi Jr ( na ultima terça completaram-se 14 anos de sua morte).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E já que falamos do passado convido os amigos a assistir - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-gjqeFqqW-Y"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=-gjqeFqqW-Y&lt;/a&gt; - o antológico curta metragem filmado pelos carissimos Eduardo Aguiar e Luiz Henrique Pellanda e mais alguém , simplesmante o melhor filme já feito em Curitiba. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem será o imberbe garoto de voz esganiçada que destrata os coxas com cabeludos palavrões e o clássico e obsceno dedo em riste ?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amanhã explicarei por que Rodrigão decidirá o jogo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-639546112016183591?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/639546112016183591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=639546112016183591' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/639546112016183591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/639546112016183591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/01/cotejo-da-rivalidade.html' title='&quot;Cotejo da Rivalidade&quot;'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-7057441913428409591</id><published>2008-01-14T09:18:00.000-08:00</published><updated>2008-01-14T10:03:08.009-08:00</updated><title type='text'>the singer not the song</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O mau crítico se revela quando começa por criticar o poeta e não o poema, já bem disse o escritor Ezra Pound. Temos aí uma indiscutível verdade que me incomodou uma noite dessas a tal ponto que me fez migrar da cerveja para o vinho "uma par" de vezes - procedimento não muito recomendável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O desconforto decorreu de uma simplificação - algo cafageste- que fiz do filme sobre o Noel (cabe esclarecer que para mim o "Homem da Vila Isabel" foi o grande brasileiro do século passado). Atribuí à figura do diretor - que eu nunca vi mais gorda - suas amizades e opções toda a responsabilidade pelo resultado trágico de sua obra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha sorte é que eu não sou e nunca serei crítico ( se fosse seria um dos maus). Na verdade não sei direito por que estou falando sobre isso agora com tantos assuntos tão mais importantes e inadiáveis na ordem do dia; a conferencia de bali, a fidelidade partidária, a transposição do São Francisco, febre amarela, tem Atletiba domingo etc... eu aqui enchendo o saco do rapaz que pelo menos fez um filme com samba e pagou todo mundo e tal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ocorre que depois de alguma polemica - a menor do mundo pois só existiu dentro da minha cabeça - me ocupei em dar uma geral na critica profissional e remunerada e as impressões que &lt;strong&gt;Noel - o Poeta da Vila&lt;/strong&gt; despertou. Para todos os lados foi um tal de " despertar o saudosismo lírico do Rio dos anos 20 e 30" ou " apresentar as novas geraçoes a obra imortal do poeta" e por aí vai. A mesma saraivada de clichês em que o filme se apóia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ó novas gerações , quanta besteira se comete em vosso nome . Em determinado momento toda geração é nova. Atualmente a nova geração está em maus lençóis - mas o negócio é que eles também não se ajudam. Como eu já disse dia desses a minha geração já era um lixo e a que nos precedeu também não era lá grande coisa. Então me parece injusto deformar e imbecilizar a história em nome deste apostolado de " iluminar o caminho da nova geração". Ainda mais quando não se tem o dom de iludir ( deixo claro também que a teoria do autor é cascata - o diretor não é o dono do filme - todos na equipe e principalmente o roteirista respondem pelo abacaxi).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E mais, se o negócio é contribuir para as novas gerações darei, &lt;em&gt;de yapa&lt;/em&gt;, o meu conselho. Para quem pretende se inciar em Noel Rosa é de bom tom começar com o disco Aracy de Almeida e Mário Reis cantam Noel Rosa , que pode ser encomendado no selo Revivendo com o atalho aí ao lado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este é o caminho das pedras. a partir dái voce não para mais, com mais discos, artigos e a indispensável e já citada biografia, além das biografias (escritas por Sérgio Cabral, Ruy Castro e Marilia Barboza e outros) de artistas contemporâneos ao Noel e os livros do Aldir Blanc sobre a Vila e quando voce se toca, já está instalado ali na rua Teodoro da Silva tomando chope e percebendo como os homens - de geração para geração - conseguem cagar até com as coisas mais sublimes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assunto encerrado e a partir de agora prometo que não mais cometerei a &lt;em&gt;poundiana&lt;/em&gt; leviandade de começar a julgar o poema pelo autor. Não conheço, não tenho nada contra o diretor , suas amizades, preferencias ou boas intenções. Mas que seu filme ficou uma bela merda, ah, isso ficou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-7057441913428409591?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/7057441913428409591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=7057441913428409591' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/7057441913428409591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/7057441913428409591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/01/singer-not-song.html' title='the singer not the song'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-5798586555487747579</id><published>2008-01-13T14:03:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T09:21:20.639-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R4qO3Nj3rvI/AAAAAAAAAGU/exkxp-K1OR8/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155089802663014130" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R4qO3Nj3rvI/AAAAAAAAAGU/exkxp-K1OR8/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;todos os antigos amigos esperam a minha morte e evitam a menção de meu nome&lt;br /&gt;todas as ex-mulheres procuram apagar os vestigios de minha passagem em suas vidas&lt;br /&gt;todos os conhecidos mudam de calçada ao me encontrar&lt;br /&gt;todos os meus credores estão descrentes na minha adimplência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os leões de chacara dos piores bares negam a permissão para minha entrada&lt;br /&gt;a policia militar não quis me prender mesmo embriagado&lt;br /&gt;no xadrez da biblioteca sou mal visto e renegado&lt;br /&gt;até o chinês, que é muito honesto, me deu o troco errado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;padres e professores lamentam o esforço que deu em nada&lt;br /&gt;os ex- empregadores se consolam - arrependimento não mata&lt;br /&gt;todos os traficantes me dão sempre a mais malhada&lt;br /&gt;onde foi que errei ? - pergunta a familia estupefata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos salões de bilhar,&lt;br /&gt;os malandros comemoram a minha entrada&lt;br /&gt;a moça bonita na porta do elevador&lt;br /&gt;prefere a escada&lt;br /&gt;os desconhecidos me negam cigarros&lt;br /&gt;as tabelas sempre sobem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e o ônibus não para&lt;br /&gt;só os cachorros de praia parecem ir com a minha cara&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-5798586555487747579?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/5798586555487747579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=5798586555487747579' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5798586555487747579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5798586555487747579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/01/todos-os-antigos-amigos-esperam-minha.html' title=''/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R4qO3Nj3rvI/AAAAAAAAAGU/exkxp-K1OR8/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-6810103378499889851</id><published>2008-01-11T20:15:00.000-08:00</published><updated>2008-01-12T06:44:21.072-08:00</updated><title type='text'>Noel - o Poeta da Vila é um tremendo abacaxi</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu sei que é feio e eu não devia, pobre fariseu que sou, ficar falando mal dos outros. Do "trabalho" dos outros então, nem se fala. Mas como ninguém vai ficar sabendo mesmo, vá lá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui assistir a estréia de &lt;strong&gt;Noel - o Poeta da Vila&lt;/strong&gt; , dirigido por um tal de Ricardo van Steen - no meu querido Cine Luz. ( prometo para mim mesmo que dia desses paro para falar uma ou duas palavras sobre o Cine Luz ).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda vez que fazem um filme assim- sobre a vida dos nossos melhores cidadãos -o pânico toma de assalto pessoas como eu. Me recusei a assistir o lamentável filme sobre o Garrincha, que segundo consta é um verdadeiro vexame. O pior filme que eu assisti nos ultimos trinta anos foi "Madame Satã". Pelicula  indefensável e escrota - um arremedo sodomita de baixa extração. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda está para nascer o allen que vai filmar a nossa "era do rádio" com a classe e o respeito que ela merece. Todas as tentativas até agora foram absolutamente constrangedoras. Soam mais falsas do que todos os filmes gringos sobre o brazil juntos - desde welles, passando pelo pato, as boates da carmen miranda e até o Michael Caine no Rio- blame it on. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom devido o adiantado da hora  , serei rápido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre o tema - o os grandes compositores, a velha lapa e etc..  eu lembro que havia assistido dois - como chamarei ?- curtas. Um é o nosso Bar Babel - será que era isso ? com toda a fauna de artistas imortais (aqueles que não tem onde cair mortos) curitibanos fazendo as vezes dos grandes nomes do samba da época e repetindo os clichês que qualquer imbecil de ouvidos atentos sabe; dos balcões dos bares, especiais da globo, entrevistas do Ivan Lins e encartes de disco... Se não me engana a memória a coisa vinha junto com um disco muito bom do Maxixe Machine ( que é realmente muito bom) e alguns bons amigos meus estão envolvidos e coisa e tal. Mas o resultado é, como se dizia antanho, um poderoso abacaxi, capaz de fazer corar as faces mais sem-vergonhas ( como as minhas).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O outro filme é um curta abominavel chamado - a memória tem me falhado, rapaz - " Com que roupa ?" e mostra uma caricata versão da inspiração do Noel e o "processo de criação" de seu primeiro grande sucesso. É uma grande falta de respeito - Noel apresentado como uma ingenua piada. Pois bem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De posse destas duas lembranças, me acendeu uma luz de esperança. Não poderia ser a nova "fita" , de nenhuma maneira, pior que as outras duas, certo??&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois é , meus amigos. Aí , é que a porca torce o rabo. No fundo, é absolutamente a mesma coisa, com alguns agravantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegando ao humilde barracão dei uma &lt;em&gt;googlada&lt;/em&gt; para tomar um conhecimento sobre a obra ( é uma das maravilhas dos tempos modernos, livros e filmes tem os seus complementos digitais de graça, um brinde a isso). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cheguei até o diretor , o tal van Steen,  a partir de então, muita coisa fez sentido. Descobri que ele é mesmo cara que fez o outro filme " Com que roupa?" e que ele está em Paris há uns 15 anos apenas tentando fazer este, só interrompendo seu exilio obcecado para alguns trabalhos com seu amigo de fé e irmão camarada Pedro Bial. Porra quinze anos em Paris urdindo um plano para aviltar a memória de Noel Rosa? Ora, vá para a puta que o Paris.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois conta-se que o filme é baseado na biografia escrita pelo João Máximo e o Carlos Didier, aquela que desde seu nascimento se pretendeu a palavra final, definitiva e sagrada sobre o Noel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E que é de fato um livro indispensável, importante e tudo mais. mas que também é meio mandrake , cheio de furos, distorções, pretensiosamnete explicativo e eu atribuo isso ao tal Didier - pois o João maximo é um cara que merece todo o respeito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinha um disco também com coisas inéditas, e regravações de músicas esquecidas e lembro que, na época, a idéia nos pareceu espetacular. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo isso aconteceu antes de Leon Barg. Depois do milagre do Revivendo pudemos constatar que o produto - senão todo ele - pelo menos a parte musical era como que uma farsa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegamos ao filme, propriamente dito. Num paragrafo ou dois: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Noel caminha por uma rua da Lapa com seu jaleco de estudante de medicina. Pára numa esquina onde um crioulo faz o jogo do pinguim. Ele desmarcara o crioulo na frente dos patos e os dois saem no tapa. O crioulo revela-se Ismael Silva ( voce está falando do grande ismael Silva diria Lucio Rangel). Feitas as pazes Ismael leva Noel num boteco onde estão ( todos vestidos de malandros de boutique) Cartola, Nilton Bastos, Vadico, Wilson Batista e sei lá mais quem. Esta´lá também Wilson da Neves - que homem elegante é o Das Neves- num papel absurdo do &lt;em&gt;chauffeur&lt;/em&gt; que canta os sambas que o Noel do filme finge mal e porcamente tocar no violão enquanto eles andam num Ford bigode sempre pelas mesmas ruas do Rio antigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois fica naquela - clichês para mostrar a familia peculiar, os vicios, um carnaval patético, uma nova versão para a inspiração de "Com que roupa?" ( um pouco mais perto da verdade), o bando de tangarás... Então a coisa descamba para numeros musicais nas radios, nos cabarés, e num café Nice ( a direção de arte tem seus méritos, tem seus méritos) onde estão sempre todos ao mesmo tempo -Orestes Barbosa, Ismael, Kid Pepe,Wilson Batista, Aracy e outros- fingindo (mal) que estão bebendo e jogando sinuca e tocando samba com aquela cara de bobo, que quem se acha superior por que é do samba "de verdade" tem. Credo. O Rio é infestado destes caras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fundo o filme é um pretexto para botar estes caras tocando em regionais em cenários como a Radio Nacional, o Cabaret Apollo. Uma ação entre amigos, como geralmente são os filmes nacionais . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É um filme basicamente daquele Luis Filipe Lima que, a parte de ser um bom instrumentista ( fez a trilha os arranjos, a seleção musical, deve ter descascado os limões, o escambau...), é daqueles "paladinos da música de raiz" ou seja; antes de tocar qualquer peça ele tem que fazer um discurso de 15 minutos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O "negoço" vai indo assim. Não que não tenha nada de bom. Tem a música espetacular de Noel ( em versões 446), tem uma fotografia, por vezes, interessante dos cartões postais do Rio - uma bonita cena da Camila Pitanga na imunda Praia Vermelha ( vê-se que ela não teve a mãnha de se jogar no mar colifórmico). Tem também o Supla engraçado e canastrão como o Mário Lago, um Pereio sem jeito e mal aporoveitado ( e o médico do Noel era um personagem interessantíssimo e que além de tudo fez o parto - acidentado - do Noel e o do Tom Jobim) . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cara que faz o Noel ( apesar de mal ator e meio paspalho) é igual o Noel, tem o &lt;em&gt;physique du role, &lt;/em&gt;um verdadeiro achado. Imagino que o diretor só tenha decidido vir de Paris para cá por que o Pedro Bial achou este cara. A cena da mulher do Cartola dando o famoso banho até que é simpática.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De resto as soluções do roteiro - que entre outras coisas peca pelo excesso, quer botar todos os fatos, pessoas e trechos de música na mesma cena - para o casamento com a Linda, para toda a questão do " antonico" e para a - Deus que nos perdõe - polêmica com o Batista são a.b.surdas . Assim como todos os dialógos. Sei que eu tou pegando maio pesado. mas é que é brabo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As cenas de musica não são as mais terriveis da história. Perdem para as dos dois Orfeus - o negro ( "o cenário é uma beleza , pena que os atores fiquem na frente"disse o sábio Ruy Castro) e o do Cacá Diegues que é &lt;em&gt;hors concours&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, a mais feia cena de beijo da história da velha sétima arte. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-6810103378499889851?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/6810103378499889851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=6810103378499889851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6810103378499889851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6810103378499889851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/01/noel-o-poeta-da-vila-um-tremendo.html' title='Noel - o Poeta da Vila é um tremendo abacaxi'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-5677396071880926914</id><published>2008-01-11T07:37:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T09:21:21.267-08:00</updated><title type='text'>Velez: os donos do “Fortín”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R4eQGNj3rsI/AAAAAAAAAF8/D9JuVAYt4G4/s1600-h/foto.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154246734942547650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R4eQGNj3rsI/AAAAAAAAAF8/D9JuVAYt4G4/s400/foto.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Se existe algo que identifica o Vélez é o esforço em fazer as coisas certas, de pensar o clube, ter uma estratégia de crescimento e conseguir alcançá-la. Isto é o Vélez hoje, isto foi o Vélez há cinqüenta anos.&lt;br /&gt;Villa Luro ou Liniers? Os seus torcedores ficam sem voz gritando “&lt;em&gt; Soy Del barrio de Liniers, lo sigo a Vélez a todos lados&lt;/em&gt;...” mas cantam também o famoso “ ...&lt;em&gt; porque este año, de Villa Luro, salió nuevo campeón”.&lt;/em&gt; Na verdade, os limites geográficos de Liniers alcançam o Vélez ao passo que a Villa Luro fica há alguns metros, atrás da rua Irigoyen. As duas estações de trem da velha Ferrocarril Sarmiento estão bem próximas do enorme prédio do clube, paralelo à Avenida Juan B. É isso.&lt;br /&gt;Fora o Lanus, é a instituição mais jovem de Buenos Aires, visto que “recém” foi criada em 1910. Parece que chovia muito naquele primeiro dia do ano do centenário, porque os três sujeitos que tiveram a idéia se protegeram do aguaceiro de verão embaixo da Estação Floresta, no túnel que unia os dois pavimentos. Julio Guglielmone, Martin Portillo e Nicolas Marin Moreno foram os fundadores do clube, com a simples idéia de se filiar à federação e começar a participar dos torneios de futebol. Depois daquele túnel os três foram até a casa de Marin Moreno, vizinha aa Estação. Floresta era o terminal da antiga Ferrocarril Del Oeste, que unia a Plaza Lavalle até este lugar remoto no Oeste.&lt;br /&gt;Os três, contando com a adesão de vários jovens da região, decidiram criar o Club Atlético Argetinos de Vélez Sarsfield e designaram Luis Barredo como o primeiro presidente. O campo ficava no terreno localizado em Províncias Unidas ( atual Juan bautista Alberdi), Convencion ( hoje José Bonifácio), Mariano Acosta e Ensenada. Resolveram usar camisas brancas, um recurso para consegui-las rapidamente, apesar de que vários dos garotos se empenharam em costurar punhos e golas vermelho escuro. Não conseguinham, entretanto, se conformar com cores e no dia 3 de fevereiro de 1912 mudara as camisas para azul-marinho com calções brancos, com recomendação expressa aos jogadores que comprassem a indumentária numa loja na esquina de Rafaela e Províncias Unidas.&lt;br /&gt;Mas as coisas não saíram do jeito que os “pibes’ haviam imaginado. Não puderam se filiar à liga principal – que já deixara para trás a época de glória do Alumi e começava a mostrar o predomínio do Racing. Coincidindo com o primeiro título da Academia , tomaram várias decisões importantes: em 1913 uma assembléia resolveu suprimir a palavra “Argentinos” e assim ficou definido o nome do clube, que já tinha animado em 1912 o campeonato da Segunda Divisão chegando a disputar a final e perdendo de 4 a 2 para o Tigre, no velho campo do Gymnasia e Esgrima, em Palermo.&lt;br /&gt;Antes do fim do ano, os dirigentes resolveram alugar um terreno na chamada “&lt;em&gt;quinta del figallo&lt;/em&gt;” situado em Matadores na rua Talpaqué, entre Escalada e Chascomús. Ali, um moinho de vento provia água para a rudimetar casinha que servia como “vestiário.&lt;br /&gt;Já em 1914 se praticou uma nova e importante mudança: se construiu o campo em Villa Luro, na zona delimitada entra as ruas Victor Hugo, Bacacay, Cortina e o próprio arroio Maldonado, que ainda corria ao ar livre, junto ao velho “Camino de Gauna” (hoje Avenida Gaona).&lt;br /&gt;A 14 de março , devido a ascendencia italiana da maioria dos sócios, se resolve tomar como uniforme oficial uma camisa tricolor com as cores da Bandeira da Itália, que foi usada durante quase duas décadas: listras vertical vermelhas e verdes, separadas por uma fina listra branca.&lt;br /&gt;A chegada do clube a primeira divisão se deu em 1918 e a campanha no ano inaugural foi sensacional com o Vélez chegando ao vice-campeonato ( com o Racing como campeão) quatro pontos a frente a frente do River e defensores de Belgrano. Na sua estréia , derrotou o Independiente por 1 a o. Em 1920 a equipe manteve o bom andar, ocupando a sexta colocação entre 19 participantes. Teve, inclusive o artilheiro do campeonato – única vez do Vélez em todo o período do amadorismo- que foi Santiago Carreras com 20 gols. Um mês depois o primeiro jogador velezano debutaria na seleção. As honras couberam a José Luis Boffi, que jogou no dia 25 de Setembro de 1921, quando a Argentina goleou o Chile por 4-1 no Estádio do Sporting Club de Valparaíso.&lt;br /&gt;Na metade do torneio de 1920 se encorporou o escudo com as cores da bandeira italiana, que foi modificado em 1927 e mais tarde em 33. Outra mudança de endereço dentro do próprio bairro nesta época. O estádio agora esta situado na zona sul de Villa Suro, entre as ruas Basualdo, Pizarro, Schimidel e Guardiã Nacional e tinha sido inaugurado 26 de março de 1924, num empate em 2 a 2 com o River. No começo de novembro de 23 , foi concluída a construção da grande tribuna , com arquibancadas de madeira no novo campo de Basualdo. A tribuna tina a clássica cobertura , estilo inglês, e abrigava os sócios e os diretores em suas dependências. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R4eQTdj3rtI/AAAAAAAAAGE/F9NqNNj6VuI/s1600-h/estadio.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154246962575814354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R4eQTdj3rtI/AAAAAAAAAGE/F9NqNNj6VuI/s400/estadio.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Don Pepe&lt;/strong&gt; – Nesta década de 20 aconteceu um fato fundamental para o futuro do Vélez: em 13 de março de 1923, a assembléia elege como novo presidente Jose Amalfitani que, para dedicar-se completamente sua tarefa, renunciou a seu posto de cronista esportivo no diário la Prensa. Em 7 de dezembro de 1928 o Vélez produziu um sucesso histórico no futebol argentino: jogou em seu estádio a primeira partida noturna da história. Foram instalados ao redor do campo postes de madeira que sustentava, 39 focos de 3.000 velas cada um. Como a ocasião merecia o jogo organizado foi o encontro entre a Seleção Argentina e a Seleção Olímpica. O diário La Nacion anunciou no dia seguinte: “Villa Luro nunca viu, em noite alguma, tanta gente em suas ruas...” . Já fazendo parte do grupo de clubes com apelo popular, o Vélez empreendeu uma longa viagem – que começou em Novembro de 1930 e terminou em pricipios de março de 31 – com resultado impressionante. Foram 25 partidas entre Chile, Peru, Cuba, México e Estados Unidos, com 20 vitórias, 4 empates e apenas uma derrota. No grupo de 17 jogadores qu participou do giro, 10 eram do clube e outros sete pertenciam a outras equipes e jogaram convidados. Entra os hóspedes estavam os tremendos goleadores Bernabé Ferreira e Francisco Varallo. Os dois fizeram 54 dos 84 gols da importante excursão do Vélez.&lt;br /&gt;O futebol profissional arrancou em 1931 e os &lt;em&gt;velezanos&lt;/em&gt; integraram com entusiasmo o novo torneio realizado, perdendo na estréia do Platense. O novo Estádio de Villa Luro se foi convertendo num bastião para somar pontos e crescer. Em 13 de setembro de 1932, o Vélez receberia o San Lorenzo. Nas véspera do jogo o diário &lt;em&gt;Crítica&lt;/em&gt; apresentou a partida na seguinte manchete de primeira página: San Lorenzo conseguirá render o “ Fortín”( fortaleza em portugues, talvez ) de Villa Luro?”. O autor foi o chefe da página esportiva Hugo Marini, um dos jornalista mais respeitados da época. A partida terminou empatada em 1 a 1. A partida seguinte, como mandante, foi contra o River, que seria o campeão deste ano. Outro empate: 0 a 0. O apelido O “ Fortín” de Villa Luro ficou gravado na história para sempre.&lt;br /&gt;A década de ’30 encontrou um Vélez muito forte em casa, mas com problemas para vencer como visitante. Apesar de tudo, realizou algumas boas campanhas e lançou muitos jogadores. De graça, mostrou a capacidade do meio campista Victorio Spinetto e a potencia goleadora de Agustn Cosso, entre os mais destacados. Tanto Cosso como Spinetto foram protagonistas da partida em que o Vélez empatou por um gol contra o San Lorenzo em 30 de abril de 1933. Nesta tarde, o quadro do oeste portenho apresentou pela primeira vez a camisa branca com o “V” azul. Eram as camisas de um obscuro time de rugby, que as havia encomendado a um fabricante, e este por descuido ofereceu aos dirigentes do clube. Foram adotadas para sempre e ficaram na saudade as antigas tricolores ( que são desempoeiradas de vez em quando para alguma partida festiva).&lt;br /&gt;O Vélez foi protagonista de boas campanhas, mas foi rebaixado por uma única vez em sua história em 1940 ,ao lado do Chacarita, penalizado por uma tentativa de suborno que provocou um desconto de vários pontos. O quadro de Liniers chegou a ultima rodada com um ponto de vantagem sobre o Atlanta e jogaria em casa contra o san Lorenzo, enquanto o time de Villa crespo receberia o o poderoso Independiente de Arsênio Erico, Vicente de la Mata e Antonio Sastre. Quando terminaram os primeiros tempos dos jogos, Vélez empatava sem gols contra “&lt;em&gt;el Cicion&lt;/em&gt;”, mas o Atlanta vencia o Indpendiente por inacreditáveis 6 a 0.&lt;br /&gt;Foi uma indignação que acompanhou a torcida velezana durante as próxim as décadas e de resto nunca perdoaram o Independiente. O papelão dos vermelhos foi tão escancarado que para dissimular, marcaram quatro gols no segundo tempo.A partida acabou 6 a 4 e o resultado refletiu no nervosismo dos jogadores do Vélez que nos minutos finais sofreram dois gol de Lángara – que definiu a vitória do san Lorenzo e o rebaixamento , pela única vez, a segunda divisão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renascimento&lt;/strong&gt; – Explica uma das paginas oficiais do Vélez na Internet ( Vélez Del Mundo) que "as conseqüências foram nefastas: o clube preciso entregar em 1941 os terrenos que ocupava em basualdo e Schimidel, o elenco profissional se dissolveu e mais de cem sócios renunciaram. A maioria dos que permaneceram foram em busca de José Amalfitani ante o perigo de extinção, porque muitos consideravam que o Vélez só sobreviveria se fundindo com um outro clube. Neste momento Amalfitani se pronunciou, num arrazoado que comoveu a todos, a tal ponto que &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R4eQqNj3ruI/AAAAAAAAAGM/nsGEerFeO4Y/s1600-h/ve77.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154247353417838306" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R4eQqNj3ruI/AAAAAAAAAGM/nsGEerFeO4Y/s400/ve77.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;nesnte mesmo momento se decidiu a nomeação de uma Comissão Cooperadora para acompanhar a claudicante Comissão diretiva. Amalfitani, logicamente, tomaria parte nela. As palavras de Don Pepe foram promonitórias: ‘Senhores, eu não vim aqui rezar no funeral do Vélez Sarsfield. O que me importa a segunda ou a terceira divisão se o Vélez passeou seu escudo triunfal por todo um continente! Ainda que restem apenas 10 sócios, o clube segue me pé!’ ( e 10 sócios era o numero mínimo permitido pelos estatutos)”&lt;br /&gt;Don Pepe, que na época tinha 46 anos, assumiu novamente como presidente, com o clube na segundona. Jogando em Estádios emprestados, numa época em que o regulamento previa apenas o acesso do campeão. Vélez foi o quarto em 41, terceiro em 42 e finalmente campeão em 43. Nesta campanha, vários jogadores tiveram desempenhos consagratórios, como Michel Rugilo, Juan Ferraro, armando Ovide e o &lt;em&gt;wing&lt;/em&gt; Heisecke.&lt;br /&gt;Enquanto buscava o retorno a primeira divisão, um grupo de diretores liderados por Amalfitani recebebeu dos britânicos, donos da Ferrocarril Oeste as terras do “pântano de Maldonado”, uma zona limítrofe ao arroio, alagadiça e segundo alguns especialistas impossível de se aterrar convenientemente. Com o derrame de enormes quantidades de pedra e terra se conseguiu estabilizar o terreno e edificar ali um novo Estádio ( embrião do atual). A inauguração foi uma partida contra o River em 11 de abril de 1943, o mesmo ano em que a equipe logrou a ascensão para a primeira divisão. Para a construção, foram trazidos as velhas arquibancadas do primeiro “&lt;em&gt;Fortín&lt;/em&gt;” de Basulado e assim começou uma nova era.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Novo Vélez&lt;/strong&gt; – Paga a conta histórica com o Independiente – o Vélez aplicou uma goleada de 8 a 0 no torneio de 45, motivando uma grande festa no bairro – a diretoria passou a pensar grande. Foram comprados os terrenos vizinhos e começou a sair do papel o projeto do novo Estádio, com a substituição da velha arquibancada por Tribunas de cimento. Foi necessária fechar o Estadio e a mudança por três temporadas ao campo do Ferrocarril Oeste, mas o premio veio quando em 22 de abril de 51 foi reinventado o “&lt;em&gt;Fortín&lt;/em&gt;” com ter enormes tribunas de concreto armado, torres em cada uma das pontas e velha bancada de madeira – transformada em tribuna dupla de concreto para a Copa de 78. Na estréia o Vélez venceu o Huracan por 2 a 0, com dois gol do atacante Maspoli.&lt;br /&gt;O estádio, orgulho do bairro de Liniers, seria batizado de “Estádio José Amalfitani” em uma homenagem justa e merecida àquele que foi o melhor dirigente da história do futebol argentino para muitos especialistas. O querido Don Pepe faleceu um maio de 1969, seis mese depois que seu clube ganhou o primeiro titulo nacional de sua história em 68. O time era conduzido pelo cordobes Daniel Willington e pelo tucumano Pepe Solórzano, com um jovem Carlos Bianchi em seu plantel.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Traduzido do Livro - El nacimiento de una pasión - História de los clubes argentinos, de Alejandro Fabbri, CI, 2006 ( ainda inédito no brasil). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-5677396071880926914?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/5677396071880926914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=5677396071880926914' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5677396071880926914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5677396071880926914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/01/velez-os-donos-do-fortin.html' title='Velez: os donos do “Fortín”'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R4eQGNj3rsI/AAAAAAAAAF8/D9JuVAYt4G4/s72-c/foto.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-1454699426223014969</id><published>2008-01-10T19:40:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T03:24:24.590-08:00</updated><title type='text'>2008</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A sorte de torcer para o Atlético é poder ler coisas assim, como escreveu o Mauro Singer:&lt;br /&gt;_Meninos rubro-negros, amanhã é o dia D. Vamos reconquistar o estado iniciando nossa invasão pelo litoral. Assim como os aliados nas praias da Normandia, a nação atleticana começa seu ano tomando a cidade de Paranaguá.&lt;br /&gt;Claro que o espírito era esse. Eu mesmo me preparei como um pára-quedista aliado e pousei com todo o meu equipamento na bela cidade – que está a cada dia mais parecida com Cuba. Uma das histórias mal-contadas do João Saldanha é a de que ele teria presenciado o desembarque das tropas do Gal. Montgomery no mais longo dos dias. Eu não duvido.&lt;br /&gt;Vencidos os poucos quilômetros e após rápida inspeção na rede hoteleira da área, optei (é claro) pelas 5 estrelas o que, evidentemente, estaria além das minhas posses mas também combinava melhor com meus óculos novos e o meu jeito misterioso - de menino prodígio mais velho do mundo.&lt;br /&gt;E também por conta de um pequeno erro no pagamento do acerto de contas no meu ultimo emprego. Depois de me enrolarem durante alguns meses os caras finalmente pagaram e , para minha grande surpresa, o dobro do que eu imaginava. Antes que qualquer paranóia ética viesse me atormentar (já tenho paranóias demais me atormentando) resolvi que o mais nobre era injetar o excedente na economia de Paranaguá. E foi o que eu passei a fazer assim que devidamente instalado. Uma cerveja em cada bar da orla do centro histórico, algumas boas estórias de rabo de ouvido. Foi-me de grande valia a dica sobre umas ostras no barzinho dos pescadores, perto da ponte. Quanta depravação na arte de comer ostras. È erótico, obsceno e incestuoso como nenhuma outra comida no mundo (“o inferno são as ostras”).&lt;br /&gt;Já era a hora de adentrar ao novo colosso da municipalidade parnaguara - O estádio é simpaticamente mal acabado na beira do Rio Itibere , ponta do caju. Sem duvida o terceiro melhor da região ( na frente da Vila e o Germano Krüger) e tem a proverbial pista de atletismo cuja a construção sempre tem uma história de corrupção e tráfico de influencia em sua origem.&lt;br /&gt;O meu grande amigo Sandro “&lt;em&gt;the postman&lt;/em&gt;” Michaelev me lembra que os anos terminados em 8 sempre reservam fortes emoções ao CAP. Ta aí uma grande e perspicaz verdade. Mesmo nossas derrotas foram épicas e (ou) mal-explicadas nos anos terminados em 8. Pelo menos nos últimos 50.&lt;br /&gt;Todas as velhas caras ali. Eu gosto e não me venham com aquela psicologia de galinheiro sobre as massas, os grupamentos e não sei mais o que. Apenas &lt;em&gt;ordinary people, &lt;/em&gt;com um pouco de fé e.... foda-se quem não gosta – e de resto toda psicologia é de galinheiro. Algumas personagens fundamentais apareceram para aumentar a certeza na vitória . O grande Guimarães cada vez mais com cara de &lt;em&gt;boxeur &lt;/em&gt;aposentado, o cara de cadeira de rodas que joga sinuca pra caralho e a volta do Dr. K, cada vez mais &lt;em&gt;hooligan&lt;/em&gt;. Vou guardar a comovente estória dele com o bandeirinha para o ultimo parágrafo.&lt;br /&gt;Meu pai gosta de contar que meu avô – um homem que dificilmente saia de cima de seus tamancos em Porto Vitória – foi arrastado por ele e meus tios para ver o celebre jogo do Atlético contra o Santos de Pelé em 68 (este numero fatal). No meio da Vila Capanema superlotada ele percebeu o óbvio e falou no ouvido do meu pai o vaticínio:&lt;br /&gt;_ O Atlético vai ganhar, Tico. São mais “grande”.&lt;br /&gt;Era o Atlético de Bellini, Djalma, Nair, Zé Roberto e outros. Um time de porte , cheio de negão e de colono contra um Santos de Edu (Zinho), Toninho e uma outra porção de inhos. E o Atlético ganhou, heroicamente, de 3 a 2 do melhor time do mundo. Lembrei do meu avô – que eu não conheci – na hora em que o Rio Branco ( já derrotado) entrou em campo. Sei que este tema sempre dá margem a polemica e mal-entendido, mas o fato é que no time de Paranaguá não joga um único e escasso crioulo. É isso aí; não tem nenhum negão entre os 11. Nenhum beque responsa ( zagueiro-zagueiro), nenhum marcador incasavel, nenhum atacante ardiloso. Nenhum &lt;em&gt;colored; &lt;/em&gt;só um monte de branquelo e um ou outro assim meio cor-de-cuia ( nenhum mais escuro, por exemplo, que o genial índio Davi Ferreira). Um time de futebol profissional em 2008, no Brasil, que entra em campo sem negros já entra perdedor. A bem da verdade o único negro era o técnico - o simpático Itamar, que fica fazendo um divertido teatro na beira do gramado. Só não ganha o Emmy do canastrão-mor, o grande &lt;em&gt;Sir&lt;/em&gt; Clayton - este sim um bandido de filme mexicano na arte de encenar.&lt;br /&gt;Dois belos gols de Rhodolfo (que é sósia do Petraglia) e Davi Ferreira. De resto a confirmação de tudo o que todo mundo já sabe. E a impressão de que com um acerto ou outro (no gol, laterais, armação e centravância) deveremos ser campeões invictos.&lt;br /&gt;E como eu havia prometido a tal história do Dr K. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Companheiro de arquibancadas desde 1988 (olha ele aí de novo) o nosso Dr. sempre foi o campeão mundial de cuspe a distância, de limpar ranho nas costas dos outros e nesse tipo de sacangem – quanto mais nojenta melhor. Não por acaso ele evoluiu para a Medicina e hoje ele é um dos mais aclamado proctologistas (não podia ser outra a especialidade) do Brasil. Pois bem. Todos se lembram que na semifinal de 2006 fomos eliminados pela Adap, num jogo em que o bandeira – aquele narigudo da FIFA, que anda sempre com o Heber - anulou três gols do Rodrigão. Não adianta dizer que ele estava impedido nas três oportunidades. Não para caras como o Dr. K.&lt;br /&gt;Por uma destas diabólicas coincidências o nosso querido bandeira _ Braatz é o nome , agora me lembrei – calhou de aparecer no gabinete do Dr. K ( na certa indicado por alguem como o melhor profissional destas plagas )para fazer o inadiável exame da próstata.&lt;br /&gt;Mantendo o sangue frio típico dos assassinos profissionais, o medico-monstro urdiu rapidamente um plano (digno do melhor Poe) para perpetrar a vingança . Vestida a luva macabra deu-se o ‘toque”. O Dr. Franziu a testa, e fez aquela cara filha-da-puta que alarma até o desespero os pacientes:&lt;br /&gt;_ O que foi Dr? O que aconteceu?&lt;br /&gt;_ Não deve ser nada. Não é nada . É só uma calosidade no tecido retal, sensível ao tato. Não deve ser nada.... mas pode ser ...&lt;br /&gt;O bandeirinha se viu a beira da morte , já pensando nas tarde e noites em que ele não poderia mais anular gols com seu instrumento de trabalho:&lt;br /&gt;_ E agora Dr, o que a gente faz?&lt;br /&gt;_ Olha , meu amigo o certo agora é a gente fazer um “procedimento”aí, para descobrir a natureza do calo... Você autoriza?&lt;br /&gt;Ele é claro, autorizou. E foi assim que o Dr. K conseguiu enfiar um negócio de uns vinte e cinco centímetros no cu do bandeirinha mais marrento do Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-1454699426223014969?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/1454699426223014969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=1454699426223014969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1454699426223014969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1454699426223014969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/01/2008.html' title='2008'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-7728349773990313467</id><published>2008-01-07T12:06:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T12:39:31.384-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando eu tinha, vamos ver, algo entre 12 e 14 anos, eu repetia o mesmo ritual estupido todas as semanas.Eu sabia, por intermédio de meiticulosa pesquisa nos grande fichários, que o acervo da Biblioteca Pública continha- ou deveria conter- a novela &lt;em&gt;JUNKY&lt;/em&gt; de Willian Burroughs. Ocorre que eu investia semanalmente na estante onde deveria estar o volume. Era impossível encontra-lo.  Só havia uma infinidade ( centenas) de livros de Edgar Rice Burroughs.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Edgar Rice, para quem não sabe é o sujeito que juntou a lenda de Romulo e Remo com a história do menino -lobo Mowgli - só trocando os lobos pelos macacos - e criou o personagem Tarzan. Eu ficava meio puto com todo aquele Tarzan sendo que o exemplar do único Burroughs que me interessava nunca dava as caras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu não consigo entender porque toda aquela obssessão adolescente em ler a história de uma bicha velha, com seus revolveres,  se entupindo de drogas desde Nova York até o México . E o fato de eu nunca ter dado uma colher de chá ao simpático homem macaco pelos cipos da absurda selva africana com tigres leões e chimpanzés criada para o &lt;em&gt;Lord&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Greystoke&lt;/em&gt;. Acho que eram as péssimas companhias e influências.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O volume do Junky, que eu tanto procurava, fora (só soube alguns anos mais tarde) surrupiado por um amigo - uma daquelas coisas que não se faz. Falei tudo isso para lembrar de uma frase que eu achei não sei onde e que foi cunhada pelo velho Burroughs da selva:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_ Se você escrever um conto e e ele for ruim ninguém o comprará. Agora, se você escrever uns cem é bem provável que emplaque alguns...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso dito no tempo em que as revistas &lt;em&gt;pulp&lt;/em&gt; pagavam pelo numero de palavras&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; É, de fato,  uma boa filosofia e aqui anuncio que será a minha politica neste novo ano. Escrever pelos cotovelos para, de repente, ver se eu consigo marcar um gol. E para concluir, toda esta lenga-lenga me fez pensar uma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A minha geração é composta por sujeitos que se entupiram de tudo o que pintasse desde os 12 anos. Ninguém leu o Tarzan ou o pequeno principe. A impressão é que tava tudo mundo cheirando cola por aí. Sabemos que em outras épocas os caras serviam o exército, entravam para o seminário, eram corretores de imóveis antes de caírem de boca nas coisas. Estes caras da minha idade pularam esta parte. Fomos todos na prateleira errada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso não me admira que seja uma geração composta, basicamente de farsantes - com a saude mental muito abalada. Alguns continuaram a trilha e ainda são vistos por aí, pelos bares, enlouquecendo, ficando velhos com seus dentes em péssimo estado e um incontável numero de doenças ainda não descobertas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outros parecem estar em situação ainda pior - frequentando igrejas nefastas, partidos indefensáveis, irmandades, essas coisas e se tornaram fascistas homiziados em empregos arranjados ou imorais e casamentos infelizes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-7728349773990313467?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/7728349773990313467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=7728349773990313467' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/7728349773990313467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/7728349773990313467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/01/quando-eu-tinha-vamos-ver-algo-entre-12.html' title=''/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-1309711855534208327</id><published>2008-01-06T19:33:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T12:06:25.584-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No ano de nosso senhor que poderemos chamar de 10 do XXI deverei, se ainda vivo e flanando por ruas e avenidas, assistir &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt; minha prmeira Copa do Mundo. E a seguinte, se ainda existirem o mundo e suas ruas e avenidas, será realizada aqui no torrão natal das jovialidades auriverdes. Então temos presença garantida em duas edições do Torneio - tão cafageste do ponto de vista esportivo , quanto importante da perspectiva histórica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que eu queria dizer é que para todos nós - e devo imaginar como deve ser para caras como o Mendes e o Saldanha que assistiram  praticamente a todas - a Copa serve para virgular a nossa inexorável passagem por esta encarnação. Almas e corpos novos a cada quatro anos e assim vamos nos lembrando - da esquerda para a direita :&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da ultima Copa muito pouco . A cerimônia de abertura organizada e realizada com sucesso na Mansão Cunha, quando mergulhei de dentro de uma longa e oportuna abistinência numa olim pica piscina de aguardente onde tento, até agora - nada sincronizado- não me afogar. Do futebol, o positivo foi o fim da Cosena, dos parreiras, zagallos dos Lidios Toledos e o resto do exército de escroques do Dr. Havelange. A seleção foi a mais infame de todas- salvando-se apenas o grande Juan que parece jogar de polainas como um negro do Cotton Club.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2002 foi inesquecível. O grande momento foram as partidas da Alemanha em manhãs de fartura e torpor , com mesas e torneira abertas aos barbaros - como eu e o grande Matias. No fundo desde a estréia do Felipão em Montevideu( quando eu e o grande Otto inciamos a famigerada "operação Uruguay") até a final na &lt;em&gt;casadoscaras&lt;/em&gt; deu-se uma sucessão de grandes momentos que marcaram - pessoalmente- o fim dos meus melhores dias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 98 caí doente na vespera da final, com alguns sintomas misteriosos, exatamente como passou ao nosso principal atacante. Ah, como seria o perfeito o destino se Zico, Zagallo e Lidio ( o que fazias com esta turma ó Galo?) não tivessem cagado ao pau e cortado o Romário. O baixinho apareceria fatal, no momento certo - como de costume - e sorrateiramente traria mais uma vez o mundo na janela do Jumbo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A grande musica do Beijo AA Força já trazia a profecia fatal " dessa vez não deu mas nos EUA vai dar ". De resto, devo dizer que aquele time não era tão ruim como se pinta e tinha a grande dupla de ataque daquela década ( que f&lt;em&gt;ilhadaputamente&lt;/em&gt; perdeu um caminhão de gols na fianl). pessoalmente enfrentava grave crise pessoal por conta de meu primeiro coma alcoolico, diagnosticado horas antes da final - as tragédias sempre me aparecem nestas horas. Foi o meu ultimo encontro com o Dr. Steinhegger e a sua panacéia com gosto de madeira e morte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 90 o menino bom e justo que eu era não percebeu como Maradona e os seus mereceram aquela vitória contra a nossa avacalhada seleção ( que também não era tão ruim como se pinta). Fiquei puto, quebrei algumas coisa e posso até ter chorado numa manhã ensolarada ali na Rua 21 de Abril. Foi de todas a Copa mais marcante e a que acompanhei com todas as forças dos meus 12 anos - idade que deveria acompanhar eternamente o torcedor de futebol.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As outras duas Copas ocorreram durante o período mágico da minha infância e todas as memórias são lindas e exageradas. Lembro o gol do Maradona em 86 na grande casa Strapassola , um gol que me deu medo a principio. Dos gols de Josimar ( assina que o gol é teu, meu garotinho...) de todos os jogos, as narrações do Osmar Santos, meu pai secando os penaltis na sala da casa da Omama "ihh, este negão vai chutar pra fora...", e da grande tragédia que foi toda a situação do Zico. mais uma vez o menino bom e justo não entendia como Deus podia falhar até aquele ponto - e neste caso foi sacanagem mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Copa de 82 foi a mais linda de todas. Um filme de Fellini onde meu pai era o protagonista, entusiasmado com a democracia, o grande time do Atlético e a super-seleção do Telê - tudo explodindo ao mesmo tempo. Eu flutuava por uma Curitiba quase rural, atrás do milionésimo ping-pong, com meus irmão que também tinham asas e voavam. Do alto dos meus quatro anos eu reunia pequenas multidões que vinham de longe ver o fenomenal menino que sabia de cor todos os times, pronunciava o nome dos jogadores camoroneses, argelinos e neozelandeses com sotaque, e também curava com a imposição de mãos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_ "tem que levar este piá no Silvio Santos..." eu ouvi mais de uma vez.  Eu lembro do gosto do &lt;em&gt;ping-pong&lt;/em&gt; até hoje num dia em que o Brasil inteiro chorou - atá a maioria dos canalhas ( que são minoria no pais, graças a Deus).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim se passaram 7 Torneios Mundiais ( o de 78 eu já peguei com alguns meses , mas confesso que me lembro muito pouco ...) um campeonato que por "não ter nem segundo turno" costuma perpetrar injustiças cruéis. Estaremos juntos em Joahanessburgo, eu te prometo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-1309711855534208327?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/1309711855534208327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=1309711855534208327' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1309711855534208327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1309711855534208327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/01/no-ano-de-nosso-senhor-que-poderemos.html' title=''/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-8310022487491262754</id><published>2008-01-03T20:36:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T04:34:32.244-08:00</updated><title type='text'>0s 50 maiores- numa ordem meio embaralhada e com um breve comentário</title><content type='html'>Friedenreich: o melhor,  segundo o meu avô.&lt;br /&gt;Domingos da Guia: “À leste a muralha da China, a oeste Domingos da Guia” (Eduardo Galeano).&lt;br /&gt;Heleno de Freitas: dandi, encrenqueiro e enlouquecido - o primeiro craque  artista , nunca houve um jogador como Heleno.&lt;br /&gt;Fausto: a “maravilha negra”, técnico e boêmio-foi o primeiro a se aventurar na Europa, onde caiu em desgraça apesar de ser o jogador mais técnico de sua geração.&lt;br /&gt;Tim: passava meses sem errar um passe.&lt;br /&gt;Leônidas: O primeiro dos nossos super-craques.&lt;br /&gt;Zizinho: mestre absoluto, o mais completo depois do Rei e o grande ídolo deste.&lt;br /&gt;Nilton Santos: grande mito vivo do futebol de ouro do Brasil. A sabedoria em calções pretos, meias cinzas e camisa alvi-negra com listras verticais e uma estrela no peito.&lt;br /&gt;Djalma Santos: não es um só es tantos – técnica primorosa, condição física perfeita. Campeão em Paranaguá.&lt;br /&gt;Pelé: o Rei Negro. O maior entre os maiores de todas as épocas.&lt;br /&gt;Didi: o príncipe etíote dos velhos ranchos foi o mais elegante dos futebolistas.&lt;br /&gt;Garrincha: o maior artista e o grande gênio do futebol mundial.&lt;br /&gt;Pepe: metade dos gols do Pelé foram cruzamento dele. E a outra metade pênaltis sofridos por ele.&lt;br /&gt;Dino Sani: o organizador  - marcou época no São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Boca e Milan.&lt;br /&gt;Evaristo: gênio da área, ídolo do Madrid e do Barça, o melhor dos técnicos que já foi craque.&lt;br /&gt;Gerson: a verdadeira lei devia ser essa: um passe de Gerson é a melhor distância entre dois pontos.&lt;br /&gt;Caju: Majestade dos Arcos - o &lt;strong&gt;nosso&lt;/strong&gt; craque imortal.&lt;br /&gt;Rivelino: Geraldo José de Almeida faz a unica pergunta possivel depois da falta na meia lua : _ Onde está O Rivelino?&lt;br /&gt;Tostão: o preferido da minha mãe. a retina deslocada o faz antever o futebol de hoje melhor do que ninguém.&lt;br /&gt;Jairzinho: saúde de vaca premiada, malandragem de sambista. O super atacante brasileiro paradigma.&lt;br /&gt;Ademir: nome e sobrenome de craque.&lt;br /&gt;Paulo César: malaco-mor, craque inesquecível.&lt;br /&gt;Zico: super craque, herói trágico da minha geração.&lt;br /&gt;Roberto; garoto dinamite incendeia a nova Lisboa.&lt;br /&gt;Renato: cara que pegou a Luma no auge, precisa dizer mais o que?&lt;br /&gt;Romário ; O ultimo dos super craques.&lt;br /&gt;Bebeto: o craque chorão, vilmente subestimado.&lt;br /&gt;Sicupira: nosso artilheiro máximo, o melhor bicicleteiro da história, preferido do meu pai.&lt;br /&gt;Assis: quando ele tocava na bola não fazia barulho.&lt;br /&gt;Odemilson: meu maior ídolo na infância, que é quando as coisas acontecem.&lt;br /&gt;Rivaldo: retirante triste de futebol refinadissimo.&lt;br /&gt;Dario: o beija flor, peito de aço , o grande &lt;em&gt;wit&lt;/em&gt; do futebol mundial&lt;em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Alex: o melhor jogador &lt;strong&gt;deles.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Carlinhos Sabiá: a arte em tempos difíceis.&lt;br /&gt;Alex Mineiro: melhor que Pelé.&lt;br /&gt;Falcão: meio campista completo e elegante ... "queria ser como o Rei de Roma e viajar no meu iate, coçando e tomando mate". Pegou a mulher do Bonamigo  e bancou o fim da vida do mario Quintana.&lt;br /&gt;Reinaldo: pantera negra do Mineirão, craque trágico e genial, do naufrágio do nautilus ao pó.&lt;br /&gt;Ronaldinho Gaúcho: o melhor do pedaço hoje em dia.&lt;br /&gt;Paulo Rink: garoto de ouro. Em 2008 para Vereador - Vote Paulo Rink .&lt;br /&gt;Oseias: capoeira que é bom não cai, o  símbolo de uma bela época.&lt;br /&gt;Sócrates: cerveja, &lt;em&gt;medicine chests&lt;/em&gt;, irreverência e genialidade. Será o Tom Waits? Não, é o Dr. Magrão&lt;br /&gt;Kleber: o incendiário, o Macunaíma, o anti-herói, o artilheiro sem carater  - que nós amamos odiar .&lt;br /&gt;Robinho: 2008 será o ano de sua consagração mundial.&lt;br /&gt;Denner: olha o menino ui,ui, ui ... o crioulinho mais liso da paróquia. Grande pecado do pecador- mor Parreira.&lt;br /&gt;Careca: centroavante perfeito, melhor parceiro de Diego.&lt;br /&gt;Adriano: o homem gabiru, insubistituível. Forma a santíssima trindade alagoana ao lado de Zagallo e Tenório Cavalcanti.&lt;br /&gt;Josimar: _ “Porra e quem nunca bateu em mulher?”&lt;br /&gt;Junior: lateral esquerdo sambista que apóia pelo meio, se chama Leovegildo e é o rei da praia.&lt;br /&gt;Edmundo: um animal , meu garotinho.&lt;br /&gt;Dirceu: o melhor sorriso cheio de dentes da história do Couto Pereira, a melhor “cabeça preta na bola branca” do futebol mundial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-8310022487491262754?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/8310022487491262754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=8310022487491262754' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8310022487491262754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8310022487491262754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/01/0s-50-maiores-numa-ordem-meio.html' title='0s 50 maiores- numa ordem meio embaralhada e com um breve comentário'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-568302219500053284</id><published>2008-01-01T05:08:00.000-08:00</published><updated>2008-01-01T05:35:59.159-08:00</updated><title type='text'>O primeiro dia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A maré está vazante. É tempo de perder na sabedoria dos pescadores. Deixar as coisas irem. Esperar que outras venham. Nestes 4 dias a pesca fica prejudicada. e não existe mais nada para se brincar. a unica boa brincadeira a que o homem pode se permitir é ser pescador. o que mais? já pensou ficar em casa bebendo e ouvindo velhas músicas e depois brincar de ser escritor? não dá, principalmente para mim que andei escorado durante muito tempo por aí. agora eu preciso ficar parado, com deus e esperando a maré virar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E já que eu falei na reconciliação com as coisas de Deus e das escrituras eu preciso usar o pouco que eu me lembro destas coisas para deixar bem claro o que eu penso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;hoje depois de tudo já consigo perceber que o amor em verdade é o bem, e não se consegue amar nada que não seja o que entendemos como o bem ( como são falsos os amores bandidos, como são falsas as bolas de cristal). Será que já falamos sobre isso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;qual seja:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor é o bem. fica meio complicado quando misturamos a idéia com a do desejo e do pecado, quando pensamos o amor como o mal da vontade, como o "atributo irascivel" e não como a verdadeira dádiva do bem supremo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então para quem prova este amor ( e eu tenho a certeza de que o provo, bem como a de que já disse isso antes) , o que os doutos da idade média descreviam como o amor mais santo ,o problema sublime e doloroso é administrar a fome. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor de que vos falo é aquele que provoca, em extase, um momento inexplicável, misterioso em que os dois querem e sentem a mesma coisa. Veja só, eu sei que o meu amor agora quer as mesmas coisas que eu próprio. Este é o milagre do amor entre ausentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda na minha pequena anamnese teológica é importante falar do ciúme. O cíume é o perfume do amor, um bem necessário como dizia o nosso homem em LA. Não o ciúme violento do Jake la Motta. não aquele condenável, que tem como principio o medo, a clausura, a amargura ( e que o apostolo Paulo - que era de Damasco como as boas lâminas - chamava de &lt;em&gt;principium contentionis&lt;/em&gt;). este ciúme não admite a alegria, o consórcio das vidas, anula o amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dionisio em seus nomes divinos fala de um outro ciúme e admite que o próprio Deus também o sinta. A mecanica é mais ou menos assim. Ama-se uma mulher ( o certo é sempre amar uma mulher) exatamente por que ela existe, e deve se aproveitar o iluminado regozijo de sua existencia, e não - em nenhuma hipotese - se sentir dor ou inveja por esta dádiva. O ciume deve ser o &lt;em&gt;motus in amatum , &lt;/em&gt;uma força que te induz a mover-se contra tudo aquilo que prejudica a quem se ama tanto ( mesmo que seja você). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E Deus , pelo menos voce eu queria que soubesse, que eu não penso em outra coisa que não libertar o meu amor do que lhe é perigoso, vil e nefasto. E que depois de passar por toda esta prova gostaria de merecer aqui nesta tua terra maravilhosa e mal frequentada, um tempo de maré cheia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-568302219500053284?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/568302219500053284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=568302219500053284' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/568302219500053284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/568302219500053284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/01/o-primeiro-dia.html' title='O primeiro dia'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-8453015374671867401</id><published>2008-01-01T04:51:00.001-08:00</published><updated>2008-01-01T04:51:55.273-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A frente fria vinda da Argentina provoca ventos de mais de&lt;br /&gt;100 km por hora na Praia de Barra Velha&lt;br /&gt;Eu cogito a possibilidade da minha morte, junto ao fogo de chão&lt;br /&gt;No mesmo instante ela prepara o jantar para seu novo namorado canadense,&lt;br /&gt;que vamos chamar de John&lt;br /&gt;Os dois moram num colorido quarta e sala, num bairro boêmio&lt;br /&gt;de uma pequena cidade perto do Pólo Norte&lt;br /&gt;John ajuda a digestão da massa com vinho&lt;br /&gt;enquanto eu percebo que o os melhores momentos da vida&lt;br /&gt; são as horas felizes dos homens tristes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nosso John não sabe e nem sequer pressente,&lt;br /&gt;com seus equipamentos de ultima geração,&lt;br /&gt;o vinho meia-boca e o amor mal feito, depressa.&lt;br /&gt;é que ela gosta mesmo é de ter as nádegas vergastadas&lt;br /&gt;com rápidos golpes de maçaranduba, a madeira dura&lt;br /&gt;que não quebra e não dá pra envergar&lt;br /&gt;Sente a nostalgia do conhaque, do tapa na cara e&lt;br /&gt;da dor sublime na bunda,&lt;br /&gt;assim como um touro com saudade dos seus cortes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom John veste um cashmere azul claro,&lt;br /&gt;camisa cinza e tem sempre um lenço no bolso da calça&lt;br /&gt;sapatos de sola grossa, estilo irlandês&lt;br /&gt;e meias de lã pretas com bordados azul escuro perto dos tornozelos&lt;br /&gt;Vê-se, de longe, que se trata do tipo inteligente e bem sucedido&lt;br /&gt;Ela se ocupa de morder seu polegar direito,&lt;br /&gt;fino e de formato estranho&lt;br /&gt;Sem curva na primeira articulação&lt;br /&gt;E lembra das sessões de tortura e prazer em&lt;br /&gt;hotéis baratos de cidades venéreas da América do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ventos inclementes, ajudam a espalhar as chamas&lt;br /&gt;Da grande fogueira desvairada, de madeira de lei, a beira do Atlântico&lt;br /&gt;Toda esta madeira não me serve mais, é o que penso&lt;br /&gt;Enquanto eu e o fogo vamos apagando&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-8453015374671867401?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/8453015374671867401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=8453015374671867401' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8453015374671867401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8453015374671867401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2008/01/frente-fria-vinda-da-argentina-provoca.html' title=''/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-3994550012343271029</id><published>2007-12-31T11:24:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T04:44:12.861-08:00</updated><title type='text'>Colarinho Branco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dizem que o velho Ibrahim Sued, no começo da sua carreira, contava apenas com dois ternos e algumas poucas camisas para compor o seu personagem de pequeno escroque bem relacionado que o transformou, alguns anos depois, no jornalista mais bem pago do país. Acontece que este par de ternos recebia um tratamento cuidado no que diz respeito a tinturaria – na noite em que um estava vestindo o “turco” o outro estava sendo devidamente lavado e engomado. Aliando isso a um processo meticuloso de apresentação das camisas – com colarinhos impecáveis, imaculados – e um barbear cubano – o velho Sued não fazia feio nas recepções no Copa, nos cassinos da Urca e Quitandinha e nos saraus de grã-finos.&lt;br /&gt;Procurei adotar um pouco desta técnica no meu período carioca. É certo que os tempos eram outros – sem cassinos – e tudo o mais; e o escroque em que pretendia me tornar deveria ser muito mal relacionado por conta do meu pequeno interesse e grande dificuldade em fazer amigos. Na verdade, não tinha certezas e nem convicções fortes onde me apoiar, estava naquele compasso de espera que geralmente leva a degeneração, vicio, ócio e essas coisas tão condenáveis. Os grandes escritores sempre estiveram apoiados em convicções sólidas (ou no caso de Hemingway nas montanhas nevadas de Sun Valley, no Idaho), e eu já tinha entendido um seguinte recado: o individualismo canibal dos tempos nosso tinha feito ajustes drásticos em nossas vidas.&lt;br /&gt;Antigamente, um homem com uma variedade normal de habilidades podia chegar em uma outra cidade, com uma mão na frente e outra atrás,  e achar um oficio ou um emprego que pagaria suas despesas inescapáveis, dando-lhe ainda chance de aproveitar um pouco com as atrações locais.&lt;br /&gt;Hoje em dia para conversar com alguém, você precisa contratar alguém para falar por você, ter uma série de registros, contatos, indicações, habilidades especificas – além de ser preferencialmente veado ou mulher. Isso tudo é um pouco triste, e vemos multidões se molhando nos pés–sujos, sem ter pra onde ir. Homens fortes e produtivos humilhados e cuspidos para fora do tapete. É mais ou menos isso, mas o que eu queria dizer é que no tocante aos colarinhos – pelo menos - eu pouco ficava devendo ao falecido Sued.&lt;br /&gt;Tudo em razão de uma tática que desenvolvi, no banheiro coletivo deplorável que compartilhava com centenas de desvalidos na pensão mais barata da Glórian, `a Rua Benjamin Constant. Comprei uma daquelas garrafas de água mineral de cinco  litros, que tem o tamanho de um pequeno bujão. Fiz um corte seccional quando começa o ângulo que vai da  parte raiada , onde está o rotulo plástico, até o gargalo. Desta maneira eu tinha um pequeno balde de aproximadamente 4 lts de capacidade , com o interior todo sulcado, como o das taboas de lavar roupa. Era ali que eu esfregava na água fria do chuveiro do fim do corredor, as mangas e os colarinhos das minhas belas camisas tropicais (todas presenteadas por mulheres apaixonadas ou condoídas do meu  molambo, em outros momentos da existência).&lt;br /&gt;O golpe era utilizar dois produtos – que eram sempre vendidos casados e sempre estavam em promoção. Dois tipos de sabão em pó, cada qual responsável por uma função. Não me lembro direito os nomes, mas era bem barato.&lt;br /&gt;Depois pegava as camisas todas botava dentro de um saco de lixo e colocava dentro da mochila. Pegava também uns 4 ou 5 cabides, comprava o jornal ( as vezes o JB, as vezes o Globo, as vezes o Lance) e duas latas de cerveja bem geladas. Toda a preparação custava menos de 10 reais (mesmo valor da diária do quarto sem ventilador). O fim do truque era espalhar as camisas em seus respectivos cabides em espaços bem escolhidos, por mais ensolarados, dos galhos dos sombreros plantados no começo do aterro, ali bem perto da Marina da Glória. Antes de matar as duas latas e de chegar no ultimo caderno do jornal, as roupas estavam secas e impecavelmente limpas e esticadas. O sol do Rio faz isso com as coisas. Dava os últimos goles de cerveja divertido, assim como os moradores daquelas arvores que não escondiam a graça no meu ritual,  as minhas roupas ali “dependuradas qual bandeiras agitadas, parecendo um estranho festival”.&lt;br /&gt;Algumas camisas iam para o armário, eu escolhia a minha guayabera cor-de-rosa e saia de peito aberto pelo velho Rio. Minha ronda acabava geralmente na região da Cinelândia. Ficava ali, perto do teatro Rival, vendo os caras que iam mostrar seus sambas no bar Carlitos na esperança que o Zeca Pagodinho incluísse algum em seu próximo disco. Eu ali, meio de bobeira, meio sem ter pra onde ir e fazendo render um chope o máximo de tempo. Me sentia porém, inegavelmente mais confiante. Como um Ibrahim Sued do sul, eu tinha sempre o colarinho mais limpo da praça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-3994550012343271029?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/3994550012343271029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=3994550012343271029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3994550012343271029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3994550012343271029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/12/colarinho-branco.html' title='Colarinho Branco'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-4383061466145009514</id><published>2007-12-06T02:46:00.000-08:00</published><updated>2007-12-06T02:47:07.876-08:00</updated><title type='text'>Feijoada na Mansão S</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O feijão e as carnes já iam pro molho na sexta. A casa ficava ali-um pouco pra baixo do topo do antigo Morro do Querosene. Região da caixa d’água, perto do Armazém do Nico. Ali no Nico, entre mézinho e fezinhas o André ( tinha acertado o 319 , a centena fatal das 18 horas) calculava o barulho que, no dia seguinte, haveria no chateau.&lt;br /&gt;Outra preocupação de véspera era com as cachaças. Tinha uma branquinha de Minas ( especialmente descaminhada do bar do “seo” Sérgio). Esta era pra tomar minuto antes de encher o prato. Tinha uma amarelinha( “quase um licor” segundo suas contas), rebatedora por excelência. Sem falar daquela pendurada em metro na parede. Aquela “pega-trouxa” dum alambique de Antonina. Perigosíssima.  Perdia apenas para os solventes e as colas na oficina instalada na garagem ( difícil pagode onde nego não passasse a mão no thinner).&lt;br /&gt;Quem sabia das coisas- como eu – já ia chegando cedo. Para abrir  ao lado do dono, os trabalhos. Cerveja preta, é claro. E provar o primeiro corte estratégico da famosa caipirinha sem açúcar. O Nico que não podia comparecer mandava um guaco ou um maracujá no seu lugar. E sempre havia um tremocinho ou uma azeitona.&lt;br /&gt;Mesmo diante do cenário ( notadamente favorável) o nosso anfitrião André Luis transparecia desconforto . È que pelos seus cálculos as duas caixas de Brahma Extra pareciam insuficientes. O ritmo que a coisa prometia pegar logo exigiria uma constrangedora vaquinha do “comprar-mais”. Foi o altivo Luis E quem trouxe as boas novas:&lt;br /&gt;_ Tem mais lá na geladeira de dentro...&lt;br /&gt;E de fato, como se verificou, na cozinha haviam muitas latas sabiamente espalhadas, escondidas – pequenos tesouros para prospecção futura. A voz do Luis E, trazia de volta a serenidade ao ambiente:&lt;br /&gt;_ Os caras vão trazer umas outras...&lt;br /&gt;André, um pouco mais tranqüilo, comandou a solenidade de abertura. Os convivas começaram a aportar. Eram recebidos com a proverbial classe por Dona Ziloá, que esbanjava simpatia e presença de espírito deixando todo mundo a vontade:&lt;br /&gt;_ Essa não é a mesma menina que você trouxe da outra vez, né?&lt;br /&gt;Enquanto isso o bacurinho nadava na fervura preta. Uma feijoada completa com as orelhas, o rabo e tudo em cima.As laranjas colhidas horas antes na feira, com todo cuidado. A couve mineira da produção particular. De resto tudo preparado, cortado, azeitado. Toda uma antologia de pimentas – do reino, de cheiro, malagueta e uma especialmente braba – a “te direi quem és”. Contam que ela foi trazida, numa arriscada operação, do sertão da Paraíba:&lt;br /&gt;_ è pimenta com mijo de bode. Essa é boa... esclarecia “seo” Sergio que já se instalava no quintal.&lt;br /&gt;A coisa fluia mansa , do mesmo jeito que as meninas perdem a virgindade – naturalmente. A moçada ia chegado. O grande caio Maré Vermelha e sua cuíca inseparável. Luis Gustavo trazendo novidade da índia e do rio de janeiro. O betão apareceu com uma mulher “diferente” vamos dizer. Tinha metade do rosto derretido, mas até que dava um caldo – apesar de aum pouco acima das medidas Me chamou num canto pra explicar:&lt;br /&gt;_ sabe como é, nesse negócio de mulher eu sou um Osmar santos. Ripa na chulipa e pimba na gorduchina...&lt;br /&gt;. O Marcelinho apareceu com um garotão de uns treze anos:&lt;br /&gt;_ É meu filho, fiquei sabendo esta semana. Ó aí rapaziada, e olhando pro moleque, como é o teu nome mesmo?&lt;br /&gt;Muita sensação causou a chegada do Douglinhas, sempre acompanhado das gêmeas percussionistas. Ele já chegou pedindo para usar o toalete. Muitas pessoas e mulheres que ninguém conhecia, um sol de abril daqueles,  e aos poucos os instrumentos foram sendo apresentados. “Seo” Sergio de passagem pelo fogão, levantou a tampa  e fez a observação mordaz:&lt;br /&gt;_ Parece a piscina da casa do Mussum...&lt;br /&gt;            Aqui e ali se ouviam gargalhadas, anedotas, pequenas discussões e mentiras delirantes. Todos falando ao mesmo tempo e os canecos de caipirinha light corendo de mão em mão. A namorada do betão pediu um espelho e um “paninho”, o jardineiro Luis pediu a palavra:&lt;br /&gt;_ Eu só queria dizer o carismo que eu tenho com todos voc~es e tal ...&lt;br /&gt;Foi muito aplaudido. Logo o imortal Paulo Clementina pediu um Lá maior, no que foi atendido. Douglas , já de volta ordenava _ da aqui este violão...&lt;br /&gt;O nosso André Luis cofiava os bigodes e refazia os cálculos: “hoje o negoço vai longe”. Mais um sábado tranqüilo no Morro do querosene.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-4383061466145009514?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/4383061466145009514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=4383061466145009514' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/4383061466145009514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/4383061466145009514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/12/feijoada-na-manso-s.html' title='Feijoada na Mansão S'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-6857040115473743685</id><published>2007-12-06T02:45:00.000-08:00</published><updated>2007-12-06T02:46:15.681-08:00</updated><title type='text'>Cadernos do Rio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Rio de Janeiro  22/01/06&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícia corrente no país. A tarde de ontem teria sido a mais quente dos últimos anos. Não concordo e para tanto apresento meus motivos - em primeiro lugar porque não a enfrentei. Depois, por ter enfrentado uma outra alguns dias atrás que jamais será batida (talvez daqui a 40 anos, aquecimento global e aquela coisa toda).&lt;br /&gt;O dia mais quente da era cristã tive a oportunidade de passá-lo, todo , em Madureira. O termômetro perto da estação apontava 42 Celsius. Quarenta e dois de bafo de asfalto, com as vans, os trens e os camelos emparedados pela Serrinha. Fui ao estádio Conselheiro Galvão, um velho sonho. Neste período carioca vou conhecer todos os estádios suburbanos. Se nada mais der certo já terá valido a pena. O do Madureira é uma beleza. Hoje a noite vão reabrir o Maracanã. Amanhã estaremos lá, fazendo história. Ficar na torcida do Vasco. Não tem como torcer contra o Romário. Outra hora eu escrevo sobre o fim da geral. O fim do homem do povo.&lt;br /&gt;            Não enfrentei a tal tarde quente pelo velho motivo. Ando tomando os maiores porres. Realmente grandes. Quando eu engato a beber, puxo no mínimo 2 dias seguidos. E não tenho mais ressaca. Fico doente, perto da morte. Espumando um vomito melado. Dores e umas contrações na barriga que às vezes me derrubam prostrado. Uma tosse estranha, muita dor de cabeça e confusão mental – e melancolia e desidratação. Este é o quadro. Não sei se eu agüento mais uns dois dias desses. As coisa precisavam acontecer de uma vez 9 trabalhar, estudar e jogar bola todo o dia – o que mais eu poderia querer?)  Talvez uma geladeira e um toca-discos. Faz anos que eu não tenho um.&lt;br /&gt;Porres são porres. Obedecem a certo ritmo. E alguns rituais. Estou na fase da indiferença. Beber sem ligar para mais nada, nem para o entorno, nem para os personagens. O role do pessimista festivo, que acha tudo uma merda e manda se foder e fica depois cantando sozinho. No fundo, eu sei, eu sempre pago o preço. Tou pagando faz uns dez anos.&lt;br /&gt;            O Matias também ficou convalescente. Ele também bebe pesado e é um grande amigo. Ta me dando um abrigo nestes dias. Fiquei a deriva no sofá-cama. No outro sofá o cara gemendo de ressaca. Fazendo o zapping , com seu mau gosto alemão. Meio vivo meio morto, suando a cara enterrada no travesseiro – ouvi o dia passar na televisão; Alf, depois a Sandra Bullock, Luciano Huck, o campeonato italiano, Jornal da band, novela das sete. Vê se não é parecido com morrer isso? Fiquei sem voz, nenhuma voz. Engraçado. Quando a noite veio chegando comecei a lembrar das confusões todas. Puta, ontem ( ou foi anteontem?) eu arrumei várias confusões com porteiros, vizinhos, vendedores de bagulho e os bêbados. Não dá pra lembrar direito, mas teve altercação pra todo lado...&lt;br /&gt;            Que bom que a noite chegou. Arrastei o Matze e Sra para ver a peça de teatro do Fausto Fawcett. Noite linda de vento em Botafogo. Lua minguante. Um teatro bom pra caralho, como tudo o que o cara faz. Sexo e violência em Copacabana, nomes de mulher, os delírios com o futuro e as louras. As melhores louras da paróquia, como sempre.&lt;br /&gt;            E o Teatro também cheio de mulheres lindas. As verdadeiras beldades do Ri0o. Não são as mulatas cachorronas. São essas meninas de vestido florido, queimadasdo sol do meu pais, de cabelo diferente, com sandálias hipongas e que andam com s barbudinhos. Ou com as lesbiquinhas. Tão sempre ali nas cenas culturais “alternativas  “ (bleargh). O grande Xico Sá já as chamou de “marias baixo-orçamento”. Um cara mais descuidado se apaixona na hora.  Páreo duro com as louras do FF. Aquela Isabela Garcia tava lá. Baixinha, Ela tem uma cara boa, redonda. Eu quase fui cumprimentá-la, por algumas boas “homengens” nos bons tempos. Sorte que eu tava sem voz.&lt;br /&gt;            Ir ao teatro, a meia noite, me fez um puta bem. Melhorou mais, andar em Ipanema rindo com meu amigo. Melhorou muito mais no Irish Pub. Encarei um par de pints de Guinness. Me devolveu a essência, a dignidade – a minha melhor parte. Me fez me sentir do meu lado de novo. O Irish é ali na praça, onde era o jangadeiros. Tem uma vibração boa ali. Um cemitério índio de boa boemia.&lt;br /&gt;            Mamando uma stout e vendo o mundial de sk8 na tela. Tou pensando em ir assistir a final, daqui há pouco na lagoa. Depois um pouco do mar que quando quebra é nbonito e o Maracá. É por aí. Voltar para os eixos.&lt;br /&gt;Lá pelas tantas veio uma louca sentar no meu lado. Meio preta, meio índia ( niquimba a gente chama em Curitiba). Ela passou a mão na minha bunda e veio me cantar em “esporranto” , que é a linguados gineteiros de gringo aqui do Rio. Eu tenho esta pinta de gringo. O americabno nos trópicos de desenho animado.&lt;br /&gt;            Tivemos uma boa conversa. Ela me explicou que é casada com um australiano. E tem o costume, ( um hobby como ela disse) córnea-lo o máximo possível. Ela me disse que dá, de pé, todo o dia no banheiro deste bar, além de outros pontos da zona sul. Ela diz que ama o marido, mas é este esporte que matem salvo o casamento. Achei interessante.&lt;br /&gt;            Ela ficou intimando e você sempre dá aquela cogitada, né?Logo desisti. Ia dar muita mão de obra, um trabalhão. E além disso, tem outras coisas. Tenho pensado muito em J. Fico aqui, sozinho na beira do caminho e pensando. Bons pensamentos , muito virtuosos. Sei que isso não é bom pra mim.É o mau passo, que me tira pra sempre da jogada. Sei de todo isso. O caso é que é inevitável. Como é mesmo que o professor Schiamberg chama estes casos?&lt;br /&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-6857040115473743685?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/6857040115473743685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=6857040115473743685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6857040115473743685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6857040115473743685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/12/cadernos-do-rio.html' title='Cadernos do Rio'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-8943466919143477358</id><published>2007-11-23T18:40:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T09:21:21.764-08:00</updated><title type='text'>A Fidalguia dos Salões</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R0eQjikCbqI/AAAAAAAAAFU/N87LuFXeoT8/s1600-h/Imagem+004.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136232840287121058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R0eQjikCbqI/AAAAAAAAAFU/N87LuFXeoT8/s400/Imagem+004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os mais antigos costumam se ofender com a idéia de um jogo de sinuca, olímpico, onde o ideal seja a brincadeira, o passatempo e a competição gratuita:&lt;br /&gt;_ Leite de pato, não dá. Sinuca é grana. Grana na caçapa, explica o oficial reformadoda marinha mercante, Dermival de Moraes ( também conhecido como Bigode).&lt;br /&gt;Mais do que um esporte ou uma atividade capadócia a sinuca é uma cultura. Um espaço de nostalgia, histórias e pequenos e bons negócios, mesmo que o jogo de azar ainda seja considerado uma contravenção penal.&lt;br /&gt;Por que “ esta história de jogar por brincadeira” é para amadores. Como toda a atividade que tem passado – o jogo foi criado nos salões dos palácios da nobreza britânica, século XVII – a sinuca tem suas referencia, seus ídolos, seus heróis.&lt;br /&gt;Nos salões, pelo Brasil afora, o mais lembrado é Carne-Frita, de quem Bigode diz ter testemunhado o apogeu:&lt;br /&gt;_ Era um bailarino, um verdadeiro artista. Transformava as partidas em espetáculos e era capaz de jogar por dias...&lt;br /&gt;Vários outros nomes são lembrados. Uma partida de bilhar não pode ser disputada apenas pela solidão dos dois parceiros. È imperativo que se reúnam circunstantes, candidatos a próxima mão, curiosos e batedores de carteira que precisam sair de circulação por alguns minutos. A este circulo a tradição dá o nome de curriola.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R0eTTykCbtI/AAAAAAAAAFs/B_t9XUaJUkM/s1600-h/Imagem+007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136235868239064786" style="CURSOR: hand" height="300" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R0eTTykCbtI/AAAAAAAAAFs/B_t9XUaJUkM/s400/Imagem+007.jpg" width="463" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A insustentável leveza da curriola&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem ela o cenário não ficaria completo. Bigode passa giz no taco e arrisca uma elaborada metáfora:&lt;br /&gt;_ É como na vida, quem não ta jogando, ta é na curriola...&lt;br /&gt;Mandam os bons costumes que quando algum jogador leva uma bolada , seja depositada uma “estia” (geralmente 10%) para alegria da curriola. Algumas poucas cervejas. Mesmo por que os mestres, como o velho Carne e o saudoso Lincoln (dizem que levava mingau numa garrafa térmica aos salões, sofria de uma inclemente ulcera ), não bebiam.&lt;br /&gt;Apesar da origem nobre, a sinuca no Brasil, assumiu uma outra linhagem. Ela sintetiza a fauna urbana da nossa malandragem – no melhor sentido da palavra. No democrático espaço do pano verde se reúnem marinheiros aposentados, solitários, jogadores compulsivos, estudantes, gigolôs, alcoólatras. Gente que tenta esquecer o passado. Ou aliviar-se das agruras do presente. Ou, ainda, descolar “algum” pro futuro próximo. O grande desafiante é o destino. Num jogo baseado em física, geometria , malicia e imponderável todo o dia o destino dá o golpe dos vinte em alguém. Mesmo com o taco mais fraco, a sinuca de bico, o dinheiro suando na caçapa do meio , o baile da vida segue no salão. Afinal conclui, enquanto afia o bigode, o filosófico Dermival:&lt;br /&gt;_ O efeito foi feito pra gente tentar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fotos - Thais Glow&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-8943466919143477358?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/8943466919143477358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=8943466919143477358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8943466919143477358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8943466919143477358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/11/fidalguia-dos-sales.html' title='A Fidalguia dos Salões'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/R0eQjikCbqI/AAAAAAAAAFU/N87LuFXeoT8/s72-c/Imagem+004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-391477707247381695</id><published>2007-11-23T07:44:00.000-08:00</published><updated>2007-11-24T12:46:59.891-08:00</updated><title type='text'>DOIS ENTERROS BRASILEIROS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Convidado a escrever um ensaio pensando o Brasil dos 500 anos (ao lado de outras proeminentes cabeças da nação) o jornalista Ziraldo lembrou de uma história que, para ele, particularmente ilustrativa. A policia de Roma resolveu diminuir a tolerância aos travestis estrangeiros que durante décadas escolheram a ‘cidade eterna’ para desfilar seu “&lt;em&gt;trottoir&lt;/em&gt;’. As autoridades romanas botaram pra quebrar, prendendo e devolvendo ao país de origem os rapazes tailandeses, colombianos, espanhóis, etc. E, em maioria, brasileiros - cotadíssimos naquele mercado. O que espantou a policia italiana e chamou a atenção de Ziraldo, foi a reação dos brasileiros à iminente deportação. Não com a triste e resignada vergonha dos outros. Mas com piadas ameaçadoras, de que voltariam “ repaginadas” enquanto riam debochadamente dos c&lt;em&gt;arabinnieri&lt;/em&gt;. O infalível cartunista acabou por concluir que somos, no fundo , um povo infantil.&lt;br /&gt;Quando no mesmo ano 2000 o jovem Sandro Nascimento resolveu se tornar o capitão da embarcação Centro – Gávea (por nós tantas vezes usada linha 174 – pavão no jogo do bicho) dá pra dizer que ele estava tomando parte na eterna brincadeira de policia e ladrão - em que ele já nasceu escalado segundo time. Desde o momento em que ele deu a voz de assalto (transformado em quixotesco seqüestro) até a hora em que decidiu (depois que a TV tornou o fato, espetáculo* e o Estado interveio de maneira vingativa) que não ia mais brincar, acompanhamos a atuação de uma trágica criança.&lt;br /&gt;O filme Ônibus 174 mostra como ela cresceu no infernal infantilidade da sociedade brasileira. Criança que já nasceu marcada (órfã, bisneto de escravos, nascida no gueto), que viu a mãe ser barbaramente assassinada e foi largado no mundo Sobreviveu, por um diabólico milagre, ao famoso massacre da Candelária** , ao lado dos pequenos inimigos do povo. Criança que se formou com sevicias, privações e torturas nas casas de correção de menores medievais onde encaixotamos as sementes do mal.&lt;br /&gt;O que eu quero dizer (acacianamente, como uma pedagoga de colégio publico) e o que o filme tão bem consegue mostrar, é que a história de Sandro Nascimento não justifica sua violência. Mas explica. O sociólogo (“arroz de festa” quando o assunto é violência urbana) Luiz Eduardo Soares disse que a policia terminou no camburão o que começou na Candelária. Sandro prometeu que ia “matar geral”, mas não matou ninguém. O Estado matou Sandro por vingança e matou a refém por ineficiência aparvalhada.&lt;br /&gt;Inépcia escancarada no documentário. A omissão covarde do Governador (estaria fazendo suas preces falsas? ***), a pusilanimidade do comando da polícia, o “ heroísmo” imbecil e despreparado do policial que atirou na refém e a torpe vingança do Major que estrangulou Sandro. Dia desses, este mesmo Major, em palestra para jovens aspirantes a policiais, ironizou o episódio do assassinato. Foi aplaudido pelos colegas, absolvido pela opinião pública em pesquisas na internet. De seu comandante mereceu leve reprimenda ( “o major foi infeliz”).&lt;br /&gt;Policiais supostamente qualificados e mais humanos, comentando criticamente a ação dos policias no documentário, afirmaram que um atirador de elite bem preparado e uma ordem na hora certa teriam “resolvido” o problema. Esta é uma pergunta interessante Um atirador de elite teria evitado o Holocausto? E mais, hoje em dia, o que um bom atirador e uma ordem na hora certa poderiam fazer pelo bem da humanidade? Quem seria hoje um bom alvo?&lt;br /&gt;Passados já sete anos (da conta dos mentirosos) o mesmo diretor Ônibus 174 de revisita a “guerra particular”, a brincadeira de policia e ladrão no Brasil. Na época do documentário Padilha (este é o nome do homem) foi acusado de profanador, defensor da violência, inimigo do Estado. Hoje ele é o fascista, o edulcurador da violência oficial e um forte candidato ao primeiro Oscar nacional. A realidade da guerra no país é que não mudou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem vai mudar com os filmes de Padilha, com as operações de nome espirituoso da Policia Federal. Não mudou com a ascensão da esquerda ao poder oficial, nem vai mudar com o ultimo relatório da ONU ( descobriram a violência no Brasil e a sua ligação com os problemas sociais). Pois faz parte da nossa eterna infância em berço esplendido. Em Brasília se brinca de passa anel-de-bacharel e de casamento atrás da porta-do-voto-secreto - entre outras danças e quadrilhas. Nossa “mídia” promove a dança das cadeiras dos famosos no gelo. A justiça capricha o esconde-esconde e, em noites de lua, o clássico “gato mia”. E assim o pega-ladrão fica cada vez mais animado.&lt;br /&gt;Os dois filmes, juntos, mostram muito mais do que a desesperadoramente triste realidade brasileira. Mostram, a cada um e a todos nós, de que lado estamos. De que lado está o poder; o público, o de quem tem o dinheiro, o de quem tem os meios de informação. De que lado está a opinião pública (seja refletida no “Ô da poltrona” que ri das torturas, aplaude e não consegue parar de cantar o rap , seja em nós mesmos, nas ruas – com medo e gritando lincha). Quem são os inimigos desta ordem e quem está do lado deles.&lt;br /&gt;A grande diferença do documentário para a ficção me parece a potencial qualidade dos funerais, que os filmes não mostram. Enquanto o funeral ficcional do Baiano ficou prejudicado pela ação do BOPE (e prometia ser o mais animado com a presença da comunidade, saraivadas de balas , uísque com cerveja e outras milongas mais) o funeral real de Sandro Nascimento tinha tudo para ser mais apresentável, levando-se em conta a preservação do cadáver. Pena que ninguém foi ver o miserável enterro de sua ultima quimera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Diálogo imaginário entre o diretor de jornalismo da Globo e um assessor, comentando o sucesso da atração da tarde durante um chopinho no bar “A montanha dos Sete Abutres”:&lt;br /&gt;_ Pena que demorou muito, tive que tirar a Malhação, que tava dando pico de quarenta esta semana. E aquele final, não sei não. Não ficou legal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Dizem que o cantor e ator Seo Jorge – a cara mais cool da cultura brasileira no mundo – também freqüentava as marquises da Candelária. Hoje ele trabalha em Hollywood, se apresenta a maior parte do ano na Europa e aderiu ao Cansei. O futuro já chegou. Sandro também teve seu filme, seu estrelato, seus minutos de fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** No mesmo ano 2000, uma arquibancada superlotada cedeu ferindo centenas de pessoas , no estádio São Januário, no Rio de janeiro, durante a final do campeonato brasileiro de futebol entre Vasco e São Caetano. Criou-se um impasse sobre a realização ou não do jogo. O comando da Policia alegava que só poderia liberar o prosseguimento da partida mediante expressa autorização do então governador Anthony Garotinho. Diante da demora da decisão oficial o presidente do Vasco, Eurico Miranda ( eterno vilão do futebol brasileiro) saiu-se com essa:&lt;br /&gt;_ O Governador está ocupado. Ele deve estar fazendo as suas preces falsas pra Jesus...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-391477707247381695?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/391477707247381695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=391477707247381695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/391477707247381695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/391477707247381695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/11/dois-enterros-brasileiros.html' title='DOIS ENTERROS BRASILEIROS'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-6655119364944850879</id><published>2007-11-17T09:25:00.000-08:00</published><updated>2007-11-17T12:54:16.459-08:00</updated><title type='text'>Um pouco do Pasquim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Durante as duas décadas em que a Ditadura Militar floresceu, cresceu, recrudesceu e caiu de podre, nasceram e morreram cerca de 150 periódicos que tinham em comum a inegociável oposição ao regime estabelecido. Oposição intransigente em nível ideológico, estético, editorial. A história costuma chamar estes periódicos de imprensa "alternativa" ou de “imprensa nanica” (termo pejorativamente cunhado pela propaganda oficial do regime que remetia ao tamanho dos pequenos e virulentos tablóides que rebentaram, aqui e ali, no Brasil deste período).&lt;br /&gt;A pequenez atribuída à estes jornais não é considerada pela história quando olhamos, criticamente, o período em retrospectiva. A imprensa alternativa representou um contraste violento contra a  corrupta complacência da "grande imprensa" com os militares e seus áulicos. Representou uma ilha de humanidade, independência e bom humor em meio à uma época tão gris e de mau gosto. Representou ainda, um canal de conexão do Brasil com as inúmeras mudanças sociais, comportamentais e culturais que agitaram o cenário mundial na época. Não fossem nossos “ nanicos” não saberíamos dos movimentos feministas no mundo inteiro, dos movimentos sociais, os Panteras-Negras , do Flower power” que não “aconteciam” nos velhos jornalões - alguns comprometidos até os ossos com o regime e com seus mantenedores. Outros que começaram a ensaiar uma oposição “chapa-branca’ quando o calo apertou no começo dos anos 70.&lt;br /&gt;O discurso triunfalista do período do milagre, brado retumbante da propaganda oficial ( e que encontrou nas Organizações Globo, seu braço forte) seria uníssono não fosse a oposição ( até certo ponto ingenuamente utópica por vezes debochada ) da imprensa alternativa.&lt;br /&gt;Segundo Bernardo Kucinski a imprensa alternativa surgiu “ do desejo das esquerdas de protagonizar as transformações que propunham e a busca, por jornalistas e intelectuais de espaços alternativos à grande imprensa e a universidade”. Esta definição é importante para que percebamos que a massa de periódicos da imprensa nanica não compunha um grupo uniforme e homogêneo. Existiam publicações que eram verdadeiros canais de expressão de organizações políticas e partidárias como o Opinião e o Movimento, ligados ao Partido Comunista e a aparelhos da extrema esquerda . Existiam os compostos por jornalistas e pensadores libertários que tentavam cavar um espaço que lhes era negado na grande imprensa. Neste caso o grande exemplo foi o Pasquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir destes dois veios fundamentais surgiram mais de uma centena de periódicos - que, de uma maneira ou de outra, sacudiaram a poeira da ditadura – e procuravam enveredar por um terreno particular (ecologia, contracultura...) sem que se perdesse o ideário principal, qual seja: a oposição intransigente e a afirmação da necessidade de mudança do regime político.&lt;br /&gt;Capitulo à parte neste período, O Pasquim foi o maior símbolo da resistência da imprensa neste período conseguindo cair no gosto popular e entrar para a história como a mais importante publicação alternativa do país. Nascido na fase de incubação do AI-5, (primeiro semestre de 69) o pasquim desde pronto já provocou espécie na estrutura da mídia brasileira – um jornal sem patrões, em que os colaboradores pudessem escrever o que quisessem. Parecia até uma piada (um tanto sinistra como afirma Ruy Castro) pois na época de seu lançamento já havia censura à imprensa e algum dos colaboradores já havia sido presa ( como Ziraldo e Paulo Francis). Falando em piada o genial cartunista Jaguar (um dos fundadores oficiais do jornal, ao lado de Sergio Cabral e Tarso de Castro e Claudius) antecipou o provável comentário depreciativo que o regime faria da publicação e acolheu o nome de O pasquim.&lt;br /&gt;No primeiro número (de 26 de julho de 69) um editorial de Millor Fernades _ que havia experimentado experiência semelhante com o seu Pif-Paf_ deixava clara a linha do jornal: se ele fosse independente o quanto pretendia seria fechado, se não fosse fechado era porque não conseguira a independência sonhada.&lt;br /&gt;O Paquim sobreviveu ao período mais duro do AI-5 por que , segundo Ruy Castro era difderente do que todo mundo esperava. Os milicos, que não tolerariam uma oposição política explicita, custaram a perceber que o deboche na área dos costumes e da cultura o tornava ainda mais subversivo”&lt;br /&gt;Era o que diferia o Pasquim de, por exemplo, um Opinião. Era um jornal de esquerda, mas não ligado organicamente ao partidão. Estava mais para a famosa esquerda “festiva” de Ipanema. No primeiro momento a redação do pasquim era uma plêiade de talentos da inteligência brasileira. Colaboravam, alem dos diretores, Millor, Ziraldo, Francis, Fortuna, Henfil, Ivan Lessa, Luiz Carlos Maciel entre outros. Além das colunas permanentes dos dois mais importantes artistas da terra, Chico e Caetano, naquele momento, exilados em Roam e Londres, respectivamente.&lt;br /&gt;Entre as mudanças mais marcantes que O pasquim trouxe uma era a colquiedade do texto (que parecia “falado” e não escrito) e da arrojada direção de arte (a cargo de Carlos Prósperi) que permitia que o Olimpo dos cartunistas brasileiros deitasse e rolasse. Sem falar das consagradas entrevistas, de microfone e garrafa aberta, que virou a marca do jornal.&lt;br /&gt;A circulação do jornal decuplicou dos iniciais 14 mil até 140 nos números 22 e 23. A partir do numero 39 o jornal ficou sob censura que culminou com a prisão, em novembro de 1970 de nove de seus membros ( epa!!!). A aura revolucionaria do martírio deu ao jornal popularidade ainda maior. No período da prisão dos principais redatores o jornal funcionou sob a batuta de Millor Fernades , ladeado por Henfil e Martha Alencar. O jornal dizia que os presos políticos estavam “gripados” e por isso não escreveriam nas próximas edições.&lt;br /&gt;Até 1975 (quando o sonho acabou ????) , aproximadamente , O pasquim foi a publicação ponta de lança da imprensa alternativa nacional. Outras publicações além das já citadas, marcaram o período desde o Sol até o Nanico, emblematicamente o ultimo dos jornais de oposição ao regime já no período intenso da abertura. A importância da imprensa alternativa é lapidar para história do jornalismo no Brasil. Seja como uma das ultimas manifestações da utopia libertaria, seja revelando e consagrando grandes nomes do jornalismo, seja servindo de voz dissonante da cantilena militar. Com o fim do regime militar os nanicos perderam o sentido e a resistência se dispersou na política ou em órgãos e publicações consoantes ao período de mudança democrática.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-6655119364944850879?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/6655119364944850879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=6655119364944850879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6655119364944850879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6655119364944850879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/11/um-pouco-do-pasquim.html' title='Um pouco do Pasquim'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-3416205488182968889</id><published>2007-11-09T09:26:00.000-08:00</published><updated>2007-11-09T09:27:16.457-08:00</updated><title type='text'>O Pato Macho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não me perguntaram, mas eu vou falar duas palavras (no Brasil duas palavras são duas mil) sobre o filme do momento. Momento que, talvez, já tenha passado - como ocorre com as piadas que ficam cada vez menos engraçadas com a repetição. Assim como a morte da princesa Diana foi o auge da espetacularização da cobertura jornalística, o corsário lançamento de Tropa de Elite deflagrou a mais intensa pinimba político-filosófico da história de nossos botecos (onde mora o calix bento) e da internet (onde reinam os chatos abstêmios). Fico imaginando como Nelson Rodrigues olharia para a internet. Ele tão preocupado com a proliferação da voz e da vez dos idiotas em seu tempo, “nos bons tempos o idiota era o pobre diabo, ciente da sua condição e andava pelos cantos sem dar um pio...” (cabe o alerta de  que este texto está prenhe de citações, todas feitas com a gasta e pouco confiável memória). Qualquer idiota pode falar e escrever pelos cotovelos, sobre qualquer assunto de que não saiba nada e pode ter a pretensão de ser levado a sério, e o pior: se levar a sério. Mais ou menos o que estou fazendo agora.&lt;br /&gt;Isto Posto, devo dizer que sobrou muito pouco suco para espremer. O gênio exilado de Ivan Lessa não entendeu a reação exagerada dos que fumaram um baseadinho e foram ver o filme. Sentiu falta das “vísceras expostas e do garrote vil e outras formas de torta a que estamos acostumados vendo os filmes americanos”. Diogo Mainardi, por sua vez, propôs a raspagem das sobrancelhas do protagonista. Numa teoria canalhamente irônica associa a canastrice de nossos atores à dos nossos políticos. O povo, domesticado por uma, aceita melhor a outra. Boa teoria que, todavia, não se aplica ao filme, pois o protagonista é muito bom ator. E no mais uma cachoeira de opiniões, artigos, entrevistas que acabaram por criar blocos bem definidos e antagônicos – como as torcidas da Marlene e da Emilinha Borba nos bons tempos. Pra ficarmos só em dois grupos, bem identificáveis, temos de um lado os lucianohuquistas –que estão cansados e querem um capitão nascimento em cada esquina para proteger a prataria. (Me ocorreu agora um conselho ao apresentador: Porque você “não vai de táxi, ce sabe” da outra vez ?). Do outro os intelectuais de esquerda – linha Butantã USP-  além de toda a esquerda festiva- banda larga espalhada pelo país , que viram golpe, fascismo, apologia a violência e mensagem política de extrema direita e de limpeza social na película. Ora, um filme é um filme. Assim como “uma rosa é uma rosa é uma rosa ....”&lt;br /&gt;Deixo claro que como um espectador médio, gostei de assistir o filme. Da edição ágil, do bom roteiro e da bela fotografia do lado escuro do Rio – cidade onde morei por um importante período. Desta experiência restou um sentimento que me faz concordar com os que viram uma glamourização da tropa. O BOPE, que eu me lembre, era muito mais truculento e menos eficiente do que o apresentado. Parece-me que o melhor retrato audiovisual de sua atuação sejam mesmo a trágica trapalhada no seqüestro do ônibus 174(outro filme do diretor Padilha) e a angustia do capitão Pimentel ( que inspirou o papel do capitão Nascimento)  no clássico documentário Noticias de uma Guerra Particular. Digo, porém, que nada tenho contra o recurso dramático (no sentido teatral) da utilização ficcional do ponto de vista da policia. Um filme é um filme. O fato de este ter aberto um espaço para saudáveis (e enfadonhas) discussões trouxe a tona - somadas e divididas as opiniões, noves fora – um farto pedaço da nossa tragédia (a brasileira).  De repente me vi envolvido pela angustiante depressão dos meus tempos de juventude. Tempos em que freqüentava os bancos da faculdade de Direito e trabalhava na Penitenciária Central do Estado. As penitenciárias, para quem não sabe, são aquelas masmorras medievais, que servem de tapete para a sociedade civil . Para debaizxo deste se varre o lixo humano que esta fora do “mundo corporativo” ( não é Max Gehringuer?), através de processo inquisitoriais. Para isso usa um processo de seletização do inimigo, criado pela legislação republicana, difundido e manipulado pelos donos da informação e que tem como braço armado o Sistema Penal. Sistema que escolheu como inimigo publico nº. 1(é o mesmo até hoje, mas a coisa sempre pode mudar...) “o bisneto de escravo entre 16 e 26 anos, que vive em favelas, não sabe ler, consome drogas ou vive delas, é arrogante agressivo e não mostra sinais de resignação”. São eles que querem  nos matar e nos roubar e para combate-los estão aí o Bope, a Companhia Brasileira do Cartucho, as milícias de segurança privada e o Poder Judiciário.&lt;br /&gt;Eu era um dos funcionários desta estrutura até que um dia, na hora do cafezinho, tive uma sincope delirante. Sai pela porta da frente sem olhar para trás e nunca mais voltei. Comigo iam apenas os proverbiais pequenos diabos da consciência nos desenhos animados, cada qual em seu respectivo ombro. Caminhei de Piraquara até Santa Felicidade. No começo o diabinho da direita pediu a palavra:&lt;br /&gt;_ “Ondas de desilusão. Não haverá mudança social. A fé é a crença ingênua na ocorrência do improvável. Algo Funciona?  Nada funciona O progresso, a tecnologia e a tolerância zero irão nos catapultar para um mundo melhor”...&lt;br /&gt;                    Como percebendo a minha loucura crescente ele continuava: ... “ devemos para de tentar contestar o Sistema. O capitalismo é o grande canal totalitário que subjuga tudo que o toca e se alimenta desta rebelião. Qualquer forma de combate é absorvida e vendida aos ex-rebeldes em quatro vezes no cartão... A revolta faz parte da lógica interna que faz a roda girar , sempre para o mesmo lado. O capitalismo é o fim da história”&lt;br /&gt;                    Fukuyama foi demais para o diabo da esquerda, que até então estava quieto, estava tomando cerveja. Ele começou a expor;  “_O  contrato social com o Estado, o monopólio da violência são uma  grande farsa . Eles usam a a linguagem da punição, do castigo – que as pessoas entendem desde criança – quando na verdade eles promovem promove é uma vingança. Vingança (que Nietzche dizia ser um sentimento que herdamos da alma das tarântulas) como instrumento de seleção social”.&lt;br /&gt;                    Depois de um grande gole o pequeno cão, de camisa vermelha, continuou:&lt;br /&gt;_ existe um grupo reduzido, que vive confortavelmente e adota a aparência de princípios sociais ( como igualdade, liberdade e justiça) que nunca se confirmam na realidade. Como este grupo finge que não vê o que acontece com o resto das pessoas, do planeta? Eles imaginam que estão fazendo a sua parte, compondo o “nosso velho quadro social”. Ah, então tá bom... Quando todos acreditam que estão realizando (enfrentado a crise com uma propininha aqui, uma sonegaçãozinha ali, mas no mais dentro da lei) e mesmo assim o resultado é uma realidade caótica, injusta e genocida só posso lembrar da indagação do Dr. Freud: _...e quem nos salvará da bondade dos bons?”.   E tem mais uma, o Brasil não planta coca.  Os comandos das favelas não tem navio ou helicóptero. Quem traz essa parada para cá?”&lt;br /&gt;                    Muitos anos se passaram daquele dia. Os meus dois amigos continuaram aparecendo, de quando em quando. Eu é que perdi algumas crenças e ganhei outras. Acabei por concluir que o Estado, a Policia, os delitos e as penas não existem. São invenções que servem pra manter a estrutura “assim como era no principio, agora e para sempre”. Neste estrutura todos trabalhamos naquilo que Darci Ribeiro chamava de ”moinhos de gastar gente”. Só que no mundo espetacular do consumo em massa O Estado, por intermédio da policia, tenta se revestir de legitimidade para manter viva sua capacidade matadora e vingativa.. Finge que não é com ele. “A culpa é do garotão que pegou a bucha de pó” dizem uns.  È um dos maiores truques do diabo é fingir que não existe, diz a sabedoria popular.&lt;br /&gt;                    Os inimigos (chamados em horário nobre de bandidos) também desempenham sua função. Emprestam compulsoriamente seus corpos à brutalização para um espetáculo de violência sem fim, que garanta eternamente a estética da escravidão. Até o dia “em que o morro descer e não for carnaval”, como no samba . Não parece claro que devemos não só compartilhar os bens e as riquezas nelas produzidas, mas aprender a conviver com os desconfortos nela gerados? &lt;br /&gt;                    Não, não parece. De tudo o que foi dito sobre o Tropa de Elite, que me fez voltar proustianamente aos meus conflitos do passado, a única coisa que não me assustou foi a reação da “opinião publica” que, apavorada e com sangue nos olhos, cobra resultados e abre mão de direitos fundamentais arduamente conquistados. E aplaude solenemente aplaude o genocídio oficial praticado, na base do “bandido bom, é o bandido morto”. À opinião publica não interessa que o pato seja macho. Ela precisa dos ovos.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-3416205488182968889?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/3416205488182968889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=3416205488182968889' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3416205488182968889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3416205488182968889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/11/o-pato-macho.html' title='O Pato Macho'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-2452320042975664110</id><published>2007-11-02T07:39:00.001-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:22.012-08:00</updated><title type='text'>O Grande Atletiba</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Rys7Vvf6M3I/AAAAAAAAAFM/Dt5uIF22498/s1600-h/fanaticos03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128257845405037426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Rys7Vvf6M3I/AAAAAAAAAFM/Dt5uIF22498/s400/fanaticos03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;A minha geração alcançou ainda os bons tempos do Atletiba. Nos verdadeiros clássicos, a torcida do Atlético ficava na curva da Igreja:&lt;br /&gt;_ El, el , el segura o papel ... e quando o Rubro -Negro entrava era aquele verdadeiro niagara de papel branco e pó vermelho; e a velha faixa desbotada e alguém dentro do campo detonando os fogos fátuos. Os últimos grandes jogos desta época foram as finais de 1990. É importante que se faça, ainda que rapidamente, uma pequena contextualização histórica. Era o tempo das camisas de algodão, tempo de Lombardi Jr, dos Estaduais semestrais e suas formulas mirabolantes. Juan Figger estava começando a botar as manguinhas de fora, bem como o recém eleito presidente Ricardo Teixeira. Ainda não tinha se dado a ascensão do Bragantino, das camisas de tecido sintético espalhafatoso, Vanderlei Luxemburgo e outras imposturas. Não havia produtos importados e quando os garotos precisam repor uma bola furada nas peladas de rua iam até a Fedatto e compravam um capotão ° 5. Só os muito playboys tinham acesso as bolas oficiais das Copas. Alguns contemporâneos de Pelé ainda jogavam por ali e acolá e o Atlético era presidido por José Carlos Farinhaque.&lt;br /&gt;Para os jovens que não o conheceram ele era o anti- Mario Celso Petraglia. Era antes de tudo um torcedor (antes que as hienas se arremessem - ele foi também um empresário de jogadores, e teria sido o inaugurador do balcão de negócios na rua Buenos Aires) . Pode ser, ocorre que a motivação era conjuntural . era o que se podia fazer e não de política estrutural ( sacaram ???). O Polaco assumiu o Atlético numa época difícil, quando todos os quadro se afastaram. Seu compromisso era com a torcida. Se hoje os torcedores são impedidos de entrar no Clube ( escrevi este texto antes da trégua do inverno de 2007), naquela época eramos convidados para churrascos, bois no rolete . Se hoje ninguém sabe quem é contratado e dispensado, naquela época éramos anualmente convidados a comparecer no Afonso Pena, receber alguma “cobra”. Eder, Kita, Vivinho e Eder Lopes. Estive em todas essas. E as especulações inverossímeis? E o caminhão de jogadores que chegavame saiam diariamente? Mario Henrique e Wilson Maciel nos abasteciam com nomes e mais nomes quase que todos os dias. Nos jogos mais calmos, Farinhaque levava seu pai – um senhor polonês que parecia ter mais de noventa anos e usava suspensório e galocha para ver o Atlético. Como era bonito tudo aquilo.&lt;br /&gt;Eram tempos românticos, meio prosaicos – mas tempos honestos, mais claros. tempos que foram engolidos pela paranóia da “ mudernidade”, do mundo corporativo, clube-empresa, milhões de dólares e todos os palavrões do futebol atual . Há quem diga, hoje em dia, defendendo os novos tempos:&lt;br /&gt;_ Você queria voltar praquela época?&lt;br /&gt;Nolstalgico incorrigível que sou, não digo nada. No máximo, dou um suspiro e peço outra.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ELETRÔNICA MODELO&lt;/strong&gt; - Em agosto de 1990 eu tinha 12 anos e o Atlético era a coisa mais importante da minha vida. O Brasil, com sua democracia ainda virgem, fervia no caldo das eleições gerais. Assisti todos os jogos daquele campeonato de três turnos e um hexagonal e o Atlético montou uns 5 times aquele ano. Peguem a lista de jogadores utilizados. Vai de Assis a Paulo Rink. Vitórias sofridas em jogos noturnos no Couto Pereira (os banheiros eram lavados de creolina para nos sacanear) naquele inverno frio e um empate em 2X2 , com dois de Dirceu, nos deram a vantagem de dois resultados iguais nas decisões. É bom lembrar que no ultimo jogo do ultimo turno havíamos enfrentado pela primeira vez o recém-nascido Paraná, e o gol da vitória também foi de Dirceu.&lt;br /&gt;O primeiro jogo da decisão é o meu Atletiba inesquecível. Recordo-me que os ingressos foram majorados em trocentos por cento e custariam o equivalente a 15 dolares. O Globo Esporte estadual, surpreendentemente, fez uma matéria lindíssima e inesquecível com um samba que não sai da minha cabeça, mas que eu nunca mais ouvi (“... o jogo é hoje, vai sair o grande campeão...”). Lembro de ter ido comprar meu ingresso à tarde, nas bilheterias da Rua Mauá. Numa tremula excitação, passei o resto do dia tirando e retirando aquele ingresso do bolso, olhando-o como se fosse a verdadeira Rosebud, a coisa mais valiosa do Mundo. Não consegui comer nada. Eu ouvi todos os programas esportivos possíveis. Meu pai viajava muito na época. Não estava na cidade. Mas seus amigos e colegas de antigas diretorias do Atlético usavam nossa casa no Alto da Glória, na quadra do campo, como posto avançado Rubro-Negro. Aquele dia foi igual. O próprio Farinhaque deixou o carro lá em casa , junto com o grande Airton Gallina. Lembro que neste dia, o querido tio Galina me falou que o Atlético tava de olho num centroavante de 17 anos, de Brasília, que ele chamou de “ Renaldo sem i”.&lt;br /&gt;Eles foram antes, eu fui com meu irmão e minha doce irmã Tatiana (que assistiu todos os jogos do hexagonal decisivo). Noite fria de neblina densa. O plano Collor e o aumento absurdo do preço, além certeza de um outro jogo domingo levaram menos de 20 mil pessoas ao antigo estádio do Coxa. Algum gênio da raça havia inventado uma versão de another brick in the wall, usando os versos de uma paródia que uma rádio já fazia e a notória indecisão sexual dos coxas, a origem obscura de suas famílias e tudo o mais. A propagação boca a boca deste hino e o verdadeiro delírio pornográfico que ele causava no refrão retumbante foi o fenômeno popular mais impressionante que eu já vi em toda a minha vida. Do alto destes quase vinte anos fica a certeza de que sem a composição deste clássico das arquibancadas (hoje desvirtuado e até profanado nos estádios do Brasil ) não teríamos vencido o campeonato.&lt;br /&gt;Os coxas tinham um time muito bom, que nos vencera facilmente no ano anterior e no primeiro turno (no lendário jogo do porco do Julião). Tinha Tostão, Serginho e o jovem Pachequinho que sempre jogavam bem o Atletiba. Por mais que pareça irreal atualmente, aquele tempo era difícil ganhar deles. Eles geralmente venciam, mas com esta ressalva fatal: não as decisões. Era o que nos consolava e elevava, pois o nosso time -que a história se encarregou mais tarde de consagrar- nos era simpático, mas um pouco desconhecido. Havia sido montado há apenas algumas semanas. Vieram só para as finais Fonseca, Leonardo, Gilberto Costa , André e Rizza. Juntando –se ao grande Marolla, meu ídolo Odemilson, Carlinhos Sabiá, Kita, Cacau, Heraldo e Valdir. Além do Serginho "mico", nunca lembrado, todavia o artilheiro daquele time e havia outros. Sobretudo, o sobrenatural Dirceu. Jogo nervoso demais, eles sempre pressionando. Lembro perfeitamente do verdadeiro suplicio que foi o primeiro tempo. O Atlético quase não atacou e cortou um doze para não levar gols. Eu, garoto, no fosso ali da entrada da Mauá, sentia o estomago e o coração saindo pela boca. Os amigos do meu pai, para meu espanto, pareciam reservadamente otimistas e confiantes. Não conseguia entender como. E só fui conseguir muito tempo depois – quando eu também comecei a tomar cerveja nos estádios.&lt;br /&gt;Eles estavam com aquelas camisas listradas na vertical, que os meus vizinhos coxas chamava de a “ ganhadeira” . Nós, elegantíssimos, de mangas longas rubro-negras e calção branco. O segundo tempo foi mais equilibrado e mais tenso e com mais neblina. Na metade do período aconteceu o pior. Ocorriam num outro nível as provocações naquela época, as torcidas ficavam mais próximas. Garrafas de meia cerveja voavam sobre o cordão de isolamento. Como eles fizeram barulho. E como a nossa torcida sempre cresce nessas horas. Do gol deles , que deve ter sido pelos 25 min, até o fim .Os Fanáticos não pararam de berrar, entraram numa espécie de um transe, todos loucos de algum chá de cipó da amazônia peruana. Uma coisa que não se vê mais.&lt;br /&gt;O negro Dirceu foi chamado por Zé Duarte (técnico boa praça e sósia do Chacrinha). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A eletronica Modelo informa, substituição no Atlético..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos minutos finais pressionamos como nunca. E então Deus resolveu começar o primeiro ato da sua intervenção. Alguns amigos vão dizer que Deus apita pouco na Baixada do Água Verde. Quem manda lá é o “Outro” e tal. Cruz credo, vade retro, mas enfim... Uma bola quebrada no meio campo tinha o endereço da linha de fundo. Eu tinha a impressão de que seria tiro de meta pra eles. O Goleiro deles achou que não. Com Dirceu a acossá-lo e resolveu sair da área para evitar o escanteio. Criou no ultimo minuto o que os antigo chamavam de “córner de mangas curtas”. A oportunidade que precisávamos. A impressão era de que todos os jogadoeres foram pra dentro da área, com a maioria dentro da pequena área. A neblina( já era quase meia noite), era compacta, maciça. O Couto tinha uma rede azul e a jogada era do outro lado. Eu, com meus enlouquecidos 12 anos, via tudo atentamenete, mas por outro lado não via nada do que realmente estava se passando. Gilberto Costa levantou na primeira trave. Todo mundo foi na bola. Durante um segundo eterno, eu fiquei sem saber o que aconteceu. Tinha a impressão, mas não a certeza. De repente naquela escuridão medonha surge o sorriso branco de Dirceu. A saúde dentária do nosso herói era a confirmação. Aconteceu. Os bêbados da curva do Corneta pareciam “Já saber”. Os “anticristos” da caveira – que em todos os casos naquela hora pediram a benção do papa, explodiram. Dirceu atravessou o campo, eu delirava, "só para me garantir que tinha feito o gol pra mim". _ "Fica tranquilo garoto, a pequena criança já está dormindo" ele me dizia. . Aquele era nosso. Não teve mais jogo. A bateria começou tum - tum-tum: “_ Atirei o pau nos coxas...”&lt;br /&gt;Dias depois, existiu ainda o segundo jogo, não menos espetacular e não menos sobrenatural.O segundo ato da intervenção divina. Espero que um confrade mais inspirado saiba contar esta estória. Este primeiro jogo foi mais do que um simples jogo. Foi um divisor de águas na vida do Atlético, uma espécie de “morte do passado” O sorriso sátiro de Dirceu de Mattos atravessando o Alto da Glória foi o meu grande momento na história do Atletiba&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-2452320042975664110?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/2452320042975664110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=2452320042975664110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/2452320042975664110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/2452320042975664110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/11/o-grande-atletiba.html' title='O Grande Atletiba'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Rys7Vvf6M3I/AAAAAAAAAFM/Dt5uIF22498/s72-c/fanaticos03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-7852281411396295435</id><published>2007-11-02T06:48:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:22.687-08:00</updated><title type='text'>VAMOS DERRUBAR O CRISTO REDENTOR</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RysrYff6M1I/AAAAAAAAAE4/J3rehfK8zBw/s1600-h/Cristo%20Redentor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128240300463633234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RysrYff6M1I/AAAAAAAAAE4/J3rehfK8zBw/s400/Cristo%2520Redentor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A história internacional da infâmia escreveu mais uma de suas paginas bizarras com a recente eleição da “novas maravilhas do mundo”. Quer dizer, nem é tão recente assim. Eu é que demoro para sair da minha cômoda obscuridade. Sabe-se que a coisa toda foi uma grande farsa, que serviu a empresas de telefonia e servidores de Internet e o negócio deu tão certo que não demora aparecerão outras “eleições” como essa. As pessoas adoram participar destas baboseiras por telefone. E, depois de idas e vindas, o nosso Cristo Redentor-braços-abertos-sobre-a-Guanabara elevou-se ao píncaro desta glória – é uma das maravilhas do mundo. É O Brasil - sil na parada. Neste momento gostaria de convidar o amigo a raciocinar, muito superficialmente, comigo:&lt;br /&gt;_ Te parece correto que a principal representação da imagem do país seja uma estatua de pedra sabão de um estrangeiro? Imagem que nos foi nebulosamente presenteada por um Estado que, em outras épocas, foi invasor de nosso território e contrabandista das nossas riquezas? Estatua que representa um ícone religioso sob cujo o signo se perpetrou o maior genocídio de que se tem noticia em solo brasileiro?&lt;br /&gt;O Cristo encravado no principal morro do antigo território Tamoio é a perenização da conquista, da violência e do extermínio. A maior nação católica do mundo, epíteto que orgulha as nossas famílias, por vezes parece esquecer cm quanto ferro e quanto fogo se forjou esta condição.&lt;br /&gt;Ta, vamos com calma. Em primeiro lugar por que só os cristão tem uma estatua no alto da montanha? O que eles tem que os outros não tem? Não somos o país da democracia racial e do sincretismo religioso? E porque apenas o profeta palestino? Uma alternativa poderia ser a diplomacia ecumênica. Botar um grande Buda sentado sobre a Pedra da Gávea, uma imagem de Alah no seu Jardim no Leblon, e Krishna tapando o sol com a peneira no Morro Dois Irmãos. E por todo o país uma cordilheira panteísta onde cada tribo poderia promover romarias e cultos, fomentando o mercado informal. Grave problema seria o dos evangélicos e protestantes que renegam os ícones. Precisariam construir templos ainda maiores para competir com as belezas naturais e seus pingentes santos.&lt;br /&gt;A solução faz água pois me assalta a certeza que o poder público desprezaria solenemente os orixás e as outras entidades afro-americanas, além Tupã e seus amigos. Justamente eles, que são os verdadeiros guias espirituais desta terra. Nunca consegui entender porque ainda negamos a nossa origem e a cultura, as tradições, as religiões africanas. Mas vá lá, tem muita coisa que eu não consigo entender.&lt;br /&gt;O gosto por estatuas. Pombos e governantes são sócios do mesmo gosto. Mas partamos do principio que governar é erguer estatuas, e que isto é inevitável. Porque não substituir a estatua do carpinteiro de Jerusalém, pela dos verdadeiros heróis brasileiros? O cristianismo tem um discurso até interessante de paz e coisa e tal. Mas se a bíblia conta que Jesus em seu primeiro milagre transformou a água em vinho dá pra dizer que aquele foi o ultimo vinhozinho cristão que rolou. Depois, o que rolou foi sangue. Sangue para todo o lado (até hoje em milhares de igreja o que o padre toma não é vinho - é sangue meu amigo, tu não sabias?). Sangue de gente como Cunhanbebe, o líder tamoio que resistiu a invasão portuguesa e comeu – antropofogicamente, no bom sentido - muita carne de fidalgos, soldados, grumetes e jesuítas que ele derrotou. Foi dizimado, ao lado de todo o seu povo (verdadeiros donos das terras onde hoje está a estatua) por Mem de Sá e José de Anchieta. Dois heróis de nossa história clerico-oficial. Mas voltando a estátua. E por que não uma estatua de Zumbi dos Palmares? Ou Cartola? Ou Pelé, Zizinho e Garrincha?&lt;br /&gt;A melhor proposta até agora eu ouvi do Cactus Intactus (quem não sabe do que se trata – a farcnização da cultura – vai correndo procurar). A remoção – ou demolição da estatua na maior performance de arte descontrutivista e iconoclasta da história ocidental. Um espetáculo grandioso, com cenários de Joãzinho Trinta. Séculos de dominação e apatia desaparecendo. Um novo Brasil , sem a paranóia do olhar ubíquo e ameaçador do criador, renascendo nas cinzas deste carnaval . O povo, de novo, na rua a cantar: laialaiá.&lt;br /&gt;Aos que chegarem até aqui , indignado com as heresias de um ateu hediondo – peço licença para mandar sabias palavras de Ariano Suassuna no meu lugar:&lt;br /&gt;_ “ Não. Não sou ateu . Ateu é quem não acredita em Deus. Eu até acredito. Só não vou muito com a cara dele”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-7852281411396295435?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/7852281411396295435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=7852281411396295435' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/7852281411396295435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/7852281411396295435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/11/vamos-derrubar-o-cristo-redentor.html' title='VAMOS DERRUBAR O CRISTO REDENTOR'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RysrYff6M1I/AAAAAAAAAE4/J3rehfK8zBw/s72-c/Cristo%2520Redentor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-1620072158426894432</id><published>2007-11-02T06:33:00.000-07:00</published><updated>2007-11-02T07:25:34.591-07:00</updated><title type='text'>A MOEDA VIROU</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A profecia de Saldanha se confirma e o poder muda de mãos num Atletiba familiar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Atlético, facilmente, está entre os 10 mais”. A profecia escrita no Jornal do Brasil em Setembro de 1987 colocava o Clube Atlético Paranaense na vanguarda do futebol brasileiro. Quem antevia este futuro auspicioso era João Saldanha, jornalista e ex-técnico da seleção brasileira. Ele admitia neste artigo, com algum orgulho, que o Atlético fora o primeiro time de seu coração. A família Saldanha escolheu a calma Curitiba para se refugiar nos conturbados anos 20. O pai de João foi um dos mais importantes quadros maragatos da revolução federalista e, perseguido, saiu com a família pelo país. O pequeno João despertou seu interesse por futebol acompanhando um time que acabara de ser fundado e tinha a sede muito perto de sua casa - na região conhecida como “baixada do Água Verde”. Sessenta anos depois, Saldanha deve ter se lembrado destes tempos ao arriscar o destemido vaticínio.&lt;br /&gt;Tamanho otimismo se justificava. O jornalista, fora recebido no aeroporto em uma manhã ensolarada de primavera com todas as honras de cavalheiro “Boca Maldita” da qual era membro honorário pelo próprio Anfrisio Siqueira (presidente da confraria) e um comitê de outros cavaleiros atleticanos. O motivo da viagem era uma visita à recém inaugurada nova sede social do Clube Atlético Paranaense. Uma sede completa, com campos de treino, piscinas e tudo o que mandava o figurino da época.&lt;br /&gt;Desde o final da 2ª Guerra Mundial quem vem de avião a Curitiba desembarca no Aeroporto Afonso Pena na vizinha cidade de São José dos Pinhais. Curiosamente, a antiga estrada que conduzia ao campo de aviação de São José (onde se localizava a tal nova sede do atlético), Saldanha conhecia bem, pois também morara naquela região em seus tempos de jovem guerrilheiro.A área pertencente ao atual Aeroporto se constitui, em parte, de terrenos da Colônia Afonso Pena, ali implantada no início do século XX em homenagem ao sexto Presidente da República. Nessa ocasião, o Governo Federal desapropriou a área de uma fazenda, e dividiu-a em pequenas chácaras e ali assentou uma colônia de imigrantes poloneses e alemães e eslavos (incentivados pela política de colonização para a agricultura).&lt;br /&gt;Entre as inúmeras famílias beneficiadas estava a família Cornelsen. O avô Amaro, primeiro do clã a chegar ao Brasil já possuía um Armazém de “secos e molhados” no centro de Curitiba (na região da atual Praça Osório). Ao seu filho Emilio coube o recebimento da escritura do lote destinado aos Cornelsen na beira do Rio Iguaçu.&lt;br /&gt;Acontece que Emilio não teve pressa em ocupar o novo terreno e lá plantar mandioca e batata doce e criar galinhas como a maioria de seus vizinhos. Já o fisgara, de maneira inapelável a paixão pelo futebol e principalmente, pelo Coritiba Footbal Club – que já organizava seus times há quase uma década. O Clube era o ponto de encontro dos jovens imigrantes europeus. No Coritiba ele foi jogador, técnico e depois dirigente (na época chamados de paredros). E fez questão que os três filhos homens de sua prole ali se iniciassem no futebol Os dois mais velhos Alcyr e Aryon jogaram e foram campeões no Coritiba Foot Ball Club. Alcyr pendurou as chuteiras ao abraçar a carreira de médico e passou a ser apenas um torcedor. Já Aryon permaneceu sempre ligado ao futebol, ao mesmo tempo em que mantinha famoso escritório de advocacia na cidade, fazendo “de tudo um pouco” no Clube até chegar a presidência em 1958.&lt;br /&gt;O terceiro irmão, Airton, (ou simplesmente Lolô) se desgarrou por conta de uma briga com o então presidente do Clube, o Major Couto Pereira, num baile de carnaval. Foi jogar no rival Atlético, onde se destacou como atleta campeão em 1945 . Se tornou um de seus torcedores símbolo -enquanto arrebanhava fama internacional como arquiteto e urbanista. Aryon na presidência do Coritiba deu inicio ao plano de construção do novo estádio alviverde. Anos mais tarde, procurando viabilizar a onerosa obra criou uma espécie de loteria privada. Chamada de Cori-Ação, causou furor em todo o Estado. Funcionava no clássico esquema dos bingos, com sorteios auditados e transmitidos pelo Rádio, e pagava premio vultosos. A loteria foi o canal para a transformação do acanhado Estádio Belfort Duarte no “gigante de concreto armado” do Alto da Glória.&lt;br /&gt;No ano de 1963, Emilio Cornelsen faleceu deixando a área em São José dos Pinhais de herança aos filhos. O empreendedor Aryon comprou a parte dos irmãos e alguns lotes vizinhos. No final do ano era proprietário de uma área de 400 mil m².&lt;br /&gt;Um ano depois, solicitou a seu irmão Airton, o “Lolô” o projeto da primeira Vila Olímpica brasileira em forma de clube social. O Complexo seria construído no terreno de 16 alqueires em São José e pela idéia de seu criador faria parte da estrutura esportiva do Coritiba Football Club. A vila comportaria, segundo a exposição anexa ao projeto; “cinco campos de futebol construídos: um com medidas oficiais e drenagem, tendo como característica principal a grama importada do Uruguai; e dois de pelada - um deles com areia. A série de campos foi completada com outros dois com 40 x 60, com piso de grama, mas que se destinava aos sócios. Um outro campo seria construído e serviria para treinamentos dos profissionais, com duas arquibancadas em volta do gramado, uma pista de atletismo e caixas para salto. Tudo de acordo com as normas exigidas pelo comitê do esporte olímpico. Canchas de basquete, stand para tiro ao alvo, arco e flecha, futebol de salão, vôlei, tênis, mini golfe, entre outros esportes, complementariam o conjunto da Vila Olímpica”.&lt;br /&gt;Um dos objetivos do projeto era fazer com que a Vila Olímpica se tornasse auto-sustentável com o fluxo de turistas se resumia na: “ na construção de um hotel de categoria internacional, com 260 apartamentos de luxo e 50 suítes. Posteriormente, novos desejos foram incrementados ao projeto: a construção de um restaurante de 70m de altura, tendo um piso giratório e um cinema ao ar livre para 1.300 espectadores”.&lt;br /&gt;A partir de 1966, o PAVOC – Parque Aquático Vila Olímpica Cornelsen se tornou uma referência curitibana. Muito por conta da ousadia do projeto arquitetônico de Lolô, (que entre outras realizações é responsável pelo autódromo do Estoril em Portugal) como pela intensidade do costume de se freqüentar clubes sociais na cidade naqueles anos..&lt;br /&gt;Esta era a Vila Olímpica que tanto impressionou João Saldanha em setembro de 1987. Um pouco mais de dez anos atrás ela havia mudado de mãos, passando do mais do abnegado e realizador coritibano ao patrimônio do arqui-rival Atlético Paranaense numa ação rocambolesca, digna da eterna “guerra fria” entre coxas e atleticanos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Boca Maldita&lt;/strong&gt; - Aryon Cornelsen conta que “fez de tudo” de tudo para que o Coritiba recebesse o Clube Olímpico, chegando até a planejar a venda dos carnês e das cotas para associados. De seu apartamento no Alto da Glória, repleto de fotos dos tempos gloriosos, relembra com um misto de saudade e magoa aquela situação:&lt;br /&gt;_ Eram 100 metros na Avenida das torres, de ponte a ponte... Ofereci ao coritiba 20.000 m² de graça, mais as mensalidades dos sócios e todo o parque construído em troca da venda dos 50 mil primeiros títulos patrimoniais, revela, com a voz embargada.&lt;br /&gt;A situação que presidia a política do clube, entretanto, não quis bancar a idéia. O jornalista Carneiro Neto arrisca uma opinião: &amp;shy;_ A “turma” do Evangelino (ex-presidente do Coritiba e o dirigente esportivo mais vitorioso do Estado) foi contra exatamente por que era uma ótima idéia. Eles achavam que o Aryon ia ganhar muito dinheiro...&lt;br /&gt;E de fato, no tempo das campanhas e loterias, Aryon arrecadou somas expressivas. Chegou a ter no final dos anos 60, de um helicóptero particular “igual ao do filme do Roberto Carlos”, diz enquanto aponta a foto do aparelho numa velha capa de jornal, pendurada na parede.&lt;br /&gt;Mas a construção e manutenção do PAVOC, seu grande sonho e no qual colocou todas as forças e patrimônio, sem a parceria de um Clube, acabou sendo a ruína de Aryon:&lt;br /&gt;_Tive que requere minha insolvência, perdi o meu patrimônio e fui expulso do conselho do Coritiba, conta encontra mostra o famoso helicóptero.&lt;br /&gt;Com um elefante branco, faminto, em mãos, não restou a Aryon (antes ofereceu ao Clube Concórdia, que negou) levar a mesma proposta ao Atlético Paranaense de seu irmão Lolô. O Atlético topou na hora.&lt;br /&gt;O contrato firmado com o Atlético era um pouco diferente daquele negado pelo Coritiba. Aryon conta: “Ao Atlético eu não ofereci de graça, queria os 50 mil títulos e as mensalidades. Então o atlético impôs uma clausula, 10 anos de prazo, sendo o negócio bem ou mal sucedido...”&lt;br /&gt;Esta clausula foi a ruína de Aryon e seu projeto. A necessidade fez o experiente advogado aceitar as imposições leoninas, acreditando na boa-fé dos diretores do Atlético (pessoas integrantes do Governo Estadual em alto escalão e proeminentes figuras da sociedade) e nas boas vendas dos títulos durante o primeiro verão (aproximadamente 16 mil).&lt;br /&gt;Ocorre que o teor do contrato vazou e logo chegou ao conhecimento da Boca Maldita e seus cavaleiros, maioria esmagadora de atleticanos. Ocorreu então o famoso “boicote do Senadinho” como rememora Carneiro Neto:&lt;br /&gt;_ A turma do “Senadinho” e da “Boca”, liderados pelo Anfrisio Siqueira, depois de descobrir a tal clausula resolveu sabotar o projeto. Todos aos atleticanos e os cavaleiros da boca estavam proibidos de comprar títulos. Anfrisio criou até um slogan: “Quem comprou não pague, quem não comprou não compre, pois o parque já é nosso”.&lt;br /&gt;E durante nove anos as vendas congelaram. O diretor financeiro do Atlético, responsável pelas vendas dos títulos, Rodolfo Moser, é quem se lembra da força da conspiração:&lt;br /&gt;_ De 16 mil no primeiro ano passou para mil no segundo. E depois ninguém mais comprava. Houve até uma orientação, tácita, para que nós desenconselhassemos a compra...&lt;br /&gt;Aryon não conseguiu arrecadar o necessário para viabilizar o projeto, e terminado o tempo de contrato, o complexo acabou indo inteiramente de graça para o Atlético.&lt;br /&gt;O Atlético Paranaense, de sua parte nunca soube administra o espaço conseguido da mão beijada do velho inimigo. Algumas singelas atividades sociais, a utilização dos gramados pelas categorias de base e pedalinhos para casais suburbanos apaixonados. Na verdade nesta época o Atlético enfrentava uma de suas inúmeras crises político-administrativas.&lt;br /&gt;Lolô Cornelsen diz que do projeto inicial restara pouco, “a intenção era criar um Centro de Treinamento para formação de jogadores, muito antes do futebol profissional virar este negócio milionário”.&lt;br /&gt;O acordo do Atlético com Aryon Cornelsen data de 73. A posse atleticana fez-se em 83. O patrimônio era pouco usado, e segundo Moser “servia mais para impressionar investidores e visitantes” -como João Saldanha - na tentativa de melhorar a imagem do Clube. Imagem que foi gradativamente se desgastando até que em 1995 um grupo de conselheiros resolveu fazer uma “inconfidência”. Liderados pelo empresário Mario Celso Petraglia promoveram verdadeira revolução na estrutura e na administração atleticana. Sempre muito intimo do poder, Petraglia já de olho no terreno do antigo hotel “Estância João XXIII” (o bairro do Umbará, em Curitiba) e com o ambicioso projeto da Arena na gaveta , aproveitou –se das grandes inundações acontecidas em Curitiba no ano de 96 e propôs uma composição com o Governo Estadual. O Estado desapropriaria a área do PAVOC para abertura de um canal extravasor do rio Iguaçu pagando aos proprietários a devida indenização. Não foi a única desapropriação da área, mais de cem decretos foram assinados em maio de 1996 pelo Governador em exercício, deputado (e ex-presidente rubro-negro) Aníbal Khury. O valor da indenização é que foi efetivamente maior do que os demais. A quantia causou, à época, indignação em setores da imprensa e resultou num processo (arquivado) de crime de responsabilidade contra Khury e o Governador Jaime Lerner. Com a soma arrecadada o Atlético Paranaense pode enfim levar a cabo seus planos de reestruturação e crescimento. Viabilizou a construção da Arena da baixada (do Água Verde) e adquiriu a terreno e instalações do hotel, onde instalou o seu Centro de Treinamento Alfredo Gottardi - as jóias da coroa da monarquia atleticana. Lolô lembra que o episódio é a grande magoa da vida de Aryon: _ “Ele sofre muito com isso. Sempre foi contra o Atlético, mas arrumou a nossa vida”&lt;br /&gt;Arena que no mês de junho de 2007 foi indicada como o Estádio Paranaense postulante a abrigar uma sub-sede da Copa do Mundo de 2014, em que o Brasil é a sede confirmada. A indicação da Arena foi, coincidentemente, assinada por Orlando Pessutti, também governador em exercício e também notoriamente atleticano. Ao final de todos estes anos a profecia de João Saldanha se mostrou certeira. O PAVOC dado de presente por um co-irmão, foi a alavanca que impulsionou o Atlético na vanguarda do cenário brasileiro. Mesmo que pelas linhas tortas por onde passam a política e o esporte paranaenses.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-1620072158426894432?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/1620072158426894432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=1620072158426894432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1620072158426894432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1620072158426894432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/11/moeda-virou.html' title='A MOEDA VIROU'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-7362651443293233635</id><published>2007-10-29T09:06:00.000-07:00</published><updated>2007-10-29T09:26:46.873-07:00</updated><title type='text'>Ante o ontem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parece que foi ontem. Faziamos renhidas duplinhas de pênalti no portão da minha casa. Atletiba, sempre acabava em encrenca:&lt;br /&gt;_ “Eu sou o Tostão" . Os adversários eram fortes. _ " Eu sou o Chicão”. Mas eu não me entregava. Eu era o Odemilson. O homem de 150 mil dolares. as vezes me faltava o parceiro.&lt;br /&gt;e era melhor partir para um um jogo olímpico, sem rivalidade:&lt;br /&gt;_ "Vamo fazer um cruzamentinho – quem faz gol vai no gol. Quem ta no gol vai cruzar...”&lt;br /&gt;A casa da esquina era do seu Alexandre, que lá morava ,com sua patroa. A bola, `as vezes, caia por ali. Ele tinha a pele amarelada e tinha sido goleiro do Atlético. A casa era amarelada e até a cadela – a Laika - era amarela, cor de vômito. Tinham a idade de meus avós. Porém o Gordo, que sabia das coisas, jurava que eles ainda “ faziam”. Ele tinha visto uma vez pela janela da cozinha.&lt;br /&gt;A casa da frente era do “véio" Mauro que tinha “nascido na Rússia”, o que quer que isso significasse.&lt;br /&gt;Seu Vladimir, o avô do Otto fechava (com a Laika e o "véio" Mauro) a trinca comunista da 21 de Abril. Morava na casa da frente.&lt;br /&gt;A casa do lado era abandonada e mal-assombrada.&lt;br /&gt;Na minha casa em tardes de chuva a mãe fazia bolinhos da graxa, com pedaços de banana para o meu irmão. Com açúcar e canela para mim.&lt;br /&gt;Ah, as mamonas e as uvas japonesas em flor para as guerrinhas no terreno baldio com cheiro de erva doce.&lt;br /&gt;Naqueles tempos não se ouvia dizer que o cerol matava, que a manteiga matava, essas coisas. Era o tempo em que ninguém tinha morrido ou já tinha morrido antes de eu nascer. Ou eram do tempo em que eu não tinha nascido. E tem aqueles, é claro, que nunca vão nascer ...&lt;br /&gt;Eu me lembro como se fosse ontem. O Max pedindo autografo para o bêbado, pensando que fosse o Adílio. A eterna discussão no murinho: _ qual a maior torcida?&lt;br /&gt;Argumentava-se, de parte a parte:&lt;br /&gt;“ a pesquisa do placar ?”, “ tem o torneio do povo... ”, “meu pai falou que...” “metade era tudo torcida do flamengo !!”, “ah, então ta bom... e me digam, na boa, que porra é esta de fita azul??”e dá-lhe encrenca, nos atletibas preliminares de domingo de manhã&lt;br /&gt;Íamos pedir a benção para o padre com sotaque americano. Era o tempo das primeiras barraquinhas de cachorro–quente, do sorvete italiano e do Hamburgão. Tempo de levar os cascos na sacola de feira:&lt;br /&gt;_ Pega seis extras e um &lt;em&gt;free&lt;/em&gt; longo, e pode pegar um c&lt;em&gt;hicabon&lt;/em&gt; pra você. Põe na conta com seu Ramiro que depois o pai paga....&lt;br /&gt;E a gente passava na frente de lugares incríveis e perigosos, o bambuzal de trás do Couto com seu rio coalhado de girinos, a casa da egípcia, a casa do careca que dizia que era ufólogo (e que conseguiu mostrar o “objeto não identificado” para alguns dos garotos com o espírito fraco). Na frente da casa do menino negro exercitávamos nossa maldade inocente:&lt;br /&gt;_ Bombril, puta que o pariu, Bombril puta que o pariu...&lt;br /&gt;Sempre alguém aparecia com uma idéia brilhante: _ Vamos fazer uma bomba de merda? Vamos roubar parafina na capela do cemitério? Um 31 ? “Quem não se escondeu morreu o culpado não fui eu ... “&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E os balões caindo, caindo aqui na nossa mão:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_ Turma da Nuvem sozinha na boca !!!&lt;br /&gt;Até o tempo em que grilamos o maior terreno baldio do bairro (da cidade talvez). Mauá com a Floriano (o pianista e  não o marechal). E lá treinávamos e mandávamos nossos jogos contra temidos e poderosos rivais.&lt;br /&gt;O campinho foi cortado a foice pelo Oliveira - que era o &lt;em&gt;factotum&lt;/em&gt; da área.. Corte trapezoidal, ralo no meio e mais cheiinho nas pontas. cobrou-nos o equivalente ao preço de duas Kaiser. Tudo definido ali, na porta da distribuidora onde tomamos nossos primeiros keep-coolers. No caquizeiro atrás do gol de entrada eu vi pela vez primeira o botão de rosa. Como esquecer o calcãozinho folgado, a perna queimada do sol até a barra e os  pelinhos curtos, doirados da oxigenada . Lá dentro, um pedaço dela - aquela morena  também “ fazia” segundo o Gordo. O Gordo sabia das coisas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje em dia, parece que o campinho é uma escola pra crianças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei não.    Naquele tempo é que era.&lt;br /&gt;E parece que foi ontem... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-7362651443293233635?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/7362651443293233635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=7362651443293233635' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/7362651443293233635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/7362651443293233635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/10/ante-o-ontem.html' title='Ante o ontem'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-4812779398595516759</id><published>2007-08-19T02:58:00.000-07:00</published><updated>2007-10-29T09:29:03.355-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O infortúnio é multiplo. Existem varias possibilidades de infelicidade sobre a terra. Estes dias mesmo, eu acompanhei todo o funeral de um rapaz que morreu-tragicamente- aqui na minha rua.&lt;br /&gt;tem gente que adora um funeral. na minha velha terra são todos muito parecidos.eu confesso que sou respeitosamente fascinado, mas vamos e venhamos - precisamos individualizar o respeito.ninguém respeita nem a vida - que dirá a morte.&lt;br /&gt;O ideal - escrevendo borracho para um leitor que não existe- é que se pode dizer coisas que magoariam corações inconsoláveis.&lt;br /&gt;A morte não torna ninguém melhor , nem pior. apenas te espera, num campo de batalha - o grito que se espalha - uma dor canalha.&lt;br /&gt;ninguém se eterniza. nem a obra, nem as pessoas.&lt;br /&gt;Todos começam a te esquecer na hora - quando não esquecem os doentes na vespera. A maior parte - principalmente a familia -começa a esquecer em vida.&lt;br /&gt;se eu morresse hoje - domingo - na quarta -feira fariam três dias e tres pessoas iam chorar.&lt;br /&gt;Como qualquer bom mortal, me arrependo de algumas coisa que não fiz.&lt;br /&gt;alguém sempre acha de bom tom gravar algo na lousa lapidal, ou lapidar.&lt;br /&gt;vou pensar aqui agora em epitáfios para os meus melhores amigos . e um pra mim.&lt;br /&gt;este é bom:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" gostaria de estar aí com vocês"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é verdade. a morte só existe para os vivos. e os vivos precisam de epitáfios. mas este é um geral. eu gostaria que meu amigos se tornassemm imortais não morrendo. os japonenses sempre estão inventando algo. Na real, vos digo:&lt;br /&gt;eu mesmo faço pouca diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a longo prazo estaremos todos mortos. e nem todos estão vivos.&lt;br /&gt;O cavalheiro aí de azul , o que me dizes???&lt;br /&gt;é uma experiencia complicada a vida. não fosse a alternativa. no fundo existe uma pequena diferença entre os vivos e os mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você- vivo - continua passível de passar ridiculo.&lt;br /&gt;morto - mais respeitavel e presidencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tudo uma questão de tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-4812779398595516759?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/4812779398595516759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=4812779398595516759' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/4812779398595516759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/4812779398595516759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/08/o-infortnio-multiplo.html' title=''/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-8433715897494654619</id><published>2007-08-13T07:05:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T07:10:02.981-07:00</updated><title type='text'>Tem xinxim e acarajé</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As férias de verão são o paraíso na terra, principalmente para os garotos que enfrentavam o importante rito de passagem da 2ª para a 3ª série do Primeiro Grau (hoje em dia a coisa toda é diferente). As ruas ainda não eram proibidas para as crianças e um piá em Curitiba podia ficar por aí, flanando, jogando bola, soltando pipa, brincando de esconde-esconde até o dia escurecer. “De noite volto pro lar, pra tomar banho e jantar”, sem a sombra opressora da lição de casa. Esta era a vida feliz do pequeno Sandro, no Campo Comprido, em 1989. Dentro de casa a diversão era o álbum de figurinhas, um livro da coleção vaga-lume ou um gibi e o inapelável futebol de botão contra o irmão, ou mesmo sozinho, ocasião em que o Atlético sempre ganhava. Na companhia da mãe muitas novelas das oito. Até o dia em que “naquele fevereiro, onde tudo para ele era primeiro” a Rede Globo programou um especial mostrando algo como os melhores momentos dos carnavais de anos anteriores.  &lt;br /&gt;Num certo momento, o garoto viu as baianas de verde e rosa, girando como um catavento, sobre aquele chão de esmeraldas. Viu Mussum com seu sorriso amigo e seu pandeiro malandro, viu Jamelão com seus famosos elásticos-mandinga fazendo tremer a central do Brasil em Lá maior, viu o Junior do Flamengo com uma asa de penas de pavão ao lado da cabeça calva de 25 metros do poeta mineiro Carlos Drumonnd de Andrade. Era a Estação Primeira de Mangueira na avenida e Sandro então sentiu “seu coração apertado, todo seu corpo tomado, uma alegria voltar”.  Assim foi seu despertar fascinado para o carnaval do Rio. Em pouco tempo era o maior especialista em sambas-enredo do turno da manhã do Colégio Estadual do Paraná. Com o passar dos anos, se tornou um colecionador, tão ávido quanto cuidadoso, de tudo o que dizia respeito às escolas do Grupo Especial.  Nelson Rodrigues repetia que o “menino está enterrado no homem, como um sapo de macumba”. Aquele dia em que do sofá de casa o garoto viajou para longe, para o “Reino das Palavras” de Itabira marcou pra sempre sua alma, e ajudaria a definir muito do que viria a acontecer no futuro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cartas na Rua&lt;/strong&gt; – A Camisa pólo (do amarelo tradicional dos correios do Brasil) de mangas compridas arregaçadas até o cotovelo, cortada em diagonal no peito pela alça azul da sacola lembram uma camisa que o Boca Juniors usou durante pouco tempo nos anos quarenta:&lt;br /&gt;_Esta camisa do Boca não emplacou, por que tinha a mesma idéia da camisa do River...&lt;br /&gt;Camisas de futebol. Outro item que desperta o impetuoso colecionador disfarçado no uniforme de carteiro.  Como todo bom colecionador tem uma perspectiva peculiar sobre o valor relativo das coisas. Acha justo pagar mais de cem reais numa camisa original da Tuna Luso de Belém, da década de oitenta. Mas mede cada centavo do salário de funcionário concursado dos Correios e Telégrafos quando o assunto é de menor importância como a própria alimentação.  Ajuda nisso o fato de ser vegetariano há quase uma década. Os alimentos naturais e os queijos além de mais baratos, mantem vivo o homem de um metro e setenta e poucos e ativa a cabeça, em cujo  topo já vão rareando os fios louros dos cabelos. Como o equilíbrio é uma das marcas de sua personalidade, ele procura compensar a ainda incipiente calvície cultivando a barba ruiva e uma longa melena, ideal para balançar enquanto Brian May toca o trecho heavy metal de Bohemian Rapshody (musica preferida do Queen, sua banda preferida).&lt;br /&gt;Atualmente, é o responsável pela organização e entrega das correspondências e encomendas nas residências numa área do bairro Batel, nas cercanias da praça do Japão. Um trabalho que exige além de grande esforço físico, uma capacidade de organização e memória. Coisa pouca para quem sabe o samba do Estácio, campeão do carnaval de 75 de cor. Pior era o tempo em que tinha o centro como sua jurisdição. A quantidade enorme de encomendas triplicava o peso da mochila. Era difícil, mas pelos menos não tinha cachorro”, deixando claro outra vez a idéia compensatória. Todos os fins-de tarde, (quer dizer quase todos, pois nos meses em que o Brasil não programa um feriado nacional ele usa uma prerrogativa da função e tira uma tarde livre a pretexto de resolver problemas de saúde, ou seja; tirar a tarde para brincar com o brincar com o filho pequeno) ele tira o uniforme de trabalho, dobra e coloca na grande mochila de montanhista, companheira inseparável das noites. Acostumado a carregar um peso extra, nos dias de folga sente a nostalgia de carregar um fardo.  Pega também um sanduíche de pão com queijo ou uma fruta e se manda apressado para a faculdade.  Chega pontualmente atrasado todos os dias. O atraso de 15 minutos é a sua marca. Curiosamente na única outra vez em que marcamos um horário para nos encontrarmos o mesmo atraso de 15 minutos se repetiu, ainda que, fosse um fim de semana, nas férias.&lt;br /&gt;Assiste às aulas com atenção e com interessado bom humor, a não ser que esteja dando uma de suas longas cochiladas. Num maniqueísmo muito particular costuma elencar todas as coisas entre o céu e a terra em duas categorias  bem distintas.  As belas mulheres, uma boa noticia, um gol do atlético, um samba do cartola  ou um bom vinho são definidos com um  “show de bola”. Qualquer injustiça, uma cerveja quente, o noticiário político brasileiro, eventuais derrotas rubro-negras e principalmente as grosserias e boutades que os professores e colegas cometem merecem a reprimenda do seu bordão característico:&lt;br /&gt;_ Que Absurdo....&lt;br /&gt;Tente falar esta frase numa roda de cavalheiros que tenham entre 25 e 50 anos:&lt;br /&gt;_ “Já fizeram outra vez a menina deitar na grama. É isso aí. gente fina: futebol samba, loteria é a alegria do meu  Brasil - sil – sil....”&lt;br /&gt;Era assim que o falecido locutor de rádio, Lombardi Junior começava a narração das milhares de partidas de futebol que ele transmitiu pela Radio Clube Paranaense nas décadas de 70, 80, 90 . Existe em Curitiba um estranho sindicato que se reconhece através da repetição desta senha, assim como a maçonaria possui todo um arsenal de símbolos que identifica fica um de seus membros diante de um confrade. A pessoa que conhece a frase  só pode ser um nostálgico de memória privilegiada, morador da cidade na década de 80 , ouvinte de rádio e  com interesse psicótico por futebol profissional. Assim é também Sandro Michaelev, “como se fala, se escreve” rima prática e sonora, usada desde muito para explicar o sobrenome de origem polonesa. A personalidade compactamente formada.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um amor em Minas&lt;/strong&gt;  – Mas faltava ao romântico garoto do Campo Comprido a dimensão trágica de um grande amor. Ah, o amor essa coisa que a gente não entende iaiá... Não foi na Bahia, nem nas festinhas americanas, nem nas andanças pelo centro de Curitiba, nos sebos ou na sinuca do Omar shopping que o amor sorriu para Sandro.&lt;br /&gt;Sua história de amor é improvável nestes nossos dias de relacionamentos íntimos instantâneos.Tudo aquilo que demorava dias, meses, com as missivas ou flertes da vida real, virou coisa de segundos. É o amor nos tempos do MSN como diz Xico Sá. Tudo muito rápido, espécie de miojo sentimental, emoções baratas, 3,5 minutos, ferveu, e ... pronto!&lt;br /&gt;Para Sandro não. Ele sempre acreditou no amor verdadeiro, maior que a vida e a morte.&lt;br /&gt; Enquanto remoia as agruras de sua solidão pós-adolescente, Sandro viu um primo aparecer por aqui com uma namorada mineira. Muito simpática , ficou sensibilizada ao ver um rapaz de talento e virtude tão só, que resolveu intervir. Deu a Sandro o telefone de uma amiga em Minas e a amiga o telefone do sambista polaco. Os números mágicos quedaquele DDD foram as dezenas da loteria do amor. Uma paixão ao primeiro inter-urbano. As conversas foram ficando cada vez maiores e mais gostosas, na mesma medida em que crescia a conta da Telepar. Pensou no poeta que foi enredo da Mangueira, naquele dia especial de 87 :&lt;br /&gt;...quer ir pra Minas? Minas não há mais. E agora Sandro Michaelev, ?&lt;br /&gt;Ele foi. E conheceu o amor. Em pouco tempo estava lá, de vez, transferido pelos correios para Juiz de Fora. Foi um tempo bonito, do amor  e das aventuras nas serras e matas mineiras. O tempo das entradas e das bandeiras. Sacralizaram o casamento numa linda cerimônia pagã com fogo, vinhos rosas e luar. Eternizaram seu amor com o nascimento do pequeno Michaelev.&lt;br /&gt;Acontece que Juiz de Fora tinha muitas ladeiras, muitos cariocas caboclos e não tinha o Atlético.  O velho atlético dos álbuns de figurinhas, das camisas da Fedatto, do futebol de botão com o irmão o Atlético. Já era hora de voltar.&lt;br /&gt;O pedido de transferência foi finalmente aceito pela direção dos correios. &lt;br /&gt;Mais difícil seria convencer a bem amada a se mudar de mala cuia e prole para a distante Curitiba.&lt;br /&gt;Padre Vieira em uma de seus mais inspirados sermões define a Holanda como “um frio e alagado inferno”. Pois o epíteto veste Curitiba muito bem, obrigada. À sombra destes pinheirais, as pessoas são distantes e de muito siso, as manhãs são pintadas de branco pelas geadas e o céu é cinza. A proverbial desconfiança mineira foi vencida e a família Michaelev aportava completa em Curitiba. O eterno retorno. O Atlético já era campeão brasileiro, a esperança havia vencido o medo e Lula subiu a rampa do planalto. Desde então a família Michaelev tem vivido feliz, o bebe crescendo, no  mesmo velho bairro em que o pai cresceu. Ela atriz, ele funcionário (entre todas as outras virtudes) vão enfrenta a crise e vivendo e bebendo um vinho e engolindo sapos pelo caminho, e brigando e vão se amando -que também sem um carinho ninguém segura o rojão - e botando a vida pra frente num “ absurdo show de bola”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-8433715897494654619?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/8433715897494654619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=8433715897494654619' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8433715897494654619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8433715897494654619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/08/tem-xinxim-e-acaraj.html' title='Tem xinxim e acarajé'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-8360413425955794302</id><published>2007-07-26T23:03:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:23.289-08:00</updated><title type='text'>Para nosotros siempre es 26</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Num parágrafo, é mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bons ditadores sempre prometem uma eleição, como os bons comedores prometiam casamento até um tempo atrás. Fulgencio Batista prometeu eleições em Cuba, em Outubro de 52. Deu um golpe antes, como já dera em 34, e provocou revolta no povo, especialmente num jovem recém-formado advogado oriental ( do oriente da ilha) chamado Fidel Castro Ruiz. Foi Castro quem comandou o assalto ao quartel Moncada ,o maior do exército de Batista, em 26 de julho de 1953. A ação foi relativamente mal-sucedida, todos os lideres foram mortos ou presos,. Fidel preso escreveu sua auto-defesa, talvez seu escrito mais celebre, pedindo a própria condenação. Leiam o trecho final do pedido e aquele um parágrafo, vai virar três:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A los señores magistrados, mi sincera gratitud por haberme permitido expresarme libremente, sin mezquinas coacciones; no os guardo rencor, reconozco que en ciertos aspectos habéis sido humanos y sé que el presidente de este tribunal, hombre de limpia vida, no puede disimular su repugnancia por el estado de cosas reinantes que lo obliga a dictar un fallo injusto. Queda todavía a la Audiencia un problema más grave; ahí están las causas iniciadas por los setenta asesinatos, es decir, la mayor masacre que hemos conocido; los culpables siguen libres con un arma en la mano que es amenaza perenne para la vida de los ciudadanos; si no cae sobre ellos todo el peso de la ley, por cobardía o porque se lo impidan, y no renuncien en pleno todos los magistrados, me apiado de vuestras honras y compadezco la mancha sin precedentes que caerá sobre el Poder Judicial.En cuanto a mí, sé que la cárcel será dura como no la ha sido nunca para nadie, preñada de amenazas, de ruin y cobarde ensañamiento, pero no la temo, como no temo la furia del tirano miserable que arrancó la vida a setenta hermanos míos. Condenadme, no importa, La historia me absolverá.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RqmOr8q4QmI/AAAAAAAAAEo/j7nUY-Cv2rM/s1600-h/fidel+01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091757739390550626" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RqmOr8q4QmI/AAAAAAAAAEo/j7nUY-Cv2rM/s400/fidel+01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fidel deixa a prisão em 1955 - Foto em &lt;a href="http://www.militantehp.hpg.ig.com.br/"&gt;http://www.militantehp.hpg.ig.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/em&gt;Depois de uma mal pensada anistia, Castro se exilou no México, onde aprendeu e desenvolveu a técnica foquista da guerrilha campesina e voltandoa Cuba em 56 , a bordo do Iate Granma , para triunfar anos depois, marchando sobre Havana.&lt;br /&gt;Hoje a situação cubana é esquisita, mas não se pode negar que por um tempo, foi a melhor coisa que aconteceu no mundo. &lt;em&gt;Em Moncada nos mostro el camino a percorrer e desde aquel alto ejemplo para nosostros siempre es 26&lt;/em&gt;. Foto - &lt;a href="http://www.militantehp.hpg.ig.com.br/"&gt;http://www.militantehp.hpg.ig.com.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RqmPG8q4QnI/AAAAAAAAAEw/tzmqNebVUdQ/s1600-h/fidel+02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091758203247018610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RqmPG8q4QnI/AAAAAAAAAEw/tzmqNebVUdQ/s400/fidel+02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por conta disso tudo, um texto que eu escrevi em Cuba, nos bons tempos. Não me lembro quem, ao reler textos de sua juventude, disse:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_ Nossa, como eu tinha talento naquela época...&lt;br /&gt;Talento, propriamente, eu nunca tive . Mas como eu era "gente boa" naquela época:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eddie e TiTi&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era um negro de bigode. Para facilitar ele era igual (igualzinho) ao Eddie Murphy. Na hora que eu percebi isto e me pulou de trás da orelha a pulga _Porra, com quem que este cara parece?,&lt;br /&gt;ele me disse: _Cojones, me dicen siempre, toda la gente, hein TITI?&lt;br /&gt;Ele tinha um amigo. Que sempre dava a palavra final. Quando, durante a longa conversa entabulada, ele queria comprovar, reforçar, asseverar, ratificar um pensamento, ele acionava o TITI, que não o deixava mentir. _É ou não é, TITI?&lt;br /&gt;E o TITI estava sempre a postos e comprovava com um sorriso ou resmungando um monossílabo. Eddie falava bastante. E também ria bastante. Antigamente o diriam um "boa praça". Cumprimentava a todos. E a estes todos, em seguida, oferecia uns bocaditos de jamón vicking que comprara na feira perto da Rodoviária de Holguin, isto depois que ele e uns bons amigos tinham tomado umas doze cervejas e comido uma perna de porco no rolete, e dançado salsa com belas mulatas – e foi assim, inebriados, que quase perderam o trem antilhano, o trem domingueiro que os havia deixado nesta estação onde agora riamos e conversávamos. _ Foi ou não foi TITI?&lt;br /&gt;E o TITI confirmava. Gosto quando encontro pessoas assim. Que tem suas falas ensaiadas. Que se completam. Como personagens de cartum ou desenho animado. Pessoas que você não consegue imaginar sozinhas. O Wood sem o Stock, ou apenas um dos Skrotinhos, ou sei lá, Faísca privado do Fumaça. O que fariam? O Eddie, sem o TITI, não seria a mesma coisa. Por certo, deviam existir momentos de separação. Os dois contaram - quer dizer, o Eddie contou e o TITI confirmou - que tinham mesmo, vidas diferentes. Cada um tinha sua família e moravam em municípios diferentes. Trabalhavam sempre juntos. Iam agora pintar as chaminés de uma antiga indústria nos arredores de Havana.&lt;br /&gt;Eddie se chamava, vejam só, Horácio. O TITI será para sempre TITI. Eddie Horácio pegou um assento perto do meu e longe do TITI, no trem que fez a longa viagem de Cadocum a Havana. Mas sempre que precisava lembrar ou confirmar alguma coisa, era lá de longe que perguntava, indiferente aos que dormiam ou rosnavam: _Ei, TITI, lembra disso?&lt;br /&gt;O TITI era mais tímido, não sabia escrever, quando precisava era o Eddie que o fazia. Ficamos como que umas cinco horas numa erma estação, esperando um trem no Oriente da Ilha de Cuba. Certa feita, quando meu farnel de rum se esgotara, Eddie se prontificou a buscar mais. Sumiu no povoado levando o cantil vazio e logo voltou, com seu sorriso impagável. Aquele ron dispenzado. Se não te cega, é muito bom. A nós, se juntou então um tipo chino, pouco mais velho. Pelo que entendi ele era o equivalente a um agente penitenciário brasileiro. Contava piadas terríveis, sem nenhuma graça, e só o Eddie é que ria. Já tinha estado em Angola. Eddie Horácio tinha trabalhado em Odessa e contava as estórias, estas sim muito boas, de como ele e outros latinos loucos ajudaram a fazer ruir o império soviético. Estas estórias o TITI não podia confirmar. TITI tinha viajado pouco e também não quis beber rum.&lt;br /&gt;Eu já viajei para alguns lugares também. Nenhum como aquele. Cadocum, província de Holguin. Oriente da maior ilha do Caribe. Eddie me deu uma edição daquele livro em que o Fidel e o Frei Betto falam sobre religião. Todo rabiscado por uma das suas cinco filhas. Eu então dei pra ele o caderno onde escrevia meus rabiscos, para que sua filha ficasse à vontade. Ele riu da capa e agradeceu. Se assustou quando eu disse que os sem-terra da novela existiam, como também existiam as favelas, seqüestros e assaltos à mão armada no Brasil. Não acreditou que houvessem policiais sócios dos malandros em Havana. Muito menos que existissem no Brasil os tais restaurantes que, a um preço único e não muito caro, servem salada e uns vinte tipos diferentes de carne bovina, e você pode comer até não agüentar mais. _Isso não pode ser verdade - ele disse. E assim chegamos a Havana.&lt;br /&gt;_Alemano, cuida-te con los tipos gineteros en la capital. Son tipos peligrosos, hein TITI? E lá se foram, Eddie e TITI. Foram pintar as chaminés. Eu fui cuidar da minha vida, botando nela um pouco mais de fé. Do chino eu não soube mais. O que eu sei é que nunca vai dar para esquecer aquela cubana mão amiga, que na despedida apertou a minha. Aquele tipo de amigo instantâneo, em quem se pode confiar. Do tipo que a gente encontra neste mundo de meu Deus e que nos faz ter certeza de que, apesar de tudo, é uma beleza viver aqui. Nos faz ter a certeza de que estas coisas boas em que a gente acredita são, enfim, a verdade. Até porque, se não fosse, o TITI tava aí pra desmentir. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-8360413425955794302?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/8360413425955794302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=8360413425955794302' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8360413425955794302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8360413425955794302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/07/para-nosotros-siempre-es-26.html' title='Para nosotros siempre es 26'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RqmOr8q4QmI/AAAAAAAAAEo/j7nUY-Cv2rM/s72-c/fidel+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-8738157723935464377</id><published>2007-06-13T12:35:00.000-07:00</published><updated>2007-06-13T12:48:13.956-07:00</updated><title type='text'>Assino embaixo do     Nei Lopes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;RAÇA NÃO EXISTE. E DAÍ? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa chanchada da Atlântida nos anos 50, quando todos os telefones eram pretos, numa cena realmente engraçada, de repente um personagem - vivido talvez pelo cômico Ankito - vendo o braço nu do saudoso Grande Otelo apoiado no balcão de um botequim, pega-o sem cerimônia, leva o cotovelo à boca e diz: - Alô!. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era o tempo em que os artistas do palco e do gramado chamavam-se Blecaute, Chocolate, Escurinho, Gasolina, Jaburu, Jamelão, Noite Ilustrada, Veludo etc. Quando as letras dos sambas e marchas cantavam sem problemas a "nega do cabelo duro", a "nega maluca"; e até o "crioulo doido" e a "nega luxuosa que se fosse cor de rosa era estrela de balé" (estes um pouquinho depois). E em que poderosos jornais, acusavam, até em editoriais, as comunidades religiosas afro-brasileiras como "focos de ignorância e desequilíbrio mental". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dá até saudade desse velho e ingênuo racismo! Porque hoje, com a precisão científica de uma guerra bacteriológica, o neo-racismo brasileiro usa principalmente a estratégia de negar sua própria existência, para assim neutralizar as iniciativas que visam efetiva e maciçamente incluir na sociedade abrangente, tirando da "periferia" para o centro das decisões, o segmento afro da população brasileira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada vez mais inteligente e sofisticado, o novo racismo brasileiro aceitou a divisão dos afrodescendentes em "pretos e pardos" (já que nunca se pensou em segmentar os não-negros em "louros e morenos") até o momento em que os "pardos" começaram a se ver negros e a pesar na balança. Antes, esse neo-racismo já havia negado as peculiaridades culturais e psíquicas formadoras do nosso temperamento e da nossa espiritualidade afro-originados. Ao mesmo tempo que, no campo da cultura e do entretenimento, argumentando que o fazer dos afro-brasileiros é apenas brasileiro e não afro, pôs-se a utilizar-se dele, em proveito próprio, no balcão de trocas da indústria cultural. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No cinema, especificamente, passou a preferir os filmes de ação ambientados em favelas, talvez para sublinhar uma suposta violência do povo negro; e na televisão, privilegiando montagens de época exibidas em horários vespertinos, o faz talvez para perpetuar o estereótipo do negro subalterno, escravo, embora às vezes revoltado. Assim age o novo racismo na mesma medida que nega a legitimidade de um pensamento afro-brasileiro autônomo, para continuar mantendo a hegemonia do segmento dominante, o euro-ocidental, no campo do saber letrado. Daí, quando um de nós afro-descendentes consegue externar seu pensamento através de uma grande mídia e com alguma repercussão, somos logo arrogantemente agredidos, acusados de xenófobos e reacionários, ao mesmo tempo que vemos lançada a culpa da escravidão africana sobre os próprios nativos do continente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daí também o sofisma segundo o qual com uma boa educação de base (em quanto tempo?) todo o problema etnossocial no Brasil se resolverá. Até então, tudo isso vinha meramente especulado, sob a alegação de que o Brasil é um país mestiço, onde "não se pode comprovar quem efetivamente são os negros" - embora essa mestiçagem nunca se tenha visto na fenotipia do Poder, como agora já se observa na Bolívia e na Venezuela e não se nota no México, por exemplo. Até então, era assim. Mas agora, finalmente, o racismo chega ao DNA. Para provar o óbvio: que boa parte dos afro-brasileiros tem sangue europeu; e que esse sangue vem predominantemente pelo lado materno - ao que perguntamos: por força do amor ou do estupro? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Brandindo estatísticas ou testes de DNA e provando sempre o óbvio, o novo racismo brasileiro o que deseja é mostrar que "raça não existe" e que está tudo bem, desde que "pretos e pardos" reconheçam seu lugar, o qual não é o mesmo dos "louros e morenos". Hoje, qualquer estudante bem informado sabe que os seres humanos têm uma origem comum, num mesmo grupo saído da África há muitos milhões de anos. Que as diferenças físicas deveram-se à adaptação aos novos e diversos ambientes encontrados na longa caminhada. E que o ultrapassado conceito de "raça" foi há muito substituído pelos de cultura e etnia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, convenhamos: pra quê serve isso tudo? Vá essa Ciência dizer ao porteiro do prédio "bacana" que os de pele escura também têm direito ao elevador social. Vá ela dizer ao policial truculento que o jovem de cabelo carapinha também pode ser dono de um carro do ano. Vá explicar ao gerente do banco que o jovem negro candidato a bancário pode ser também honesto, inteligente e capaz. Vá dizer ao mercado que a trabalho igual tem que corresponder remuneração igual. Vá explicar para a negra do campo que não foi por ela ter "barriga limpa", como lhe ensinaram, que seu filho nasceu com pele clara. Vá, enfim, a Ciência reler para o Estado brasileiro os capítulos I e II da Constituição Federal! Sabe o que eles vão pensar ou responder? "Raça não existe!". Mas se ainda houvesse telefone preto, certamente, pelo menos um deles diria "alô" no cotovelo do "crioulo" no balcão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-8738157723935464377?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/8738157723935464377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=8738157723935464377' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8738157723935464377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8738157723935464377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/06/assino-embaixo-do-nei-lopes.html' title='Assino embaixo do     Nei Lopes'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-1223004177914161490</id><published>2007-06-06T11:56:00.001-07:00</published><updated>2007-10-29T11:25:59.197-07:00</updated><title type='text'>Deu na Folha de São Paulo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Coritiba contrata estrelas do Futebol Feminino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por indicação de seu novo treinador, Renê Simões( ex-seleção feminina do Brasil), 56, o Coritiba Footbal Club, numa atitude inédita no história do futebol brasileiro, promove a inclusão de jogadoras da seleção feminina de futebol em seu elenco profissional. As jogadoras Marta, Pretinha e Michael Jackson serão as primeiras atletas femininas a jogarem o Campeonato Brasileiro da Serie B. O presidente Giovani Gionédis, 53, explica a inusitada aposta:&lt;br /&gt;_ Alguém tem que vestir calças neste time ...&lt;br /&gt;È a primeira vez que o algum clube promove o sincretismo entre atletas dos dois gêneros. O Coritiba mais uma vez sai na frente, tendo em vista tratar-se do primeiro time brasileiro a admitir homossexuais nosgramados.. O cartola João Carlos Vialle, falando por telefone de Irati, comenta a situação:&lt;br /&gt;_Nos achamos que a chegada do Renê e suas meninas vai devolver a alegria que perdemos desde que o Moro foi embora.&lt;br /&gt;A FIFA surpreendentemente autorizou a contratação em decisão proferida no decreto n 4.561/ 07 publicada no international board.Em trecho traduzido do decreto o Presidente Michel Platini enaltece a iniciativa dos paranaenses:&lt;br /&gt;_ Só poderia vir do Coritiba uma tomada de posição como esta. O Clube brasileiro está na vanguarda do futebol mundial, pois sempre encampou a bandeira da diversidade sexual pois como disse Stan Blackbridge “ um dia o terceiro sexo vai ficar em primeiro”&lt;br /&gt;Segundo o presidente Giovani o ambiente do elenco estava “carregado”. Com a chegada de Marta e Cia. jogadores como Pedro Ken e Eanes vão “ter com quem conversar”.&lt;br /&gt;Gionédis, entretanto, a exemplo de seu novo sócio Onaireves Moura , escolhe outros culpados para as más jornadas de sua agremiação O presidente coritibano culpa até a Prefeitura Municipal pela falta de identidade de sua equipe:&lt;br /&gt;_A estrada que leva a Vila Zumbi está em péssimas condições. Em janeiro, quando eu queria dar uma bronca no time dentro do ônibus o motorista teve que dar uma freada brusca. .&lt;br /&gt;As condições de rodagem de BR -101 seriam responsáveis pela falta de unidade no plantel coxa-branca ter virado um problema para o departamento de Futebol do clube. Segundo o presidente só a chegada das jogadoras da seleção poderá trazer um “fato novo” que amenize a tensão do conturbado ambiente coritibano como demonstra Gionédis:&lt;br /&gt;_Naquela época tínhamos separado direitinho. Na direita sentavam os pangarés. No lado esquerdo os jogadores que costumam dar a bunda. Mas com aquela freada todos se misturaram e desde então,este grupo nunca mais foi o mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-1223004177914161490?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/1223004177914161490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=1223004177914161490' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1223004177914161490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1223004177914161490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/06/deu-na-folha-de-so-paulo.html' title='Deu na Folha de São Paulo'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-3289537629634430685</id><published>2007-06-02T07:13:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:23.535-08:00</updated><title type='text'>Playmobil</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RmIKrhHOiYI/AAAAAAAAAEg/M5At0ROcQpo/s1600-h/trecos_artigo_playmobil_02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071627873111935362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RmIKrhHOiYI/AAAAAAAAAEg/M5At0ROcQpo/s400/trecos_artigo_playmobil_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hans Beck nasceu na pequena cidade de Zirndorf no estado da Turíngia, Alemanha, em 1925. Hans trabalhava como marceneiro e nas horas vagas se dedicava a aeromodelos e outros brinquedos. Nos anos 60 a empresa Geobra Brandstätter convidou-o à trabalhar para desenvolver novos brinquedos, a empresa precisava oferecer mais produtos para um mercado em franca recuperação pós-guerra. Em meados dos anos 60 o dono da empresa Horst Brändstatter encumbiu a Hans a missão de desenvolver um novo brinquedo baseado na figura humana. Durante 3 anos Hans criou e testou vários modelos de bonecos mas nenhum obteve viabilidade para produção em escala. Horst resolveu deixar a ideia em Stand-by mas Hans continuou a desenvolver os bonecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1973 veio a crise do petróleo e o mundo nunca mais seria o mesmo. Os rearranjos da economia mundial fizeram com que a Geobra vislumbrasse agora uma possível viabilidade para os bonecos de Hans. Rapidamente o projeto foi reativado e no ano seguinte o novo brinquedo foi lançado na ToyFair Nurenberg 1974.&lt;br /&gt;O grande sucesso fez com que a Geobra lançasse o produto mundialmente em 1975.&lt;br /&gt;E o mundo nunca mais seria o mesmo depois do Playmobil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A versalitidade do brinquedo e suas infinitas possibilidades ajudaram a desenvolver a criatividade de milhões de crianças ao redor do mundo. A facilidade de adaptação à cultura de diversos países foi também fundamental no sucesso do Playmobil.&lt;br /&gt;A diretrizes para o projeto foram:&lt;br /&gt;1- Os bonecos deveriam caber na mão de uma criança; 2- Não poderiam ser inflexíveis como soldados de chumbo; 3- Não poderiam ser complexos e 4- Seus rostos deveriam parecer com o de uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hans Beck morreu em 1999 quando o Playmobil completara 25 anos. Na Expo Hannover 2000, Hans foi homenageado com uma estátua junto com outras 100 grandes personalidades alemãs. O Playmobil foi considerado um marco nos brinquedos educacionais que estimularam a criatividade de várias gerações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Escrito&lt;/em&gt; por &lt;strong&gt;Robson Moser&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-3289537629634430685?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/3289537629634430685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=3289537629634430685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3289537629634430685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3289537629634430685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/06/playmobil.html' title='Playmobil'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RmIKrhHOiYI/AAAAAAAAAEg/M5At0ROcQpo/s72-c/trecos_artigo_playmobil_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-6028413830331587397</id><published>2007-05-30T12:36:00.000-07:00</published><updated>2007-06-01T07:39:08.849-07:00</updated><title type='text'>Artilheiro de Pau Grande</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O meu grande momento no futebol internacional ocorreu no verão de 2006 – ou terá sido em 2005? Enfim...&lt;br /&gt;Existe encravado entre as Serra dos Órgãos (onde se situam as cidades de Petrópolis e Teresópolis) e a baixada fluminense um pequeno pedaço de paraíso. Fazendo parte do município de Magé -o aprazível distrito foi escolhido por uma força tarefa bretã como o espaço ideal para a instalação de uma das sedes serranas da Companhia América Fabril. Prospectando a região os ingleses derrubaram centenas de arvores, entre elas uma de tamanho e espessura assustadores, que devia ter nascido na região antes do período das grandes navegações. Segundo a lenda da região era uma samauma gigantesca, e da sua madeira foi extraido o material para as instalações mais importantes da fábrica que transformaria a vida do lugarejo e de todos que por ali passaram. E emprestou-lhe o apelido: Pau Grande.&lt;br /&gt;Se a madeira para as construções veio da abundante flora da raiz da serra, a terra e areia para as construções vieram de um pequeno morro situado a uns 500 metros da sede principal. A retirada da terra deixou recortada no relevo uma figura geométrica escalena de quatro lados. Trata-se de um trapézio com uma base maior de uns oitenta metros, e a outra de uns 60 Na Altura a que fica mais próxima a serra a medida é de uns 30 metros e do outro lado – que tem por fundos a cidade - uma altura um pouco maior de 45 metros talvez. Em cada ponto médio das alturas do trapézio se instalaram traves de mais ou menos 1,90 por 4 metros. Ao lado da base maior um grande barranco queéusado como tabela e do outro lado uma íngreme ribanceira protegida por mata fechada. Eis uma descrição física, perfunctória e insuficiente da lendária barreira de Pau Grande. Naquela terra, com seus ralos tufos de mato e pragas, nasceu para o futebol o seu mais precioso e genial artista- &lt;strong&gt;Mané Garrincha&lt;/strong&gt; –e se realizam desde os anos quarenta( sempre depois da missa) as proverbias peladas de domingo de manhã.&lt;br /&gt;Nunca foi tão correto chamar um esporte de pelada. Ouso dizer que a verdadeira pelada (sei que aqui estarei desagradando os peladeiros de Copacabana que tanto se orgulham de seu invento) é a que se pratica na barranca. Pois trata-se de um esporte derivado do futebol, que tem pontos em comum com este, mas que não pode ser com ele confundido. Primeiro não existem goleiros e faltas. Não por acaso os dois medidos anti-clímax do futebol.&lt;br /&gt;Os gols só podem ser feitos de dentro de uma pequeníssima área de uns 6mts quadrados com os pés. Com a cabeça de qualquer ponto do terreno. A única falta punível é mão na bola. Não existe distinção entre a modalidade dolosa ou culposa, nem se leva em conta aspectos subjetivos da conduta, como a intenção tão polemica no futebol bretão. Mão na bola, em Pau Grande é gol. Gol direto, pois como já foi dito não existem outras faltas. O que quer dizer que as pernadas, agarrões, bandas e sarabandas, rabos de arraia e empurrões são liberados. A história relata que são quase nulos e não mereceram nota os casos de desentendimento entre os jogadores nestes quase 70 anos. Esta liberdade respeitosa dos usos e costumes só podiam existir mesmo nesta pequena Shagri-lá (como bem diz Ruy Castro em estrela Solitária). Somente povos desenvolvidos vivem em paz, sem repressão conscientes dos limites e conseqüências de seus atos e comportamentos.&lt;br /&gt;Estas peculiares características tornam o jogo singular. O meio de campo ( tão valorizado entre os futebolistas) é quase um latifúndio ocioso ali naquele pé-de-serra. As ações se concentram nas áreas e pontas. Ali é que as coisas acontecem. E foi ali, em uma daquelas traves que eu entrei definitivamente para a história, concluindo de testa ( queixo no peito e queixo no ombro) , de olho aberto e pra baixo, como meu irmão me ensinou, um cruzamento da direita. Não me recordo o autor do cruzamento. Se eu não recordo nem o ano em que tudo acoteceu. Do instante, entretanto, em que fiz o meu primeiro gol no campo do Garrincha não esquecerei jamais. Estas recordações, esta lua e este conhaque estão me deixando como o diabo gosta. Pararei por aqui. Quem não quiser acreditar pode procurar o meu amigo Arlindo Ventura da Silva no Torto Bar. Ele, que foi o primeiro de nós a pelear naquelas terras distantes, não me deixará mentir. Quem ainda assim não se conformar tem meu convite para ir a Pau Grande e procurar o seu Emidio. Sempre de galochas de borracha ele, que foi amigo e contemporâneo de Manè, se ocupa em providenciar a súmula das milhares de peladas que ocorrem semanalmente naquele solo sagrado. Numa das sumulas de janeiro de 2006( ou terá sido 2005?) você encontrará na lista de artilheiros:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Russo – 2 gols ( um em cada tempo).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-6028413830331587397?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/6028413830331587397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=6028413830331587397' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6028413830331587397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6028413830331587397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/artilheiro-de-pau-grande.html' title='Artilheiro de Pau Grande'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-5710561382860492106</id><published>2007-05-26T18:44:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:23.707-08:00</updated><title type='text'>Raymond Kopa, o Kopa   &amp; Valdir Pereira , o Didi</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RljilBgtf9I/AAAAAAAAAEY/ZitZvgbWmMI/s1600-h/didi+e+Kopa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069050506294165458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RljilBgtf9I/AAAAAAAAAEY/ZitZvgbWmMI/s400/didi+e+Kopa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-5710561382860492106?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/5710561382860492106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=5710561382860492106' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5710561382860492106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5710561382860492106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/raymond-kopa-o-kopa-valdir-pereira-o.html' title='Raymond Kopa, o Kopa   &amp; Valdir Pereira , o Didi'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RljilBgtf9I/AAAAAAAAAEY/ZitZvgbWmMI/s72-c/didi+e+Kopa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-6683420006699927973</id><published>2007-05-26T18:43:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:24.014-08:00</updated><title type='text'>Yashin  em highbury - 1966</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RljiUhgtf8I/AAAAAAAAAEQ/KggJ6X8MEv4/s1600-h/yachin1966_small.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069050222826323906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RljiUhgtf8I/AAAAAAAAAEQ/KggJ6X8MEv4/s400/yachin1966_small.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-6683420006699927973?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/6683420006699927973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=6683420006699927973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6683420006699927973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6683420006699927973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/yashin-em-highbury-1966.html' title='Yashin  em highbury - 1966'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RljiUhgtf8I/AAAAAAAAAEQ/KggJ6X8MEv4/s72-c/yachin1966_small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-6867267063475488074</id><published>2007-05-26T18:41:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:24.213-08:00</updated><title type='text'>Foto de Domicio Pinheiro - Djalma, Djalma e Procópio</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Rljh9Bgtf7I/AAAAAAAAAEI/zBHd00oMQRc/s1600-h/foto+historica+de+DomÃ&amp;shy;cio+Pinheiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069049819099398066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Rljh9Bgtf7I/AAAAAAAAAEI/zBHd00oMQRc/s400/foto+historica+de+Dom%C3%ADcio+Pinheiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-6867267063475488074?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/6867267063475488074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=6867267063475488074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6867267063475488074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6867267063475488074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/foto-de-domicio-pinheiro-djalma-djalma.html' title='Foto de Domicio Pinheiro - Djalma, Djalma e Procópio'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Rljh9Bgtf7I/AAAAAAAAAEI/zBHd00oMQRc/s72-c/foto+historica+de+Dom%C3%ADcio+Pinheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-1001346711959490355</id><published>2007-05-26T18:39:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:24.304-08:00</updated><title type='text'>Chico Contra Maspoli no Maracanazzo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Rljhehgtf6I/AAAAAAAAAEA/Ei4EnQ2RPOk/s1600-h/chico+perde+um+gol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069049295113387938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Rljhehgtf6I/AAAAAAAAAEA/Ei4EnQ2RPOk/s400/chico+perde+um+gol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-1001346711959490355?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/1001346711959490355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=1001346711959490355' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1001346711959490355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1001346711959490355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/chico-contra-maspoli-no-maracanazzo.html' title='Chico Contra Maspoli no Maracanazzo'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Rljhehgtf6I/AAAAAAAAAEA/Ei4EnQ2RPOk/s72-c/chico+perde+um+gol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-50471611998615376</id><published>2007-05-22T10:05:00.000-07:00</published><updated>2007-05-22T10:06:22.320-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Juliette     Fausto Fawcett &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copacabana... Copacabana...&lt;br /&gt;Copacabana praia de... Copacabana praia de...&lt;br /&gt;Copacabana... Praia...&lt;br /&gt;Atenção, bombeiros, guarda costeira, polícia militar&lt;br /&gt;Atividade, Atividade, Atividade&lt;br /&gt;Porque eu to vendo... Não, tá todo mundo vendo&lt;br /&gt;Que centenas de mulatas estão despencando das ondas&lt;br /&gt;No Mar de Copacabana&lt;br /&gt;É só dar uma panorâmica&lt;br /&gt;No calhau do posto cinco tem quinhentas&lt;br /&gt;No calhau do posto quatro, quatrocentos&lt;br /&gt;No calhau do posto três, tem mais trezentas&lt;br /&gt;No calhau do posto dois, outras duzentas&lt;br /&gt;Atividade, Atividade&lt;br /&gt;Me empresta essa lanterna por que ta chovendo muito&lt;br /&gt;E esse resgate tem que ser iluminado... resgate&lt;br /&gt;iluminado.&lt;br /&gt;Há uma semana atrás um navio mexicano&lt;br /&gt;Vazou tequila de frente pra orla marítima de&lt;br /&gt;Copacabana&lt;br /&gt;O sol encarregou-se de evaporá-la&lt;br /&gt;Daí que Copacabana está envolvida por uma neblina de&lt;br /&gt;Tequila evaporada! Tequila evaporada!&lt;br /&gt;E há duas horas atrás um imenso iate Sargentelli&lt;br /&gt;Naufragou cheio de mulatas suculentas&lt;br /&gt;Daí que a orla marítima de Copacabana&lt;br /&gt;Está sendo bombardeada por uma ressaca de mulatas&lt;br /&gt;Mulatas afogadas na tequila evaporada&lt;br /&gt;Passistas naufragadas na tequila evaporada&lt;br /&gt;E assistindo às operações de resgate, existe uma&lt;br /&gt;loirinha,&lt;br /&gt;Uma Ninfeta Boticelli procurada pela polícia.&lt;br /&gt;Um agente federal reconhece essa loirinha&lt;br /&gt;E ela sai correndo assustada no meio da tequila&lt;br /&gt;evaporada.&lt;br /&gt;Loirinha assustada na tequila evaporada&lt;br /&gt;Loirinha assustada na tequila evaporada&lt;br /&gt;E no meio da chuva a multidão pegunta:&lt;br /&gt;- Me diz aí agente, quem é essa loirinha?&lt;br /&gt;- O nome dela é Juliette&lt;br /&gt;E a multidão encharcada pergunta:&lt;br /&gt;- Me diz aí agente o quê que fez essa loirinha?&lt;br /&gt;- Ela roubou uma holografia de Julio Iglesias&lt;br /&gt;segurando um Leite de Aveia Davene da embaixada de&lt;br /&gt;Espanha&lt;br /&gt;E a multidão encharcada pergunta:&lt;br /&gt;- De onde vem essa loirinha?&lt;br /&gt;- Sua mãe pertence a uma estirpe de strippers e o seu&lt;br /&gt;pai... é indeterminado!&lt;br /&gt;A única informação que se tem dele é que pertencia à&lt;br /&gt;seleção holandesa de 1974.&lt;br /&gt;Juliette é a filha bastarda do Carrossel Holandês, da&lt;br /&gt;Laranja Mecânica...&lt;br /&gt;Quem será, quem terá sido o pai dessa Ninfeta&lt;br /&gt;Boticelli?&lt;br /&gt;- Será o Rensenbrink?&lt;br /&gt;- Pode ser...&lt;br /&gt;- Ou terá sido Rep?&lt;br /&gt;- Pode ser...&lt;br /&gt;- Será o Van Hanegem?&lt;br /&gt;- Pode ser...&lt;br /&gt;- Ou terá sido Neesken?&lt;br /&gt;- Pode ser...&lt;br /&gt;- Será o Suurbier?&lt;br /&gt;- Pode ser...&lt;br /&gt;- Ou terá sido Krol?&lt;br /&gt;- Pode ser...&lt;br /&gt;- Ou terá sido Cruijff?&lt;br /&gt;- Ou o goleiro Jongbloed?&lt;br /&gt;O policial mata Juliette com um tiro na cabeça.&lt;br /&gt;Leva a holografia pra delegacia&lt;br /&gt;E depois enterra o corpo da Ninfeta Boticelli na areia&lt;br /&gt;da praia&lt;br /&gt;No meio da Tequila evaporada... Chuva Forte...&lt;br /&gt;Tequila evaporada... Chuva Forte...&lt;br /&gt;Tequila evaporada... Chuva Forte...&lt;br /&gt;Tequila...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-50471611998615376?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/50471611998615376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=50471611998615376' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/50471611998615376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/50471611998615376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/juliette-fausto-fawcett-copacabana.html' title=''/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-6861596678548568147</id><published>2007-05-18T07:12:00.000-07:00</published><updated>2007-05-18T07:38:13.038-07:00</updated><title type='text'>Rainy day people</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um dia bonito em Curitba é um dia como hoje. Cinza escuro com uma chuva que promete não parar.Um fim de semana bonito da mesma forma é um como esse que se nos apresenta. Começa com esta oportuna e supreendente retrospectiva Jim Jamursch no Cine Novo Batel. Como os caras vieram com essa? Tem o tal festival uiversitário de cine ideal para paquerar as "marias-baixo-orçamento" aqui da área. O grande Arismar do Espirito Santo faz sessão com seu filho e Glauco Solter no inenarrável Paiol de Pólvora. Preço simbolico de deizão ( hoje em dia o equivalente a tres míseras cervejas). Para os bem jovens e para os nostalgicos as duas maiores porradas brasileiras dos anos 90 - Racionais e Sepultura. Sem falar que David Arturo Ferreira Rico e o Alexsander Pereira liderarão as 11 camisas rubro-negras contra os atuais campeões do mundo. The uncanny Al Scheinkmann e sua Orquestra encerram os trabalhos no domingo a tarde. As cartas estão na mesa, cavalheiros. Hora de repensar as minha abstinências. Para Ambroise Bierce o abstêmio é uma pessoa fraca que se deixa cair na tentação de negar a si próprio um prazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-6861596678548568147?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/6861596678548568147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=6861596678548568147' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6861596678548568147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/6861596678548568147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/rainy-day-people.html' title='Rainy day people'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-3408975887303645895</id><published>2007-05-16T07:09:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:24.479-08:00</updated><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Rksbs4_9qII/AAAAAAAAAD4/p7-oy5qKozk/s1600-h/aumu01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065172663937116290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Rksbs4_9qII/AAAAAAAAAD4/p7-oy5qKozk/s400/aumu01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre as acusações que mo são imputadas , de quando em quando e cada vaz mais, aparece a minha incorrigível nostalgia. Sou obrigado a confessar. Sou um homem do século XX, desconfortável e mal-cuidadamente instalado aqui em 2007. Dia desses , fumando um charuto ao lado de um cara que me garantia ter nascido em Boston, crescido em Tegucigalpa e puteado em 15 países de todos os continentes e com o Zé, me pus a pensar no primeiro andar do Shopping Mueller. Não o primeiro andar, mais o sub-solo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez tenha sido o charuto o deflagrador deste movimento proustiano e fatal, pois constava do cardápio da Lima Hobbies, a mais sólida casa comercial que ocupava aquele espaço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um espaço irrepetivel, pois era ele e nós eramos nós.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixe -me tentar, muito rapidamente, explicar no que consistia o local ( onde hoje estão instaladas as Lojas Americanas) .&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Logo a direita de quem descia a escada havia um salão de barbeiro. Meu pai o frequentava e foi onde eu dei o primeiro corte no telhado. A nota curiosa disso tudo é que existe uma terrível maldição que persegue os barbeiros do meu pai. Todos morrem tragicamente, como os atores do filme &lt;em&gt;Poltergeist.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Logo ao lado, havia o Shopping Mágicas. Uma inenarrável loja de truques, mágicas e sacanagens. Quem não se lembra do livro pornô que dava choques, o gelo com a mosca dentro, o caixão que revelava a ereção do padre? E haviam os truques que intrigavam a nossa inocencia até o limite do insuportável. Só os bravos que dispunham de dinheiro para este luxo tinham direito a adentrar o cortinado onde se revelavam os segredos mais importantes do universo. Para não falar do fio quíimico e do sangue do diabo, clássicos absolutos dos recreios nos anos 80.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma loja de instrumentos musicais, que também era uma escola ( como era mesmo o nome ?) Quantas casas não tem um orgão esquececido na sala de estar? Que estranho fascinio o orgão elétrico despertou naqueles tempos?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os duas grandes vedetes , porém, ficavam lado a lado bem no centro do galpão. A oficina do cachorro-quente e a já citada Lima Hobbies.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não preciso explicar que eram tempos imemoriais e não existiam nem as grandes redes de &lt;em&gt;fast-food&lt;/em&gt; nem estes barracos de cachorro prensadão em cada esquina. Mas existia o a Oficina do Cachorro-Quente. O especial da casa consistia numa salsicha de 23 cm, colocada num pão já cortado e meio sem gosto (como convém à iguaria) envolto num receptaculo de papelão dobrado. Pagando a quantia exigida ( nunca tive dinheiro para comer um e ainda tomar um refrigerante) voce ficava de posse do cachorrão e podia incrementa-lo com deliciosos biriris e molhos que ficavam expostos sobre barris de madeira. Ervilha, molho de mostarda servido com colher, nem lembro mais, uma porrada de coisas. Ó aurora da minah vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E A Lima Hobbies? A tradicional loja bancava uma grande pista de autorama .Vendia e fazia assistencia técnica dos mais variados carrinhos. Existia toda uma cena- um circo - do autorama, com grandes pilotos, máquinas envenenadas e renhidas rivalidades. Determinadas por uma clara separação de castas. Tinha a categoria dos pobres-diabos como eu que simplesmente levavam seu carrinho Estrela - acostumado com o circuito oval de um metro e meio- para a grande aventura daquela pista fatal. Havia uma categoria um pouco mais elaborada- meu irmão era desta-com motores mais potentes ( Mabushis) , carenagens coloridas de acetato e aceleradores com resistencia dupla. E havia a elite, gente que antecipou a abertura promovida mais tarde peloo presidente Collor , com seus inacreditavéis Mura 20 importados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para completar o cenário, ocupando toda a banda esquerda, se quedava um psicodélico parque de diversões. Fico a imaginar o tamanho real daquele negócio. havia uma espécie de uma montanha russaaquatica queé dificil de explicar para as novas gerações. Vocês sabem do que eu estou falando. E nos fliperamas &lt;em&gt;Ninja Gaiden e Street Figther&lt;/em&gt;. E depois de tudo isso, antes de voltar ao lar- sorvete italiano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante um tempo, que não durou muito, foi o melhor lugar da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-3408975887303645895?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/3408975887303645895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=3408975887303645895' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3408975887303645895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3408975887303645895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Rksbs4_9qII/AAAAAAAAAD4/p7-oy5qKozk/s72-c/aumu01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-554442276942595008</id><published>2007-05-10T07:06:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:24.721-08:00</updated><title type='text'>Preceitos básicos e avisos adicionais a jovens escroques</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RkMsDERJP8I/AAAAAAAAADw/44jeKx4oFK4/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062938837291450306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RkMsDERJP8I/AAAAAAAAADw/44jeKx4oFK4/s400/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não tente roubar uma vaca maior que sua caçamba.&lt;br /&gt;Não mostre seu rabo pra Polícia Rodoviária.&lt;br /&gt;Negociatas longas com grana curta é prejuízo na certa.&lt;br /&gt;Não confunda o Evangelho com a Igreja.&lt;br /&gt;Nunca dedure familiares ou amigos.&lt;br /&gt;Evite morar em qualquer lugar onde não dê pra mijar da porta da frente.&lt;br /&gt;Só porque é simples não significa que é fácil.&lt;br /&gt;Não deixe seu olho grande preencher cheques que sua barriga vazia não possa bancar.&lt;br /&gt;Se você não a quer, não a provoque.&lt;br /&gt;Não estacione entre dois cachorrões jogando sujo.&lt;br /&gt;Qualquer um amassa tomates; o foda é fazer o molho.&lt;br /&gt;Nunca se é pobre demais para deixar de prestar atenção.&lt;br /&gt;Não remoa por aí suas paranóias.&lt;br /&gt;Nunca durma com uma mulher que considere isso um favor.&lt;br /&gt;Se for atingido por um valentão, dê-lhe a outra face.&lt;br /&gt;Se rolar de novo, atire no filho da puta.&lt;br /&gt;Manter é sempre duas vezes mais difícil do que conseguir.&lt;br /&gt;Nunca atravesse uma cidade pequena a 120 por hora com a filhota do xerife nua na garupa.&lt;br /&gt;Nunca registre o preto no branco.Se você não está confuso então não tá entendendo nada.&lt;br /&gt;Amar é sempre mais difícil do que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Jim Dodge / Tradução : Joca Terron&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(recolhido no &lt;a href="http://www.atirenodramaturgo.zip.net"&gt;www.atirenodramaturgo.zip.net&lt;/a&gt;-&lt;br /&gt;compoe a série : "Só não é melhor por que não fui eu que fiz")&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-554442276942595008?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/554442276942595008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=554442276942595008' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/554442276942595008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/554442276942595008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/preceitos-bsicos-e-avisos-adicionais.html' title='Preceitos básicos e avisos adicionais a jovens escroques'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RkMsDERJP8I/AAAAAAAAADw/44jeKx4oFK4/s72-c/2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-1126332631393676353</id><published>2007-05-09T14:11:00.000-07:00</published><updated>2007-05-09T14:22:20.344-07:00</updated><title type='text'>Cerveja Preta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando começa não para este maldito telefone. Às vezes eu simplesmente deixo tocar. Dificilmente você ouvirá uma grande noticia pelo telefone. Por outro lado é o veículo perfeito para se espalhar a tragédia. De madrugada então pode saber. Mas dessa vez eu tava passando perto, resolvi atender:&lt;br /&gt;_ È você? a voz perguntou.&lt;br /&gt;_ Sou. E você quem é?&lt;br /&gt;Era ela. Qual ela? Eu me perguntava. Aquela ela. Ahhn e daí – porra, faz tempo e tal... Aquela coisa toda. Subitamente, ela interrompe:&lt;br /&gt;_Preciso te ver. Agora.&lt;br /&gt;Ainda era cedo pra beber. Só tenho bebido a noite. Então sugeri um café no velho Bosque Alemão. Ela aceitou. Não era a primeira vez que eu convidava. E ela tinha aceitado na outra. A exemplo de algumas outras jovens senhoras que também caíram no conto do Bosque Alemão. É um lugar elegante e pouco freqüentado. Tem uma bela “taquilla” de produtos alemães. Cafés, pães e tortas. Traz um clima aconchegante de segurança. Depois tem o Bosque. A mata fechada e todos seus perigos e mistérios. Este choque cria um efeito interessante. A tal “reversão da expectativa”.&lt;br /&gt;Cheguei antes. Tinha um livro de bolso que ia bem com café preto. Fiquei ali fazendo uma pose de espertão. Ela logo apareceu. Notadamente alterada. Mantinha o cigarro bem perto da boca. Uma tragada e uma respirada. Uma tragada e uma respirada. Levantei e fui recebê-la. Resolvi aplicar um daqueles abraços, com suspensão dorsal e meia-volta. Que enchem as mulheres de tranqüilidade e conforto. Ela tava mais gordinha:&lt;br /&gt;_ Senta aí, quer alguma coisa ? me prontifiquei e fiz os pedidos.&lt;br /&gt;Fumamos e tomamos café, e ela riu de umas piadas. Disse que ela tava bonita e tal. Não chega a ser mentira. Ela é uma indiazinha com seus encantos. Mas o comércio nunca fechou as portas por isso. Na verdade eu sempre tive que me esforçar um pouco com ela. Precisei sempre beber bastante e criar um clima cafajeste – de amor bandido. Daí sempre evoluiu. Senão é aquela coisa. Ao passo que ela ficou meio obcecada comigo um tempo. Fazia cenas, chorava – ligava de madrugada. Me bateu com o cabo daquelas vassourinhas de tapete. Aquelas que desmancham. Nunca entendi por que.&lt;br /&gt;_ E aí, como você ta?&lt;br /&gt;“Bem pra caralho”, menti. Inventei umas estórias. Aumentei umas outras. Omiti outras tantas. _ E aquele teu cachorro?.&lt;br /&gt;Tinha morrido. Ela tinha um cachorro aleijado. Sem uma pata traseira. Os caras acoplaram umas rodinhas e ele podia andar. Era interessante. Contei que tive que doar o meu. Morando em apartamento e tudo o mais. Lembrei que a ultima vez que eu a vi ela tava com um cara estranho comendo umas paradas na feira ali da baixada do Hugo Lange. Recordo-me de ter pensado “essa aí conseguiu arrumar um traste pior que eu”.&lt;br /&gt;_ Tá bom, e o que você queria me falar?&lt;br /&gt;Ela acendeu o décimo cigarro. Deu uma grave tragada. Disse que não era nada. Só queria me ver mesmo. Que tava mais tranqüila e feliz sabendo que eu tava bem. Desconversou. Mentiu umas coisas dela. Uns projetos. Falou de umas pessoas que eu não conheço. Fez menção de que precisava ir. Assumi a conta (muito do mito sobre meu cavalheirismo, nasceu deste hábito). Era hora da despedida. Neste ponto ocorre o inesperado.&lt;br /&gt;Desta vez foi ela quem caprichou no abraço. Abraço demorado, cheio de mão nas costas. Ela simplesmente não largava. “Tava mais cheinha mesmo”, eu ponderei. Depois ela me roubou um “half” – o beijo de meia boca. Nisso meu pau inchou. Um pensamento me percorreu e grudou na minha mente como um slogan “ Ela quer que eu coma ela na escada, como da outra vez”.&lt;br /&gt;Fiz o meu movimento:&lt;br /&gt;_ Vamo ali na escada , dar uma olhada na cidade. Eu até fumo um cigarro com você...&lt;br /&gt;Então vamos. A Torre dos filósofos. Chovia um pouco e fazia frio. Não tinha ninguém por ali. Dificilmente a guarda municipal se ocuparia do nosso rápido coito. Seria reconfortante, simples e limpo. Serviria pra nos esquentar no começo da noite fria. Mais ou menos como comer pinhão. Ela me passou o cigarro e disse:&lt;br /&gt;_ Eu tou grávida ...&lt;br /&gt;Disse sem me olhar. Eu parei e ela continuou andando. Desceu um lance de escada e se escorou no parapeito. Ficou olhando a cidade com um olhar distante. A Bundinha arrebitada. “Eu vi mesmo que tinha encorpado”. Cheguei abraçando por trás. Demos uma balançadinha, aquela valsinha que prova às mulheres que elas não estão sozinhas. Larguei dela e acendi o cigarro:&lt;br /&gt;_ Aquele piazão?&lt;br /&gt;Era. E de quem se tratava? Como é que ia ficar? Era um cara que tinha ficado uns tempos aqui. Morava em São Paulo e não sei mais o que. Não sabiam no que ia dar, ela ia voltar pra casa da mãe dela e nisso ela começou a soluçar baixinho.&lt;br /&gt;Eu grudei atrás, então. Levantei o Os ombros dela e investi no cangote com um certo carinho. Abracei bastante por trás. Deixei os braços descuidados passarem pelos peitos. Depois atravessei um braço por entre, como numa espanhola. Notei que ela tava meio chorando (quentinha de lágrima e nariz escorrendo), meio excitada. Pareceu-me o momento certo.&lt;br /&gt;A mão direita escorreguei por dentro da calcinha com o dedo médio percorrendo toda a canaleta em direção ao rego. A outra mão deu a volta na cintura, pelo lado esquerdo, procurando o botão da calça. Com uma ginga de corpo tentei colocar ela na posição “apoiada no tronco”. Ela me repeliu. Deu um salto:&lt;br /&gt;_ Que é isso? Que é que você ta pensando? Eu vou te contar um negócio...&lt;br /&gt;Fiz uma cara de coitado. De guardador de carro. Q que é que ela queria de mim? Na verdade achei que tinha ficado bem claro tudo. Ela queria me dar ali, como no tempo em que tudo era feliz: O problema é que eu não consegui falar nada nesta hora. Deu umas gaguejadas&lt;br /&gt;“_ porra gata” e uns outros grunhidos. Ela se transformou. Ficou um dez anos mais velha. Pegou a bolsa. Conferiu as roupas, se alinhou. Ela era braba. Eu não lembrava. “O rapaz de São Paulo tá fodido”, eu pensei:&lt;br /&gt;_ Filho da puta ! Seu Filho da Puta! Filho da Puta!&lt;br /&gt;Ela falou bem assim. Três vezes. Foi embora. Eu fiquei fazendo o desafio mental: (será que olha pra trás?) Achava que não. Mas ela olhou. Foi embora na garoa. Devia tar triste, ali dentro do carro. Sem pinhão então.&lt;br /&gt;Como estava no velho bairro decidi me arrastar até aquela venda que é logo ali na descida do outro lado. Onde tem um cara de chapéu, sempre torrado que propõe uns assaltos. “Vamo ganhar uma mansão que eu conheço”. Ele sempre vem com essa. E fica apertando a tua mão. “Tomar uma cerveja preta” me ocorreu. Era uma boa até. Já tinha escurecido&lt;br /&gt;Não deu outra. Tava lá o cara da mansão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-1126332631393676353?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/1126332631393676353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=1126332631393676353' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1126332631393676353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1126332631393676353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/cerveja-preta.html' title='Cerveja Preta'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-5034160130939201643</id><published>2007-05-09T06:27:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:24.907-08:00</updated><title type='text'>Nei Lopes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pra quem é metido a crioulo como eu, o novo livro do Professor Nei Lopes. Visitem o seu &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lote &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;indicado ao lado, de onde tirei este texto e ilustração: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;TIO JIMBO CHEGA EM JUNHO&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062552509278142386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RkHMr0RJP7I/AAAAAAAAADo/ke4xMC5yi_I/s400/Livro+do+nei+Lopes.jpg" border="0" /&gt; Esse coroa esperto aí da ilustração é o Tio Jimbo. "Foi ele que fundou, há muitos anos, a Unidos da Harmonia, nossa escola de samba. Mas hoje gosta mesmo é de ver o carnaval depois. No aparelho de DVD do seu home theater. "Ele é o tata, o babalorixá, o chefe do Ilê Caboclos de Aruanda, nossa comunidade religiosa. Mas sabe direitinho o que é hiperinflação, aquecimento global, ecossistema, aids, narcotráfico... "Também, pudera! Tio Jimbo gosta muito de ler. E tem livro que não acaba mais". O livro com as histórias que ele conta, e que vão da Antiguidade aos dias atuais, será lançado dia 22 de junho, na Feira do Livro de Belo Horizonte, no stand da Mazza Edições. E as primorosas ilustrações são do desenhista Maurício Veneza. Show de bola, Tio Jimbo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-5034160130939201643?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/5034160130939201643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=5034160130939201643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5034160130939201643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5034160130939201643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/nei-lopes.html' title='Nei Lopes'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RkHMr0RJP7I/AAAAAAAAADo/ke4xMC5yi_I/s72-c/Livro+do+nei+Lopes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-2235326127238837902</id><published>2007-05-09T06:17:00.000-07:00</published><updated>2007-05-09T06:24:07.884-07:00</updated><title type='text'>Combo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Três belos momentos da história do Brasil . O amigo pode encontra-los neste simpático mecanismo a direita. O que aciona os videos. Temos um Tim Maia em grande forma em 1971. Jorge ben e o Trio Mocotó em 69 e ,  um episódio ( em que estive presente) que as novas gerações relutam em aceitar. Todavia aconteceu, estavamos lá, e foi lamentavelmente marcante. As imagens falam por si mesmas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-2235326127238837902?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/2235326127238837902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=2235326127238837902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/2235326127238837902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/2235326127238837902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/combo.html' title='Combo'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-1698745275254056145</id><published>2007-05-07T22:47:00.000-07:00</published><updated>2007-05-08T08:57:50.396-07:00</updated><title type='text'>Pastelaria Brasileira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ali na pastelaria brasileira eu consegui entender de onde se olha pra cidade. Faz tempo que eu vou ali. O olhar cuidado. Uma quadra pra trás. Não é nada sobre te olharem. Esqueça isso pra sempre. É sobre olhar a nossa velha cidade. È sobre a vida de verdade por aqui. Quem entra na biblioteca? Quem faz o quê? O que interessa. Fora o molho. Fora o molho.&lt;br /&gt;E dali, tomando a minha Fanta Uva, as coisas me assaltaram. Não tem um bueiro em Curitiba, não tem uma alma penada que não esteja pensando neste jogo do Atlético. Todos os atleticanos – os vivos e os mortos – só pensam nisso. E de resto, quem é contra o Atlético – o que sobra da coletividade – também tem este único pensamento.&lt;br /&gt;A razão é fácil de entender. Enquanto o rubro-negro representa a afirmação do jeito certo das pessoas de bem cuidarem das coisas que elas amam, o Fluminense é a encarnação da escuridão. É, sem dúvida o melhor retrato do Rio. A aristocracia se revelou falsa. A nobreza era mentira. O poder foi passageiro. Tudo que deu errado foi mal pensado e digo mais, equivoco onde muito se apostou foi este – da nobreza espiritual carioca e, principalmente, o Fluminense.&lt;br /&gt;É o coxa do Brasil. Com um imerecido passado de alguma glória, que ninguém - que não tenha treta com a polícia ou desenvolvimento mental obscuro - pode endossar.&lt;br /&gt;Parece com o coxa não só por ter freqüentado a terceira divisão. Por ter voltado pela janela também. Por ser o time do Vinicius Coelho também. Por ser a “mais concreta tradução” de tudo o que é armação. De tudo o que é viadagem. De tudo o que é não ser homem.&lt;br /&gt;O grande tempo do Fluminense, eles experimentaram com nossos ídolos. Washington e Assis. O grande tempo dos coxas elas passaram com outro ídolo nosso. Rafael. O nosso tempo glorioso, (que alias é maior que tudo o que estes já viram ou imaginaram – hoje mesmo) ainda nem começou.&lt;br /&gt;Este título da Copa do Brasil é o começo de uma absurda realidade. De três gerações de campeões. Do time que fez do antes fodido futebol brasileiro, a nova NBA. E só ali, na copa da Pastelaria Brasileira é que eu me toquei ...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-1698745275254056145?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/1698745275254056145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=1698745275254056145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1698745275254056145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1698745275254056145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/patelaria-brasileira.html' title='Pastelaria Brasileira'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-3076253469057768338</id><published>2007-05-07T11:15:00.000-07:00</published><updated>2007-05-07T11:16:15.363-07:00</updated><title type='text'>o filho que eu quero ter</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Andando pela Lapa certas noites daquelas bem quentes. O calor e umas cervejas na cabeça e súbito forma-se a circunstancia apropriada para sonhar acordado. Como dizia o capitão do mato, e poeta, eu “ também dei de sonhar um sonho lindo de morrer...”&lt;br /&gt;E a cena me ocorre num delírio, uma chuva de verão. Sou eu, mais velho e mais gasto. Mais gordo ainda e mais tranqüilo. O clima é de festa na casa. Fumaça. Casa que não sai fumaça ninguém acha graça, me faça o favor. Costela no celofane. Eu não sou de fazer isso e a cerveja vai rolando leve. “Sinfonia de pardais”. Aquela coisa toda. Muitas crianças correndo. Uma delas me chama, de um jeito estranho:&lt;br /&gt;_ Hei Vô...&lt;br /&gt;Devo ser eu mesmo o tal Vô. E pensando bem, eu pareço mesmo com um avô. O garoto até que é bonitinho, todo de rubro-negro:&lt;br /&gt;_ fale aí piá...&lt;br /&gt;_ Você já teve pai? Ele pergunta.&lt;br /&gt;Antes de eu conseguir explicar que aquele velhinho, sentado na varanda com o agasalho do atlético, xingando todo mundo é o meu pai a coisa toda se mexe. E num instante, o garoto sou eu, sentado no capet marrom. Com a minha bolinha de cordinha eu estufava as redes dos estádios brasileiros mesmo sendo o Detti, “o cara que joga mais atrás”.  Às vezes eu era o Rafael com a minha camisa preta e amarela.&lt;br /&gt;_ Mãe coloca o distintivo do Atlético na minha camisa?&lt;br /&gt;_ Coloco sim filho. Tire ela que eu costuro...&lt;br /&gt;_ Mas, eu não quero tirar ela Mãe&lt;br /&gt;Ocorre que agora, já estou sentado no muro. Comendo a paçoca com a minha irmã. Na Rua Bom Jesus. Minha irmã era muito bonita e eu, tinha a bochecha rosa. Nosso pai era o ultimo pai a chegar. Chegava num Fiat cinza. Aquele tempo da paçoca, enquanto a gente esperava, me ensinou uma lição valiosa. Quem chega na hora é o pobre diabo. O homem que se preza chega depois.&lt;br /&gt;Não posso ser injusto. Meu pai não me ensinou a chegar tarde. Se tiver algo que ele me ensinou foi isso. Chegar na hora. E mais – estar sempre presente.&lt;br /&gt;O orgulho total, o melhor dos sentimentos é aquele que percorre o homem que nunca faltou com ninguém. Que nunca fez ninguém sofrer. Já fui assim. Depois do primeiro deslize a vida do homem muda. A mais cruel das desconfianças o persegue; passa-se a desconfiar de si mesmo. O meu pai não. Foi o único sujeito que eu conheço que manteve intacto este orgulho. Eu deveria explicar isto pro meu neto, no fundo do quintal.&lt;br /&gt;Aquele senhor, se mexendo devagar, vestido com o agasalho do Atlético antes de ser meu pai também foi um menino. E comeu banana sozinho no pátio do colégio interno. Torcia pro maior Botafogo de todos os tempos. Com sua estrela solitária brilhante era o xerife da cidade e teve que dormir sozinho no meio da estrada naquele caminhão de banha.&lt;br /&gt;Tenho que explicar que todos os que estão por ali, são de uma maneira, filhos dele. Que ele teve que correr o mundo para educar e alimentar aquela gente toda até se transformar no melhor amigo de cada um.&lt;br /&gt;A educação baseada na moral, sem concessões, ainda que festiva.&lt;br /&gt;Ele sempre foi o amigo de jogar sinuca, tomar chope e mijar junto. Amigo que pintou com sangue o branco do peito, encarnando de vida o Rubro negro. Que nos guiou a todos ( e todos de rubro-negro) para as coisas maiores que a vida e a morte.&lt;br /&gt;Como explicar ao meu filho (espelho do espelho que sou eu) a costela do caça, os xeremengueis, o “ Bacacha’  as aulas de direção no Boqueirão? A ciência , a antropologia da Baixada em todos os seus níveis? Como passar isso pra frente? Qual nossa maior herança?&lt;br /&gt;A resposta é simples por que é tão grande. Ser cada vez mais parecido com ele Se ele foi Didi que meu filho seja o Alex. Ensinar o meu filho a ser o que é e a ensinar o seu a ser o que sempre fomos.&lt;br /&gt; Assim sonhando com meu pai, eu sonho acordado com o filho que eu quero ter...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-3076253469057768338?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/3076253469057768338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=3076253469057768338' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3076253469057768338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3076253469057768338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/o-filho-que-eu-quero-ter.html' title='o filho que eu quero ter'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-4568871494877178626</id><published>2007-05-03T09:32:00.000-07:00</published><updated>2007-05-03T09:33:18.154-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>se os fatos não confirmam a profecia, pior para os fatos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-4568871494877178626?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/4568871494877178626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=4568871494877178626' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/4568871494877178626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/4568871494877178626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/se-os-fatos-no-confirmam-profecia-pior.html' title=''/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-4408474825909406503</id><published>2007-05-01T06:41:00.000-07:00</published><updated>2007-05-01T06:43:44.424-07:00</updated><title type='text'>Só os profetas enxergam o óbvio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vou deixar registrado , a posteridade que me cobre,  meus vaticínios xxxportivos da semana:&lt;br /&gt;A final em Atenas fica entre Liverpool e Manchester United – o que vai criar um problemão para a polícia grega. O Flamengo vai ser campeão carioca e o Santos  será o paulista. O grêmio confirma no RS , mas o São Paulo passa na Libertadores. Os campeões carioca e paulista também evoluem na competição intercontinental. O mesmo não se dará ao vice-campeão paranaense que enroscará no Libertad. O Atlético perde no Maracanã mas se classifica na Baixada e faz a semi-final com o Brasiliense de Dimba e Warley. A final será contra o Galo e lá estaremos. ManU campeão da Champions e é isso aí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-4408474825909406503?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/4408474825909406503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=4408474825909406503' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/4408474825909406503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/4408474825909406503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/05/s-os-profetas-enxergam-o-bvio.html' title='Só os profetas enxergam o óbvio'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-5581465999763940476</id><published>2007-04-30T10:37:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:25.121-08:00</updated><title type='text'>Deu no   Furacão.com</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjYqXkRJP6I/AAAAAAAAADg/zLwGZd7KcUw/s1600-h/rink.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059277815758274466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjYqXkRJP6I/AAAAAAAAADg/zLwGZd7KcUw/s400/rink.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Paulo Rink decide se aposentar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Rink, ídolo de uma nação: fim de uma carreira vitoriosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a class="kLink1" oncontextmenu="return false;" onmouseover="hw7006061460258(event, this, '-1309397847');" onclick="hwClick7006061460258(-1309397847);return false;" onmouseout="hideMaybe(event, this);" href="http://www.furacao.com/materia.php?cod=22002#"&gt;atleticano&lt;/a&gt; Paulo Roberto Rink, 34 anos, encerrou sua carreira de jogador profissional de futebol. Foram 17 anos dedicados ao esporte, a maior parte deles ao Clube Atlético Paranaense. Rink iniciou sua carreira nas categorias de base do Atlético, numa época em que dificilmente o clube conseguia revelar &lt;a class="kLink1" oncontextmenu="return false;" onmouseover="hw18178863042258(event, this, '-1309397847');" onclick="hwClick18178863042258(-1309397847);return false;" onmouseout="hideMaybe(event, this);" href="http://www.furacao.com/materia.php?cod=22002#"&gt;jogadores&lt;/a&gt; para o time profissional. Seu estilo impetuoso gerou certa desconfiança no início. Para vencer os críticos, foi preciso marcar muitos gols no Campeonato Catarinense.A trajetória de Paulo Rink no Atlético começou a mudar em 1995, ano em que o clube passou por uma verdadeira revolução capitaneada pelo empresário Mario Celso Petralia. Ao lado de Oséas, Paulo formou um dos ataques mais celebrados da história do Rubro-Negro. A equipe foi campeã brasileira da Série B e conseguiu o acesso para a Primeira Divisão.Negociado com o Bayer Leverkusen em 1996, Paulo Rink naturalizou-se alemão e foi o primeiro jogador nascido no Brasil a vestir a camisa da tradicional seleção alemã. Durante uma década, jogou em clubes da Alemanha, Holanda, Coréia do &lt;a class="kLink1" oncontextmenu="return false;" onmouseover="hw14686234771258(event, this, '-1309397847');" onclick="hwClick14686234771258(-1309397847);return false;" onmouseout="hideMaybe(event, this);" href="http://www.furacao.com/materia.php?cod=22002#"&gt;Sul&lt;/a&gt; e Chipre. Atendendo a um convite de Petraglia, retornou ao Atlético no segundo semestre de 2006. Foi um líder importante de um time que passava por uma situação delicada no Campeonato Brasileiro e colaborou com a boa campanha na Copa Sul-Americana.Todos sabiam que Paulo Rink tinha o projeto de encerrar a carreira vestindo a camisa rubro-negra. A idéia original era deixar os gramados em junho, ao final do contrato assinado no ano passado. Contudo, os planos foram alterados neste início de ano e Paulo resolveu pendurar as chuteiras um pouco mais cedo. Ele deixa os gramados, mas continua com seu nome gravado na história do clube. Com 80 gols marcados, Paulo Rink é o sétimo maior artilheiro do Atlético e um dos jogadores mais queridos da torcida ao longo de mais de 80 anos de existência.DespedidaPara comemorar esta importante data, o atacante promoverá um jogo de despedida. A partida entre os amigos de Paulo Rink e o Atlético Paranaense será disputada no dia 24 de maio, uma quinta-feira, na Kyocera Arena. De acordo com nota divulgada no &lt;a class="link" href="http://www.atleticopr.com.br/noticias/noticia.php?lista_valor=4497" target="_blank"&gt;site oficial&lt;/a&gt; do Atlético, a equipe dos amigos de Paulo contará com vários astros internacionais, especialmente da Alemanha, onde ele atuou por vários anos.FuturoPrestes a completar 34 anos, Paulo Rink decidiu que iniciará uma nova carreira. Ele continuará ajudando ao Atlético, mas agora numa função empresarial, atuando como manager. "A minha nova carreira acho que mesmo jogando já ajudava vários jogadores a passar informação, tentar não falar demais, passar a informação correta das pessoas e agora começar aqui com o Atlético uma parceria de trabalho, de lidar com a parte empresarial, tentar fazer o manager. Para mim é um desafio novo que eu vou me dedicar ao máximo em cumprir, tentar com afinco, começar a trabalhar não com muita gente, mas trabalhar sério", afirmou ele em entrevista ao site oficial.Nesta nova empreitada, Rink terá todo o apoio do Furacão. "Cuidar da vida de jogadores, trabalhar esse lado também para mim é um aprendizado a cada dia e é uma coisa que eu acho que eu tenho noção para fazer, eu posso passar experiências, eu já passei por isso, então eu posso mostrar para as pessoas pela minha convivência o que foi, dando exemplos positivos, falando a verdade o que pode acontecer de positivo", observou.CarreiraQuando criança, Paulo Rink jogava futsal e era goleiro. Antes de se profissionalizar, ele chegou a cursar a Faculdade de Educação Física. Trancou o curso no terceiro ano em virtude dos compromissos com a bola. Pelo Atlético, foi campeão paranaense em 1990 e do Campeonato Brasileiro da Série B em 1995. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;veja este golaço:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Kk3xcnYyGTg"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Kk3xcnYyGTg&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-5581465999763940476?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/5581465999763940476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=5581465999763940476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5581465999763940476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5581465999763940476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/deu-no-furacocom.html' title='Deu no   Furacão.com'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjYqXkRJP6I/AAAAAAAAADg/zLwGZd7KcUw/s72-c/rink.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-218518135888015046</id><published>2007-04-30T10:03:00.001-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:25.415-08:00</updated><title type='text'>Obituário</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjYie0RJP5I/AAAAAAAAADY/iK-BX4Vwsos/s1600-h/conviteaoprazer10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059269144219303826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjYie0RJP5I/AAAAAAAAADY/iK-BX4Vwsos/s400/conviteaoprazer10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A morte alcançou dois personagens importantes - cada um na sua medida - do velho e querido Século XX. Otávio Frias foi um deles e sobre sua importância na história brasileira sugiro a leitura do Observatório da Imprensa- aí ao lado.&lt;br /&gt;De Serafim Gonzáles posso falar um pouco. Foi um improvável galãs &lt;em&gt;cueca-vermelha&lt;/em&gt; das pornochanchadas da Boca do Lixo. Protagonista de pelo menos dois clássicos. Um deles, cujo nome se me escapa, é um filme de episódios em que interpreta um marinheiro assassinado(trepando até o colapso) por um bando ninfomaníacas. Passa dia-sim, dia-não no Canal Brasil e é sensacional.&lt;br /&gt;O outro é o inesquecível CONVITE AO PRAZER (1980) de Walter Hugo Khoury. Conhecido no recreio do Nossa Senhora Menina como o “filme do &lt;em&gt;mezzanino&lt;/em&gt;”. Traz Gonzáles como o dentista que sodomiza Aldine Mueller na sua cadeira reclinável e é amigo de infância do milionário Marcelo( sempre o fatal e inexpressdivo Roberto Maya) eterno alter-go do diretor. Os dois passam em revista todas as grandes mulheres brasileiras dos &lt;em&gt;dancin days&lt;/em&gt;. O filme foi indispensável para a formação da minha geração e Gonzáles entra definitivamente para a seleta  galeria dos grandes cafajestes do cinema brasileiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-218518135888015046?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/218518135888015046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=218518135888015046' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/218518135888015046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/218518135888015046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/obiturio.html' title='Obituário'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjYie0RJP5I/AAAAAAAAADY/iK-BX4Vwsos/s72-c/conviteaoprazer10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-2778221089750487237</id><published>2007-04-30T09:42:00.000-07:00</published><updated>2007-05-01T06:05:30.039-07:00</updated><title type='text'>Liz Taylor e Jânio  -   bungle in the jungle</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pouca gente sabe, e quem sabe nunca fala. Alguns dos personagens mais importantes da história do Brasil no Século XX moraram em Curitiba. Um deles foi o João Saldanha, que acompanhou seu pai guerrilheiro maragato se escondendo na região de Curitiba e Ponta Grossa. Saldanha despertou seu interesse por futebol aqui na terra. Precisamente na Baixada do Água Verde. Outro que morou aqui foi o ex-presidente Jânio Quadros. Nascido em Campo Grande, no então estado de Mato Grosso e atualmente capital do Mato Grosso do Sul, no dia 25 de janeiro de 1917, filho do médico paranaense Gabriel Quadros e de Leonor da Silva Quadros. Ainda criança, mudou-se junto com sua família para Curitiba, onde fez o curso primário e parte do secundário no Ginásio Paranaense. Ali foi colega de Nei Braga, futuro governador do Paraná. Muita gente boa estudou no Ginásio Paranaense, mas não era sobre isto que eu queria falar agora. Na verdade existe uma ótima estória entra os dois amigos, contada pelo Augisto Nunes , que irei reproduzir - de memória- agora:&lt;br /&gt;Parece que O Jânio estava numa missão, onde seria mesmo? Era por aí. E calhou da Elizabeth Taylor também estar na cidade. Na qualidade de Presidente da Republica do Brasil – um pais sempre instigante para as mulheres – ele mandou convidar a estrela para uma entrevista tete-a-tete. Para seu espanto ela aceitou. Jânio deve ter colocado sua melhor roupa de safári e não deve ter poupado nem em perfume, nem no armário de bebidas.&lt;br /&gt;Liz Taylor apareceu. O presidente falou pelos cotovelos e a convidou para ir ao Brasil e , em especial para a Amazônia, como parte de um projeto que eles desenvolveriam e tal. E lançou para a diva a sua famosa baba de quiabo. No fim, ela disse que aceitava o convite. O presidente, por sua vez, fazia questão que a visita fosse em outubro. Depois do”télogoumabração” ficou combinado que o presidente ciceronearia &lt;em&gt;la&lt;/em&gt; Taylor, numa viagem pela misteriosa e sensual selva brasileira. Ademais, seria no  fatalíssimo mês de outubro de 63. Um dos primeiros a receber a ligação de Jânio, contando vantagem, foi seu velho amigo Ney Braga. Parece que Jânio babava no bigode:&lt;br /&gt;_ Aquilo lá em outubro é um calor, uma loucura. Lá ela não me escapa...&lt;br /&gt;A coisa ficou assim. O tempo passou e um dia entra um assessor no gabinete do governador do Paraná:&lt;br /&gt;_Dr. Ney, o homem enlouqueceu. O Jânio renunciou!&lt;br /&gt;Ney Braga parecia seguro. Não se abalou:&lt;br /&gt;_Que é isso?!! Até outubro, você pode ficar tranqüilo. Ele não sai nem a pau...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-2778221089750487237?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/2778221089750487237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=2778221089750487237' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/2778221089750487237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/2778221089750487237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/liz-taylor-e-janio-bungle-in-jungle.html' title='Liz Taylor e Jânio  -   bungle in the jungle'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-782895243738124709</id><published>2007-04-29T18:25:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:25.910-08:00</updated><title type='text'>Goleiros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fim de semana de grande futebol pelo Brasil. Decisões e mais, grandes decisões. E nossos goleiros incríveis e suas presepadas inapeláveis roubaram a cena. No Maracanã,  Julio Cesar fez penalti no melhor estilo Fabio Costa. Seu reserva entregou o ouro pro Flamengo. Em São Paulo tivemos uma amostra do legitimo , 12 anos . Cafagestemente Costa repetiu o que fizera com Tevez na final da Libertadores e o que fez com o Tinga , no lamentavel jogo decisivo de 2005. No sul,  André foi pra não chegar e deu um gol pro Grêmio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O melhor ficou pro Mineirão. Humilhado e pensativo Fábio ficou pensando na morte da raposa e simplesmente deu as costas pro gol mais absurdo da estória de Galo e Cruzeiro. O tema é bom, rico, um &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059028454252035970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjVHk0RJP4I/AAAAAAAAADM/X8z8HeCYk3Y/s400/dasaev.jpg" border="0" /&gt;dos meus preferidos. Prometo retoma-lo amanhã. Este aí, o grande &lt;em&gt;Dasaev&lt;/em&gt; não brincava em serviço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-782895243738124709?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/782895243738124709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=782895243738124709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/782895243738124709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/782895243738124709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/goleiros.html' title='Goleiros'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjVHk0RJP4I/AAAAAAAAADM/X8z8HeCYk3Y/s72-c/dasaev.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-1257044873277503780</id><published>2007-04-29T17:28:00.000-07:00</published><updated>2007-04-30T10:05:49.353-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E já que eu falei no Lamas , lembrei de uma clássica anedota que faz tempo ninguém conta. Só podia ter acontecido ali, naquelas democráticas mesas.&lt;br /&gt;Parece que havia em uma das mesas um grupo de "intelectuais". Falando alto, fazendo a revolução. Bebendo garotinho.&lt;br /&gt;Daqui um pouco entra um grupo animado. Composto por alegres rapazes. Daqueles que o velho Costinha chamaria de " umas bichinhas". A coisa recrudesceu. O chope rolou frouxo e houve um sincretismo, uma integração entre as mesas. Conversa vai, amargo vem e lá estão a bicha e um dos intelectuais dividindo o mesmo táxi. Daí pro"no seu apartamento ou no meu" foi um pulo.&lt;br /&gt;No outro dia a mesas das primas se formou novamente. Todas "lou-cas" pra saber como havia sido:&lt;br /&gt;_ Conta, por favor. Conta. Como é que foi?&lt;br /&gt;_Estranho, disse a outra - fazendo suspense.&lt;br /&gt;_Estranho por quê ? Conta aí, como é que é um intelectual?&lt;br /&gt;e a bichinha, falando de cadeira:&lt;br /&gt;_ É tipo um homem, mas com umas diferenças...&lt;br /&gt;As amigas não aguentavam:&lt;br /&gt;_ Como assim diferença?&lt;br /&gt;_ Parece um homem. mas tem uns negócios estranhos. Por exemplo, eles tem tem o pênis...&lt;br /&gt;As outras se olharam e beberam seus chopes. Uma delas fez a inevitável pergunta:&lt;br /&gt;_ Penis? Mas como é que é isso?&lt;br /&gt;E a boneca:&lt;br /&gt;_ É uma espécie de um caralho, só que nunca fica duro...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-1257044873277503780?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/1257044873277503780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=1257044873277503780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1257044873277503780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1257044873277503780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/e-j-que-eu-falei-no-lamas-lembrei-de.html' title=''/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-8940401369045494568</id><published>2007-04-29T16:43:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:26.048-08:00</updated><title type='text'>Isca de Figado é no Lamas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjU9u0RJP2I/AAAAAAAAAC8/pWQFX8B77l4/s1600-h/largodomachadoelegenda.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma rara cadeia de eventos me levou a mesa número 01 do Café Lamas ( &lt;a href="http://www.cafelamas.com.br/index.asp"&gt;http://www.cafelamas.com.br/index.asp&lt;/a&gt;) no dia primeiro de janeiro de 2003. Inenarrável foi a véspera. Eternamente grato lembrarei da ceia , em casa de &lt;em&gt;seo&lt;/em&gt; Nélson. Depois descendo a Miguel Lemos, uma em cada bar. O povo todo junto, dançando o show de Jorge Ben . Copacabana . Pela orla, me arrastei até o meu beco na Lapa. Nasce um novo dia . Lula , enfim , chegava a presidência. Eu ainda &lt;em&gt;borracho&lt;/em&gt; esperava, com uma elegante paciência. Esperava feliz. Esperava o que mesmo?&lt;br /&gt;Sim, agora me lembrei. Esperava o grande amor. Vinte chopes e umas &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Iscas de Fígado com Ellas&lt;/span&gt; te botam daquele jeito. Um bom exemplo da grandeza esmagadora de nossa própria emoção em realção a nós mesmos.&lt;br /&gt;Havia naquela orgia hépatica, um gosto marinho de esperança. Amanhecendo um novo país, o amor também viria. O chope também viria e aquele ano não tinha por que não ser o melhor de todos.&lt;br /&gt;A esperança maior era em mim mesmo. Mesmo ante as mais terríveis provações mantinha uma jovem e sagrada dignidade. Daquela tarde, tanto tempo depois, ficou o gosto imortal das iscas. Ainda tenho a receita: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ISCAS DE FÍGADO C/ ELLAS&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ingredientes1 kg de bifes de fígado&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;1 maço de salsinha&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;5 dentes de alho em fatias bem fininhas &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;pimenta do reino (a gosto)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;sal (a gosto)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;1 colher (sopa) de azeite&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;vinho tinto (q. b.)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;4 cebolas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;400 gr de ervilhas frescas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;o velho Café está vivo, como dizia o poeta:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;em&gt;O Café Lamas continua aberto, imortal, dessa imortalidade idêntica à da natureza que se renova cada ano pela força da primavera" &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Manuel Bandeira&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjU0d0RJP1I/AAAAAAAAAC0/gaL6kf8b2ro/s1600-h/cafelamas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059007443272023890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjU0d0RJP1I/AAAAAAAAAC0/gaL6kf8b2ro/s400/cafelamas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;foto do Café quando ainda funcionava no largo do machado -cedida por Dercio Rocha &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-8940401369045494568?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/8940401369045494568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=8940401369045494568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8940401369045494568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8940401369045494568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/isca-de-figado-no-lamas.html' title='Isca de Figado é no Lamas'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjU0d0RJP1I/AAAAAAAAAC0/gaL6kf8b2ro/s72-c/cafelamas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-4268400083193458140</id><published>2007-04-26T11:29:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:27.295-08:00</updated><title type='text'>Uma Mulher fatal &amp; Um filme Foda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjD2E0RJPrI/AAAAAAAAABk/lcWbo_Oz0YQ/s1600-h/affiche.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057812944147529394" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjD2E0RJPrI/AAAAAAAAABk/lcWbo_Oz0YQ/s400/affiche.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Nunca tive a oportunidade de ver a versão original de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cat People&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, 1942 (&lt;strong&gt;Sangue de Pantera&lt;/strong&gt; no Brasil) adaptada da clássica estória de &lt;em&gt;DeWitt Bodeen&lt;/em&gt;. Não tive noticia de seu relançamento, as televisões nunca mais a exibiram. Os poucos cineclubes e mostras a que compareci não a programaram e os cinéfilos antigos que conheci ou já morreram ou também não o viram. Portanto a pessoa mais próxima de mim que assistiu ao filme foi Vinicius de Moraes.&lt;br /&gt;O então critico de cinema do diário carioca A Manhã (embrião da poderosa Rede Globo) ficou muito impressionado com a “ projeção”:&lt;br /&gt;_ “ &lt;em&gt;Na saída do cinema havia no rosto de todos uma certa surpresa. Ninguém dizia, por exemplo: ‘ que Bobagem essas fitas fantásticas de gente que vira bicho!” ... havia respeito, havia impressão. Coisa simples: no fundo, arte.” (&lt;/em&gt; extraído de &lt;em&gt;, &lt;strong&gt;O cinema dos meus olhos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; - Cia das Letras/91)&lt;br /&gt;A estória toda é sobre uma maldição familiar. As mulheres de certa linhagem eslava se transformam em panteras na hora do amor. Já não era novidade. Existe todo um respeitável &lt;em&gt;lore&lt;/em&gt; a respeito das criaturas que se transformam em lobos e outros animais – principalmente entre os povos nórdicos e balcânicos. Lendas rústicas de aldeias onde crimes eram cometidos por homens-lobo são comuns na idade média. De quando em quando o gênero ressurge, com seu estranho fascínio. Mesmo nos primeiros tempos do cinema o tema era visitado, porém com qualidade duvidosa – para Vinicius – até aquele momento:&lt;br /&gt;“ &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cat People&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;tem todas as palmas, indubitavelmente. No gênero é o que há de melhor, e como cinema é uma jóia de direção, sem falar da misteriosa carga de revelação que traz, levando toda hora o espectador para lá do puramente humano e cinematográfico".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;De lá pra cá muitas filmes trataram da crença na licantropia. Posso destacar, rapidamente &lt;strong&gt;O Lobisomen Americano em Londres&lt;/strong&gt; e algumas outras boas películas. Acontece que falta a estes filmes o que sobra nesta outra série. A perigosa fatalidade da mulher.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjD8HkRJPxI/AAAAAAAAACU/P5QmBTUKEaI/s1600-h/sangue-de-pantera04t.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057819588461936402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjD8HkRJPxI/AAAAAAAAACU/P5QmBTUKEaI/s400/sangue-de-pantera04t.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Coube a Simone Simon viver a bela e misteriosa jovem sérvia que vai pra Nova York e se casa com Oliver Reed. As coisas vão bem até o aparecimento de uma outra mulher – vivida por Jane Randolph - que faz despertar, através do ciúme, o furor felino de Irena Dubrovna (este é o belo nome da mulher pantera). Ainda presente a importante figura do psiquiatra que se interessa pelo caso peculiar da mulher.&lt;br /&gt;Há o tenso enfrentamento do triangulo amoroso até uma luta final. Eu pagaria pra ver esta cena, da metamorfose final, “&lt;em&gt;tão delicada de tratamento, que um diretor fraco poria irremediavelmente a perder, é feita com uma desenvoltura que não dá a menor margem ao ridículo ”&lt;/em&gt; sempre, segundo Vinicius. O Diretor francês Jacques Torneur fez um filme curto, com movimentos de câmara e cenas considerados muito ousados para 1942 .&lt;br /&gt;Truffaut também viu o filme e ficou impressionado. Em seu &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Filmes da Minha Vida&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; falou da singular direção de , para eles franceses, &lt;em&gt;La Féline&lt;/em&gt;: “ é característico do estilo do realizador J. Torneur. Um estilo todo sugestão que se vale dos homens e da luz, e suas nuances em geral, para instaurar a angustia, como em &lt;em&gt;Rendevouz avec le peur e La Griffe du passé&lt;/em&gt;, dois de seus filmes mais importantes junto com &lt;em&gt;Feline&lt;/em&gt; e também produzidos por &lt;em&gt;Val Lewton&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sangue de Pantera&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; marcou a estria da parceria entre Torneur e o produtor Val Lewton para a RKO de médias metragens B e longas tipo A (nos anos quarenta se assistiam ainda os mettre sur pied). Foi apenas o começo de uma fantástica colaboração entre os dois homens. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Cat People, 73 minutos (EUA): 1942&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Estúdio: RKO Radio Pictures Inc.Distribuição: RKO Radio Pictures Inc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Direção: Jacques Tourneur. Roteiro: DeWritt Bodeen .Produção: Val Lewton Música: Roy Webb Fotografia: Nicholas Musuraca. Direção de Arte: Albert S. D'Agostino e Walter E. Keller Figurino: Renié Edição: Mark Robson&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Elenco: Simone Simon (Irena Dubrovna)Kent Smith (Oliver Reed)Tom Conway Jane Randolph Jack Holt &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O filme foi tão marcante que dois anos depois lançou-se uma seqüência. Nas mãos de Robert Wise (vencedor do Oscar de 1961 com &lt;em&gt;West Side Story&lt;/em&gt;) um roteiro sobre a solitária filha de 6 anos de Oliver e Alice (Jane Randolph). Ela deixa o pai sempre preocupado, pois é uma menina com uma imaginação fértil e não sabe diferenciar fantasi&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjD6QURJPvI/AAAAAAAAACE/Pm0tKwCvo2g/s1600-h/maldicao-do-sangue-da-pantera01t.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057817539762536178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjD6QURJPvI/AAAAAAAAACE/Pm0tKwCvo2g/s400/maldicao-do-sangue-da-pantera01t.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;a da realidade, o que acaba fazendo com que não tenha amigos de sua faixa etária. Oliver se preocupa porque a filha começa a exibir tendências psicopatas semelhantes às de Irena. Chamado no Brasil de A Maldição do Sangue de Pantera (The Curse of Cat people, 1944). Também não vi este, e tampouco qualquer outro poeta ou critico que eu saiba. Apenas conheço e respeito o trabalho de Wise e consegui ler, aqui e ali, algumas boas criticas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057818244137172738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjD65URJPwI/AAAAAAAAACM/bPkWqHRNwuQ/s400/maldicao-do-sangue-da-pantera-poster01t.jpg" border="0" /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;The Curse of the Cat People, 70 minutos (EUA): 1944&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Estúdio: RKO Radio Pictures Inc. Distribuição: RKO Radio Pictures Inc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Direção: Bob Wise e Gunther von Fritsch Roteiro: DeWitt Bodeen &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Produção: Val Lewton Música: Roy Webb &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;ElencoSimone Simon, Kent Smith, Jane Randolph ,Ann Carter, Eve March, Julia Dean ,Elizabeth Russell ,Erford Gage, Charles Bates ,Joel Davis &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/maldicao-do-sangue-da-pantera/maldicao-do-sangue-da-pantera-poster02.jpg" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Digo tudo isso para chegar onde eu queria. Efetivamente no ano de 1982 , quando realizou-se o filme foda desta semana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A Marca da pantera (Cat People)&lt;/strong&gt; , &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;1982. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057816350056595138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjD5LERJPsI/AAAAAAAAABs/ei5tV0JGTrc/s400/marca-da-pantera-poster02t.jpg" border="0" /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com um ar bizarro desde a primeira cena trata-se, a rigor, de uma idéia próspera. Em tempos imemoriais quando o mundo era um deserto de vento e areia, os leopardos dominavam a área com sua felina arrogância. Alguns menbros da inferior, diminuída raça humana tentam buscar abrigo entre as bestas. Em troca eles entrgam suas mulheres em sacrifício . Eles não as matam. Não. Mas comem. Comem no melhor sentido da expressão.&lt;br /&gt;Desta copula bestial nasce na poeira pré-histórica, e se perpetua pelos séculos, esta raça peculiar: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Cat People&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Não é das mais fáceis a vida deste povo. Eles mantém a aparência física de seres humanos comuns, exceto por um "quê" felino nos olhos e uma ardilosa leveza no andar. Apresentam todos os apetites dos mortais. A coisa, todavia, se complica na hora dos, digamos assim , “ colóquios do amor”.&lt;br /&gt;No calor da luta do sexo, no estertor do orgasmo eles se transformam em seus selvagens ancestrais e matam seus parceiros. A arte do sexo só lhes é permitida com os da própria e amaldiçoada raça. Nasce pois drama quando o roteiro num tom de maldição, paixão impossível e fetiche ( escrito por &lt;em&gt;Alan Ormsby &lt;/em&gt;que brindou o mundo com a serie &lt;em&gt;Porkys&lt;/em&gt;) deixa claro que só existem dois &lt;em&gt;cat people&lt;/em&gt; no mundo e que – como seus progenitores- são irmã e irmão.&lt;br /&gt;Desta matéria que &lt;strong&gt;PauL Schrader&lt;/strong&gt; ( de &lt;em&gt;American Gigolo&lt;/em&gt;) constrói o mito. Com muita perversão, uma gloriosa luxúria e uma boa dose de ridículo. Lembro de ter assistido pela primeira vez numa Sessão de Gala da Globo. Uma madrugada de sábado que me fez subir pelas paredes , no alto dos meus 11 anos.&lt;br /&gt;O filme se alterna entre um corte de realidade, o tempo presente em New Orleans e os desertos onde se formaram os homens-felinos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nastassja Kinski&lt;/strong&gt; é a estrela como a irmã mais nova Irena. Ela é órfã e se encontr&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjD5v0RJPuI/AAAAAAAAAB8/e-Zf58Rpc9Y/s1600-h/mc.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057816981416787682" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjD5v0RJPuI/AAAAAAAAAB8/e-Zf58Rpc9Y/s400/mc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;a, depois de longa separação com seu irmão Paul ( o eterno &lt;em&gt;droogie &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Alex-my-boy&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Malcom McDowell&lt;/strong&gt;). Irena parece ser virgem, com certa repulsa ao sexo e a bebida. Tudo o que desperta as bestas dentro de todos nós. Alta , com olhos verdes de gata, uma boca que aaaaaaaaaaahh !!! e um “&lt;em&gt;catlike walk&lt;/em&gt;". Desperta atenção no curador do Zôo da cidade, passando horas olhando a jaula das panteras.&lt;br /&gt;Ele pressente o perigo naquela mulher. Por outro lado percebe que ela é tudo o que ele sempre esperou, assim como os leopardos na jaula parecem à espera de algo. Forma-se, pois um complexo triângulo. Irena tem medo do irmão e do incesto. Teme o cara do zoológico por que ele a ama. Se ela deixar-se amar terá que matá-lo. O curador se encanta com a treta toda mas não pode levar sua paixão a cabo, pois pagaria com sua carne. O irmão é perverso e incestuoso.&lt;br /&gt;Surgem coadjuvantes interessantes como a amiga sensitiva e o camarada que tem o braço arrancado pela pantera.&lt;br /&gt;O veterano dos efeitos especiais &lt;strong&gt;Al Whitlock&lt;/strong&gt; e o cenógrafo &lt;strong&gt;Ferdinado Scarfiotti&lt;/strong&gt; criam um mundo estranho, magistralmente fotografado . Um mundo artificial de caudalosaa areia laranja e estranhos altares ritualisticos para homens e leopardos. Um mundo falso e real como o planeta de neve em &lt;em&gt;O Império Contra-Ataca&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A coisa se sustenta principalmenteno erotismo e na performance de &lt;strong&gt;Nastassja&lt;/strong&gt;. Alvo da obssesão suicida de dois homens ela nunca &lt;em&gt;overact,&lt;/em&gt; não dá um mau passo. Pisa e ama como a pantera. Todos queremos morrer por ela.&lt;br /&gt;Sua atuação explica a intrincada textura do desejo. O limite entre a sacanagem e a bestialiade. Velho drama do amor. Irena é aterrorizada por sua sina, enquanto o curador fica obcecado exatamente por isso. Por essa mulher perigosa e diferente. A solução é dada quando ela assume a sua "pantera interior"( &lt;em&gt;inner-pussy&lt;/em&gt; diria meu amigo André Scheinkman) e se deixa domar na fascinante seqüência de &lt;em&gt;bondage&lt;/em&gt; . Confesso que foi esta cena que me levou a escrever tudo isso aí. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057816663589207762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjD5dURJPtI/AAAAAAAAAB0/0zEiCLmg80o/s400/nastassja_kinski0019.jpg" border="0" /&gt; Se eu fosse chegado em pscinálise gaiata diria que é a mistura do medo da penetração por uma jovem virgem com a aceitação do seu passado cultutral. Para complicar o sinthetizador oitentista de &lt;strong&gt;Giorgio Moroder&lt;/strong&gt; aumenta a carga exótica do fime (Ah a cena &lt;strong&gt;Nastassja&lt;/strong&gt; , nua, nos jardins de New Orleans), além do cenários de igrejas e os pôsteres de &lt;strong&gt;Marlyn Monroe&lt;/strong&gt; trazendo o espírito santo pra esta sacanagem toda.&lt;br /&gt;As luzes e sombras tremem em &lt;strong&gt;Nastassja Kinski&lt;/strong&gt; e dão calor a esta pouco usual , anormal e estranhamente obscena (se um pouco tola é por que todas são) história de amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-4268400083193458140?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/4268400083193458140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=4268400083193458140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/4268400083193458140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/4268400083193458140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/uma-mulher-fatal-um-filme-foda.html' title='Uma Mulher fatal &amp; Um filme Foda'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/RjD2E0RJPrI/AAAAAAAAABk/lcWbo_Oz0YQ/s72-c/affiche.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-2148502914660734336</id><published>2007-04-24T18:05:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:27.805-08:00</updated><title type='text'>Manchester 3 X Milan 2 - os hooligans atacam</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri6skkRJPnI/AAAAAAAAABE/QG7wHrDcSzo/s1600-h/rooney+beats+dida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057169175794499186" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri6skkRJPnI/AAAAAAAAABE/QG7wHrDcSzo/s400/rooney+beats+dida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mínimo que se esperava era um grande duelo. O sólido cadeado da retranca de Ancellotti contra a "arataca" de &lt;em&gt;Sir&lt;/em&gt; Alex Fergunson. Pois só pode ser assim chamada a estratégia inventada pelo nunca lembrado João Lima no Clube Atlético Paranaense em 1962 e copiada,hoje em dia, pelo nobre cavaleiro da Rainha. Contam-me os mais antigos que, naqueles tempos de vacas magras, de pragas e outras maldições, quando a peleja se apresentava especialmente dura o nosso treineiro "aratacava". Depois de muito coçar o queixo (parece alguém que eu conheço) decidia passar o ponteiro direito para a esquerda e o canhoto para a direita. Pois não é que 40 e tantos anos depois é mais ou menos assim o Manchester UTD joga.&lt;br /&gt;Com o excelente galês Giggs , canhoto, na direita e o destro C. Ronaldo na esquerda.&lt;br /&gt;Se bem que de uns tempos pra cá o Ronaldo português está jogando, (e muito, muito) pelo campo todo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era pra ser um duelo também entre estas duas saúdes de vaca premiadas, as mais impressionantes do futebol mundial. O bom moço Kaká contra o Cristiano R, 22 anos, marrento e milionário.&lt;br /&gt;Parecia que as coisa tinha ficado mais pro luso, que começou aceso e fez um gol na indecisão de Dida. Mas o esquema do Milan funcionou, com pequenos milagres, no primeiro tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com quatro zagueiros e quatro volantes (mas, ressalte-se, nenhum analfabeto - com todos correndo e se entregando muito) , um centroavante paradão que fica meio no bobinho, a coisa só pode dar certo quando o Kaká puxa o contra-ataque e chega na na frente para concluir. O que aconteceu de maneira magistral.&lt;br /&gt;Aproveitando que a ótima zaga titular do ManU estava no estaleiro ( e mais o reserva Silvestre) o moço evangélico passou por cima de toda a defensiva inglesa, superou em 5 corpos o argentino Heinze e acertou um chute dificílimo, de &lt;em&gt;surda&lt;/em&gt;, no contrapé de Van der Saar.&lt;br /&gt;O segundo gol foi antológico. Um chapéu e uma meia-lua dupla, de cabeça e ainda por cima desmoralizante ( Heinze e Evra enrolados comicamente) e a conclusão certeira.&lt;br /&gt;Veio segundo tempo e Ancelotti coloca em campo o homem que ajudaria o personagem do jogo a decidir a partida. Uma grande partida, diga-se de passagem. Pressão total dos vermelhos, e fulminantes contra-ataques milaneses. Por pouco Kaká não faz um terceiro golaço após linda tabela com Seedorf. Que, aliás, jogou muito- vou admitir.&lt;br /&gt;O homem chave do ferrolho &lt;em&gt;rossonero&lt;/em&gt; – Gattuso – saiu contundido. Os ótimos volantes bretões se lançaram ao ataque. Num toque de muita classe o inesgotável Paul Scholes fechou a linha de passe inglesa, concluída muito espertamente por Wayne Rooney.&lt;br /&gt;Mais pressão do Manchester e o Dida pegando tudo. No ultimo lance Giggs roubou a bola de Bonnera – a aposta de Ancellotti – e serviu o jovem hooligan que comanda o ataque da Old Trafford. A velocidade de Rooney nos acréscimos e a conclusão seca, de primeira, mortal me fazem crer que a vitória do time da casa estava escrita há quatrocentos anos.&lt;br /&gt;Quando a câmara – e a &lt;em&gt;Champions League&lt;/em&gt; é o auge verdadeiro da história da transmissão esportiva -  dá uma panorâmica na Torcida do Manchester entendemos por que Wayne Rooney é o grande ídolo dos caras. Por que ele é um deles. Entroncado, mal-encarado, destemido e com cara de tomador de cerveja. O autêntico operário das fábricas Manchester, sacado das linhas de montagem para redimir aquele povo cinza. Um &lt;em&gt;hooligan&lt;/em&gt; na grande área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam a repercussão em milano: &lt;a href="http://www.gazzetta.it/"&gt;http://www.gazzetta.it/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e em Madchetser:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://football.guardian.co.uk/Match_Report/0,,2064929,00.html"&gt;http://football.guardian.co.uk/Match_Report/0,,2064929,00.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e a página da Uefa;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.uefa.com/competitions/ucl/index.html"&gt;http://www.uefa.com/competitions/ucl/index.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-2148502914660734336?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/2148502914660734336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=2148502914660734336' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/2148502914660734336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/2148502914660734336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/manchester-3-x-milan-2-os-hooligan.html' title='Manchester 3 X Milan 2 - os hooligans atacam'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri6skkRJPnI/AAAAAAAAABE/QG7wHrDcSzo/s72-c/rooney+beats+dida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-1554725522230282298</id><published>2007-04-24T16:06:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:27.962-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri6NugGGJsI/AAAAAAAAAA0/PW1WkINXbEw/s1600-h/finisterre.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057135261612648130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri6NugGGJsI/AAAAAAAAAA0/PW1WkINXbEw/s400/finisterre.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;lejandro Finisterre&lt;/strong&gt;, este simpático senhor aí ao lado era poeta, editor e foi o inventor do pebolim. Recentemente falecido (fevereiro passado) contou em entrevista, concedida ao jornal espanhol &lt;em&gt;&lt;strong&gt;El periodico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; em 2004,  que teve a idéia do apaixonante jogo aos 17 anos . Sua história foi uma grande aventura ligada ao drama dos violentos anos 30 e 40 na Europa. Meu amigo Rodrigo Jardim me mandou este excerto da reportagem de Marcos Guterman publicada logo após sua morte. Leia trechos da entrevista de Finisterre ao diário catalão :&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;El Periódico&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Como lhe ocorreu a idéia do pebolim?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Alejandro Finisterre&lt;/strong&gt; - Por culpa de uma bomba nazista, das que foram lançadas sobre Madri [durante a Guerra Civil Espanhola]. Fiquei soterrado com graves ferimentos. Levaram-me para Valência e depois a um hospital da Colônia Puig de Montserrat. A maioria dos que estavam lá eram mutilados de guerra. Eu tinha jogado futebol – inclusive perdi um dente num chute –, mas havia ficado manco e invejava os que podiam jogar. Também gostava de tênis de mesa. Aí pensei: por que não criar o futebol de mesa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;El Periódico&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - E então o senhor pôs as mãos à obra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Finisterre&lt;/strong&gt; - Um pouco antes do Natal de 1936 comprei em Barcelona umas barras, e um carpinteiro basco, Francisco Javier Altuna, também refugiado, me fez a mesa e torneou os jogadores. O líder da CNT [sindical] e da FAI [anarquista], Joan Busquets, um anarquista de Monistrol que tinha uma fábrica de refrigerantes, viu o brinquedo e me animou a patenteá-lo. Eu o patenteei no princípio de 1937, assim como o primeiro“passa-folhas” de partituras movido com o pé, que fiz para Núria, uma pianista lindíssima, por quem me apaixonei loucamente nas reuniões de sábado na colônia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;El Periódico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; - Mas o senhor perdeu a patente, não foi?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Finisterre &lt;/strong&gt;- Tive de fugir para a França, cruzando a pé os Pirineus. Na mochila só levava a patente, uma lata de sardinhas e duas obras de teatro, “Helena” e“Del Amor y de la Muerte”. Choveu a cântaros durante dez dias e os papéis se converteram em argamassa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;El Periódico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; - Que terrível!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Finisterre &lt;/strong&gt;- Tive de ir aos Arquivos de Salamanca. Em1948, estando já em Paris, soube que um companheiro de hospital, Magí Muntaner, do Partido Operário daUnificação Marxista, tinha patenteado o pebolim em Perpinyà. Ao que parece, ele me escreveu para contar isso, mas as cartas se perderam. Aborreci a empresa que os estava fabricando e me deram dinheiro suficiente para ir ao Equador, onde fundei a revista &lt;em&gt;Ecuador 0°, 0', 0''&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;El Periódico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; - Mas ficou sem o pebolim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Finisterre&lt;/strong&gt; - Na apresentação da revista conheci o embaixador da Guatemala, que me animou a fabricar opebolim em seu país. Mãos indígenas o fizeram, com mogno de Santa Maria, finíssimo. Uma maravilha!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;El Periódico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; - E o senhor fez uns gols em Che Guevara?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Finisterre &lt;/strong&gt;- Sim. Uma irmã minha fez amizade com Hilda Gadea, então companheira de Che. Ele vinha todos os dias ao Centro Republicano Espanhol da Guatemala. Tínhamos estilos parecidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;El Periódico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; - O senhor deve ser o melhor jogador do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Finisterre&lt;/strong&gt; - Sou se jogo com minhas bolas de pebolim. Essas bolas duras de hoje não permitem fazer efeitos. O pebolim é um jogo que não estimula o autismo, como os videogames, mas sim a amizade, o companheirismo, a coordenação de movimentos entre a mão direita e a esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-1554725522230282298?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/1554725522230282298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=1554725522230282298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1554725522230282298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1554725522230282298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/alejandro-finisterre-este-simptico.html' title=''/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri6NugGGJsI/AAAAAAAAAA0/PW1WkINXbEw/s72-c/finisterre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-4870388258186317720</id><published>2007-04-24T08:19:00.000-07:00</published><updated>2007-04-24T15:29:29.240-07:00</updated><title type='text'>Cachaça Cinema Clube</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tive também uma aventura carioca como Orson Welles, Stefan Zweig e Paulo Leminski. Meu período no Rio, contudo, talvez tenha sido menos marcante do que os experimentados pelos nomes acima. Foi, com efeito, um período pleno de equívocos recíprocos entre a cidade e minha pobre alma atormentada. Não se pode negar , entretanto, que tive meus momentos. Uma das melhores coisas para se fazer no Rio – ao menos uma vez por mês – é assistir aos filmes do Cachaça Cinema Clube. As exibições acontecem em uma escolhida quarta feira, às 20:30 no espetacular Cine Odeon na Cinelândia . Tem já uns cinco anos a iniciativa das três gostosíssimas metragistas (parece que tem um, digamos assim, “rapaz” no meio do negócio) que tiveram a manhã de inventar uma maneira de exibir a produção de curtas- metragens brasileiros. Desde os mais obscuros, os mais raros, os que estão rebentando agora, os que elas mesmo fazem.&lt;br /&gt;Quem não conhece a velha Cinelândia e o Odeon, o mais classudo dos cinemas do centro do Rio, não imagina como pode ser divertida a festa. Depois dos filmes ocorre uma larga distribuição de cachaça e da bebida preferida dos falsos bichos-grilo e das menininhas lindas de &lt;em&gt;all star&lt;/em&gt; que orbitam em volta deste caras (aquelas que o grande Xico Sá chama de “ marias baixo-orçamento”) : a batida de gengibre. E pista de dança e tal. Falando sério, trata-se de evento obrigatório para quem tápelo Rio numa das quartas eleitas pelo Cachaça CC (desde que sem clássico no Maracanã). Eu lembro de ter visto filmes do Mojica, as lendárias &lt;em&gt;contemporâneas kodak&lt;/em&gt; do Ivan Cardoso, os clássicos do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;udigrudi&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e uma porrada de curtas bons e ruins. As noites sempre tentam girar em torno de um tema ou um realizador. Nunca é menos que interessante . Vai por mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cachacacinemaclube.com.br/"&gt;http://www.cachacacinemaclube.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-4870388258186317720?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/4870388258186317720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=4870388258186317720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/4870388258186317720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/4870388258186317720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/cachaa-cinema-clube.html' title='Cachaça Cinema Clube'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-7472822265546106084</id><published>2007-04-23T20:53:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:28.154-08:00</updated><title type='text'>bola pro mato</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por uma daquelas coisas da vida Messi marcou o mesmo gol que Diego marcara em 86. O André Kfouri falou uma boa. Imaginem se o Maradona tivesse morrido dias atrás, naquela crise. O que todos estariam pensando- principalmente os caras da igreja da &lt;em&gt;mano de dios&lt;/em&gt;? . Inacreditavel a semelhança do rush do jovem craque argentino com a do velho gênio. Sorte de um povo que tem entre os seus estas duas encarnações. Vocês querem saber qual o mais bonito? Diego, claro. O original. Num ensolarado estádio Asteca, na asseptca paisagem da Copa do Mundo ( no ano da graça de 86 - que os cavlheiros sabem que me é caro), no dia do gol com a mão . E contra os ingleses. Sempre os ingleses. Um gol mais limpo, com mais ritimo, de beleza incomparável.&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;A derrota de digestão mais dificil é entregar o ouro pros paraguaios. Levar um pau de um oponente claramente mais forte não dói tanto. Diria ainda que quem apanha nestes casos, sai fortalecido. Há uma dignidade reconfortante em quem entra e perde uma luta impossível. O que mata é baixar a guarda, acuar-se e abrir as pernas à maneira dos &lt;em&gt;mario sergios.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A melhor cena do fim-de-semana xxportivo foi no Maracanã. Não saberia descreve-la. Uma comédia brasileira na essência. Esperemos que o Aldir Blanc comente. Para quem não teve acesso a degravação do dialogo entre as duas figuraças que são o juiz Ubiracy e o Zagueirão Cleberson do cabofriense foi algo assim, depois do arbitro marcar uma falta bem mandrake:&lt;br /&gt;_ "Tu sabe tudo Ubiracy, tu é o mestre" , e então tascou o beijo no rosto do negão.&lt;br /&gt;_ "Tu não pode me beijar , rapaz "e mostrou-se o cartão amarelo.&lt;br /&gt;Morreremos todos sem ter visto tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056850513870857906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri2KwAGGJrI/AAAAAAAAAAs/QckQ3ahj8hQ/s400/beijinho+doce.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-7472822265546106084?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/7472822265546106084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=7472822265546106084' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/7472822265546106084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/7472822265546106084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/bola-pro-mato.html' title='bola pro mato'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri2KwAGGJrI/AAAAAAAAAAs/QckQ3ahj8hQ/s72-c/beijinho+doce.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-3666127889225718017</id><published>2007-04-23T16:39:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:28.603-08:00</updated><title type='text'>1986 foi um ano bom</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Comprei meu primeiro disco de rock neste ano. Passava, como de costume, as férias de fim de ano em União da Vitória. A cidade pode ser muito fria em julho. Em dezembro, entretanto, faz um calor do cacete. Todas as viagens para lá eram especiais. Eram grandes aventuras. Essa foi inesquecível. Fomos de ônibus – Estrela Azul. No meio do percurso – que pra mim durava dias – meu irmão mais velho me chamou:&lt;br /&gt;_ ô cara venha ver isso aqui, mas não fale pra ninguém...&lt;br /&gt;e então ele me mostrou um troço que ia mudar a minha vida. Era um teste, destes que as revistas femininas fazem, em que você vai marcando as respostas e depois soma os pontos chegando a um conclusivo resultado. Acontece que não era nehuma revista feminina. Era o Chiclete com Banana.&lt;br /&gt;O tal teste, creio que na página do meio, tinha o seguinte título “Você é um escroto?” e era ilustrado por uma benga com cara de gente. Ficamos lendo as perguntas e nos próximos cinco anos vindouros foi a coisa mais engraçada que eu enfrentei. No final você era chamado de viado, entre outras coisas, e convidado a limpar a bunda com aquela página. A Revista toda era um tesão. Cada vez que eu e meus irmãos comprávamos uma, nós esgotávamos as possibilidades. Líamos e relíamos e rolávamos de rir, e aprendemos tudo o que nos é mais caro até hoje: a sacanagem, a malandragem, literatura de rapaz, a boa música... E sempre, esperávamos ansiosos, arrepiados o próximo número do gibi.&lt;br /&gt;Neste mesmo ano se passaram outras grandes transformações na minha vida. Os tais ritos de passagem. Primeiro, no eco do Rock in Rio, éramos todos metaleiros. Do alto dos meus oito anos, sempre através dos meus irmãos lia e ouvia tudo o que fosse a respeito ao AC/DC ou ao Ozzy. Eu queria ser o Ozzy Osbourne – queria ser gordo, beberrão e filho do capeta. Gordo eu era.&lt;br /&gt;Mas mesmo gordo, eu queria ser goleiro do atlético. Atlético que havia se mudado pro Pinheirão. Na época era um gramado com duas traves (uma em cada extremo), afundado num buraco, cercado por barrancos e do lado da roda gigante - numa cidade vizinha à Curitiba. Mas o Atlético foi pra lá, no ar havia uma esperança e a certeza de que era uma boa idéia. Foram colocados bancos de madeira e excelentes refletores. A seleção foi jogar lá e a gente foi ver. Hoje ninguém mais fala que foi neste dia que o Zico agravou sua contusão. Comecei a ir sozinho e de ônibus aos jogos (sozinho não, com meu irmão). Aquilo sim era ser fodão. Eu contava na escola e os caras não acreditavam. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri1ECQGGJpI/AAAAAAAAAAc/jnA00zH1Aew/s1600-h/chiclete-com-banana_24_capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056772762077898386" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="328" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri1ECQGGJpI/AAAAAAAAAAc/jnA00zH1Aew/s400/chiclete-com-banana_24_capa.jpg" width="255" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vieram às férias de julho e os três irmãos descobriram o grande tesouro, mocado no armário da minha oma. Aquela coleção da História da MPB. Com fascículos encartados trazendo longos textos, muitas fotos, explicações sobre as gravações, fichas técnicas, as letras das músicas. No marsúpio vinha dormindo um pequeno disco. Quatro ou cinco faixas para cada lado. Eram gravações muito antigas, eu não entendi muito bem a principio. Até que as tentativas chegaram em dois nomes : Tom Jobim e Jorge Ben. Deu-se, então, o inesperado. Mas que nada e Chega de Saudade, as respectivas primeiras faixas de cada lado A. Apareceu pra mim o Brasil. Já era fã da seleção e dos Demônios da Garoa. Comecei a entender melhor o que era esse negócio.&lt;br /&gt;Passados mais alguns meses foi a vez de comprar um disco. Nunca tinha comprado um. Quem tem irmãos mais velhos sabe como é. Você vai herdando tudo. Entretanto eu sentia que já era a hora. Fui extorquir o meu pai. Grande sujeito; boa praça e mão aberta. Expliquei –lhe a situação e ele pingou os cruzados necessários. Irmanamente, cada um dos brothers com a mesma soma descemos a rua Matos Costa no mais irrespirável calor. Eu tinha uma camiseta cinza, sem manga, com uma serigrafia do Angus Young que me dava super-poderes. Descemos umas quadras e viramos na Professor Cleto . Ali se situava o “Ponto Real”. Formidável estabelecimento. Misto de banca de jornal, armarinho, banca do bicho, doceria, locadora de vídeo (muitos piratas – VHS e Beta) e loja de discos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri1EMAGGJqI/AAAAAAAAAAk/o31tO_xyNsE/s1600-h/rock+errou.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056772929581622946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri1EMAGGJqI/AAAAAAAAAAk/o31tO_xyNsE/s400/rock+errou.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mexer naquela pilha de Lps, com o dinheiro no bolso, foi a grande emoção daquele ano bom. Robson, meu irmão mais velho teve um momento de rara felicidade. Escolheu o disco do Camisa de Vênus – ao vivo em Santos sem as faixas censuradas. O disco mais executado do verão. Meu outro irmão Luciano, já revelando todos os traços lascivos de sua personalidade ficou com o disco do Lobão. A capa ainda hoje é sensacional. Traz a foto da mulher do cara na época Daniele Daumerie pelada. Branquinha, com seus pequenos peitinhos . O Lobão do lado vestido de padre. Inesquecível&lt;br /&gt;Eu escolhi “O concreto já rachou” da Plebe Rude. Pela capa (eram os caras de suspensórios e cabelo espetado fazendo cara de mau), por já ter escutado na rádio o grande hit e por uma musica chamada “sexo e karatê”. Foi levando, cuidadoso-orgulhoso, o meu embrulho meio sagrado. Lendo certa vez uma biografia do Fellini, recordo que ele disse que a primeira mulher é uma coisa tão importante que o cara tem que se lembrar de, pelo menos, umas quatro primeiras vezes. De Fato, pode não ter sido, o primeiro de todos os discos. Mas dá pra lembrar exatamente, dá pra sentir o cheiro destas coisas todas. As coisas que existiam no tempo em que tudo para nós era primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;em honra àquela estranha noite que não houve com a DJ&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-3666127889225718017?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/3666127889225718017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=3666127889225718017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3666127889225718017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/3666127889225718017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/1986-foi-um-ano-bom.html' title='1986 foi um ano bom'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri1ECQGGJpI/AAAAAAAAAAc/jnA00zH1Aew/s72-c/chiclete-com-banana_24_capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-1437726268651627137</id><published>2007-04-23T13:14:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:28.736-08:00</updated><title type='text'>Mais duas e a conta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri0WegGGJoI/AAAAAAAAAAU/_jUvxupxTd0/s1600-h/Boris.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056722669874325122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri0WegGGJoI/AAAAAAAAAAU/_jUvxupxTd0/s400/Boris.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As agências atribuíram seu passamento a "progressiva insuficiência cardiovascular". . . quer dizer então que o negócio mudou de nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande Boris Yeltsin foi o responsável pela significativa mudança na dieta dos russos . Acabou aquela de comer criancinha. A coisa passou a ser vodka e mais vodka o dia inteiro. Os médicos costumam recriminar esta prática. O bebado precisa comer. Noel Rosa usava a cerveja, coordenada entre a cana e o conhaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Boris não. Existem coisas muito interessantes para se fazer bebado. Dirigir a desintegração de uma superpotência nuclear deve ser uma delas. O século XX vai acabando, os amigos já pediram a saideira. Se era por falta de pretexto que voces não iam beber hoje, tirem da chuva os cavalinhos. Tomemos, pelo menos umas duas, lembrando o grande beliscador. NAZDROVIA&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-1437726268651627137?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/1437726268651627137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=1437726268651627137' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1437726268651627137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/1437726268651627137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/mais-duas-e-conta.html' title='Mais duas e a conta'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri0WegGGJoI/AAAAAAAAAAU/_jUvxupxTd0/s72-c/Boris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-5552141235945629885</id><published>2007-04-23T11:55:00.000-07:00</published><updated>2007-04-23T12:03:16.777-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>pão vinho e azeitona&lt;br /&gt;carteado vinho aspargo&lt;br /&gt;eu tou com o coração estocado,&lt;br /&gt; por um lambrequim&lt;br /&gt;e todo o lugar que eu vou tem um violino que não para de tocar&lt;br /&gt;na minha cabeça  no meu pesadelo  aahahahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh&lt;br /&gt;ela deixava cair o vestido de veludo vermelho&lt;br /&gt;nua&lt;br /&gt;não queria envelhecer&lt;br /&gt;roia a unha e depois pintava&lt;br /&gt;comprou apargos?  alcachofras ?  tomates pelados?&lt;br /&gt;violetas, novembros, sobrancelhas&lt;br /&gt;    um avental, um coração  uma  aguardente&lt;br /&gt; seo Evaristo de Macedo&lt;br /&gt;vai contar a sua  formidável história e&lt;br /&gt;meu quarto está perfeito, algumas mudanças conferiram- lhe mais espaço,&lt;br /&gt; a luz é a luz certa a televisão foi afastada, o dicionário esta aberto, o violão afinado, os livros, os cadernos  novos, &lt;br /&gt;o  arquivo e o vento frio e eu sei que tem um vinho escondido em algum lugar e as palavras vieram me procurar&lt;br /&gt;mas acontece que ta foda , fiquei triste  -&lt;br /&gt;nada mais   pode mudar  isto&lt;br /&gt;então  vamos ouvir a dica do sr. Paul Anka:&lt;br /&gt;" to stop those monsters  one, two, three&lt;br /&gt;a fresh new way  to get troubles free&lt;br /&gt;with &lt;em&gt;Paul Anka'&lt;/em&gt; s guaranteeeeeess..............:&lt;br /&gt;_ Just don't look   just don't look&lt;br /&gt;just  don't look  """&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é só não olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;vermelho   dezessete  - 17&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;a princesa morreu sonhando com os negrinhos jogando capoeira  em Petrópolis&lt;br /&gt;e o que mais me dói é apagarem isso tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora é hora deles me visitarem  -  é bom viver dias como esses pra lembrar do que a gente tanto foge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eles tão aí pra ficar mas&lt;br /&gt;&lt;em&gt;whattahell you expect  ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;e  essa gente que não sabe atravessar a rua,  não saber dar boa noite ou uma flor pra uma mulher,  não sabem os velhos jingles da radio nacional,  nunca esqueceram o fogão ligado   e não brincam com os vira-latas na praia,  não compram 10 pães e um leite de garrafa para a mãe negra que dá o seio seco a criança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; eles dormem bem ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-5552141235945629885?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/5552141235945629885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=5552141235945629885' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5552141235945629885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5552141235945629885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/po-vinho-e-azeitona-carteado-vinho.html' title=''/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-5212581299556447787</id><published>2007-04-23T11:51:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T09:21:28.909-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri0AhAGGJnI/AAAAAAAAAAM/JyjtegvBRPI/s1600-h/Bogie-pic-2-about.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056698523568186994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri0AhAGGJnI/AAAAAAAAAAM/JyjtegvBRPI/s400/Bogie-pic-2-about.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bogie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre este&lt;br /&gt;homem fatal !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-5212581299556447787?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/5212581299556447787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=5212581299556447787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5212581299556447787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/5212581299556447787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/sempre-este-homem-fatal.html' title=''/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sHGn0IwTlnw/Ri0AhAGGJnI/AAAAAAAAAAM/JyjtegvBRPI/s72-c/Bogie-pic-2-about.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1058295937184932248.post-8399029987980296923</id><published>2007-04-23T10:01:00.000-07:00</published><updated>2007-04-23T21:58:24.928-07:00</updated><title type='text'>prato do dia -  O Verdadeiro Shakespeare</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O futebol sempre foi um terreno fértil para a farsa. Por conta de tudo o que ele tem de humano – e sabendo que o homem é o único animal que se falsifica – não são poucos os exemplos de ilusionistas, de charlatões. Vamos a alguns. Desafio o amigo a fazer um vídeo com todos os grandes gols, e as jogadas decisivas que aquele Guti do Real Madrid já fez. Teríamos um material de 15, talvez 20 segundos. Querem outro exemplo? Eu tenho. O português Pauleta; “o avançado que não faz golos”. Outro mais? – e nesta hora sei que muitos se levantarão-Seedorf. Este engana bem. É o maior “cerca-lourenço” do mundo. Uma mistura do Beto com o Paulo Miranda. A única diferença é que para ele a maconha é liberada. Isto para não falar dos nossos. Isto para não falar dos nossos. Ocorre que agora me lembrei que não era sobre a farsa que eu queria falar.&lt;br /&gt;Algumas das nações ocidentais, na falta de um livro ou de uma doutrina sagrada, elegem um grande autor para que este a represente. Explico-me melhor. Cada povo pode ser representado por um livro – e, com efeito, o Corão representa os muçulmanos e assim por diante. Para algumas outras nações entretanto, não tendo um livro sagrado, pode-se escolher um autor (que pode ser autor de tantos livros). O curioso nisto tudo é fato de que os grandes autores nacionais não se parecem com seus povos. Esta observação é de Borges, em uma de suas aulas. Assim temos a Inglaterra escolhendo Shakespeare, quando sabemos que o bardo é o menos inglês dos escritores de lá. Sabemos que o inglês típico prefere o understatement – a economia nas explicações. O dramaturgo é um eloqüente, um exagerado nas suas metáforas – parecendo muito mais um italiano de anedota. Ou um judeu.&lt;br /&gt;Assim como o tolerante e nada nacionalista Goethe na Alemanha e o doce Cervantes, escolhido exatamente por não representar a estupidez espanhola. Assim com Vitor Hugo é o antifrancês E o Martin Fierro na Argentina (se bem que hoje já temos Borges , que pensando bem, também não é o protótipo do argentino).Parece que a história destes países escolhe alguém que seja diferente de sua verdadeira imagem. Alguém que seja um antídoto contra seus próprios defeitos.&lt;br /&gt;Digo tudo isso para chegar no torrão natal. Se fizermos uma especulação entre as mais brilhantes cabeças da nação sobre que grande autor seria o emblema e o apanágio da alma brasileira tenho certeza que ouviríamos a repetição, a principio tímida, de um nome:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Machado, alguém dirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outros engrossarão o coro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sem dúvida, Machado. Machado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta unanimidade em torno do nome do homem para quem a glória eleva e consola nos coloca no mesmo passo dos outros países citados, incorrendo no mesmo equívoco. Sócios da mesma farsa. Queríamos parecer Machado de Assis. Queríamos ter sua polida perspicácia, a sua posição social. Queríamos ser bem relacionados e andar de polainas e bengala por ente os casarões de Botafogo, espreitando a filha virgem de algum comendador. Mas, infelizmente, não somos assim.&lt;br /&gt;Somos uma nação de apaixonados. De homens descompromissados com a razão. Nossa catedral são os estádios de futebol e as nossas sacristias são os fundos dos botecos analfabetos. Nosso estado natural é a tragédia – de preferência, embriagada. Só ali e na intimidade da copa de um bar pé-sujo (ou talvez no terreno baldio a meia – noite, vá lá) confessamos nossos amores, fraquezas e pusilanimidades. Os perversos e sonhadores brasileiros são tipos incontidos, e mesmo os mais comedidos, em determinado tempo deixam aflorar suas verdadeiras faces. Seja o canalha ou o pobre diabo, que mata e morre por amor.&lt;br /&gt;Por isso o grande escritor nacional é Nelson Rodrigues, o homem que pos o brasileiro diante do espelho e, como se não bastasse, entre outras coisas reinventou por aqui o velho futebol. Vejam esta frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ “Numa simples ginga de Didi, há toda uma nostalgia de gafieiras eternas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais essa, tirada do peito em julho de 62:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ “ Amigos estamos atolados na mais brutal euforia. Ontem quando rompia a primeira estrela da tarde, o Brasil era proclamado bi-campeão do mundo. Foi um título que o escrete arrancou de suas rútilas entranhas. E, a partir da vitória, sumiram os imbecis e repito: não há mais idiotas neta terra. Súbito o brasileiro, do pé rapado ao grã-fino, do presidente ao contínuo, o brasileiro dizia eu, assume uma dimensão inesperada e gigantesca. O bêbado enfiado na sarjeta, com a cara enfiada no ralo, também é rei. Somos 75 milhões de Reis. Outrora o brasileiro era um inibido até para chupar chica-bom. Agora não. Cada um de nós foi revestido de uma vidência deslumbrante. Foi a vitória do homem brasileiro, ele sim o maior homem do mundo. Hoje o Brasil tem a potencialidade criadora de uma nação de Napoleões”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos falta é Nelson Rodrigues, o único Shakespeare da vida real.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1058295937184932248-8399029987980296923?l=iscadefigado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://iscadefigado.blogspot.com/feeds/8399029987980296923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1058295937184932248&amp;postID=8399029987980296923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8399029987980296923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1058295937184932248/posts/default/8399029987980296923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://iscadefigado.blogspot.com/2007/04/prato-do-dia-o-verdadeiro-shakespeare.html' title='prato do dia -  O Verdadeiro Shakespeare'/><author><name>Moser</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06871751380931082896</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
